Movimento para a Democracia | |
|---|---|
| Sigla | MpD |
| Presidente | Paulo Veiga |
| Fundação | 14 de março de 1990 (36 anos) |
| Sede | Praia, Ilha de Santiago, |
| Ideologia | |
| Espectro político | Centro-direita |
| Ala de juventude | Juventude para a Democracia |
| Afiliação internacional | Internacional Democrata Centrista |
| Assembleia Nacional de Cabo Verde (2026-) | 33 / 72
|
| Cores | Verde |
| Página oficial | |
| mpd.cv | |
O Movimento para a Democracia (MpD) é um partido político cabo-verdiano de centro-direita. Fundado a 14 de março de 1990, desempenhou um papel central na transição de Cabo Verde do regime de partido único para a democracia multipartidária, tendo vencido as primeiras eleições legislativas livres do país, em 1991, governando o país de 1991 a 2001. Em 2011, recuperou a presidência da República e voltou ao poder nas eleições parlamentares de 2016.
O MpD constitui, juntamente com o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), uma das duas principais forças políticas do país. O MpD tem orientação economicamente liberal e conservadora-liberal à democrata-cristã, buscando combinar a defesa da democracia liberal, da economia de mercado, da iniciativa privada e da abertura económica com princípios humanistas e democrata-cristãos.
O MpD foi fundado a 14 de março de 1990, num contexto de transformações políticas que conduziram ao abandono do sistema de partido único, vigente desde a independência de Cabo Verde, em 1975. Até então, o país era governado pelo PAICV, que sucedera ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde após a separação política entre os dois países.
A criação do MpD representou o aparecimento de uma alternativa política organizada ao partido governante. O movimento reuniu sectores favoráveis ao pluralismo político, às liberdades cívicas e à liberalização da economia, contribuindo para a abertura do sistema político cabo-verdiano.
Nas eleições legislativas de 1991, as primeiras realizadas num quadro multipartidário, o MpD obteve uma vitória expressiva, conquistando uma maioria parlamentar de mais de dois terços dos lugares. Carlos Veiga assumiu a chefia do Governo, enquanto António Mascarenhas Monteiro, apoiado pelo partido, foi eleito presidente da República.
Durante a década de 1990, o MpD liderou o processo de transformação económica e institucional do país. O período ficou associado à consolidação do pluralismo político, à liberalização económica e ao reforço da participação do sector privado no desenvolvimento nacional.
O partido venceu novamente as eleições legislativas de 1995, mantendo-se no poder até 2001. Nesse ano, foi derrotado pelo PAICV, que regressou ao Governo sob a liderança de José Maria Neves. A alternância política consolidou a imagem de Cabo Verde como uma democracia multipartidária estável.
Entre 2001 e 2016, o MpD permaneceu na oposição, disputando com o PAICV a orientação política e económica do país. Nas eleições legislativas de 2011, voltou a ser derrotado, apesar de continuar a representar uma das principais forças parlamentares.
Em 2016, o partido regressou ao poder ao conquistar a maioria absoluta nas eleições legislativas, sob a liderança de Ulisses Correia e Silva. A vitória foi acompanhada pela eleição de Jorge Carlos Fonseca, apoiado pelo MpD, para um segundo mandato presidencial, reforçando a posição institucional do partido.
Nas eleições legislativas de 2021, o MpD voltou a vencer, conservando a maioria absoluta na Assembleia Nacional. Obteve 38 dos 72 mandatos, contra 30 do PAICV e quatro da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).
| Eleição | Candidato apoiado | 1.ª volta | 2.ª volta | Resultado | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cl. | Votos | % | Cl. | Votos | % | |||
| 1991 | António Mascarenhas Monteiro | 1.º | 70.623 | 73,4% | Eleito | |||
| 1996 | 1.º | 81.821 | 92,1% | Eleito | ||||
| 2001 | Carlos Veiga | 2.º | 60.719 | 45,8% | 2.º | 75.815 | 50,0% | Não eleito |
| 2006 | 2.º | 83.241 | 49,0% | Não eleito | ||||
| 2011 | Jorge Carlos Fonseca | 1.º | 60.887 | 37,8% | 1.º | 97.735 | 54,3% | Eleito |
| 2016 | 1.º | 93.010 | 74,08% | Eleito | ||||
| 2021 | Carlos Veiga | 2.º | 78.603 | 42,39% | Não eleito | |||
| 2026 | Joana Rosa | ASD | ASD | ASD | ASD | ASD | ASD | ASD |
| Data | Líder | Cl. | Votos | % | Deputados | +/- | Condição |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1991 | Carlos Veiga | 1.º | 78.454 | 66,41% | 56 / 79 |
Governo | |
| 1995 | 1.º | 93.249 | 61,30% | 50 / 72 |
Governo | ||
| 2001 | Gualberto do Rosário | 2.º | 55.586 | 40,55% | 30 / 72 |
Oposição | |
| 2006 | Agostinho Lopes | 2.º | 74.909 | 44,02% | 29 / 72 |
Oposição | |
| 2011 | Carlos Veiga | 2.º | 94.674 | 42,27% | 32 / 72 |
Oposição | |
| 2016 | Ulisses Correia e Silva | 1.º | 122.881 | 54,48% | 40 / 72 |
Governo | |
| 2021 | 1.º | 110.121 | 50,2% | 38 / 72 |
Governo | ||
| 2026 | 2.º | 84.458 | 44,75% | 33 / 72 |
Oposição |