| Agência Nacional de Inteligência Geoespacial | |
|---|---|
| National Geospatial-Intelligence Agency | |
Selo da NGA | |
Bandeira da NGA | |
Sede da NGA | |
| Resumo da agência | |
| Formação | 1 de outubro de 1996 |
| Predecessores |
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| Sede | Fort Belvoir, Virgínia, EUA 38° 45′ 12″ N, 77° 11′ 49″ O |
| Sigla | NGA |
| Lema | "Know the Earth, Show the Way... from Seabed to Space" |
| Empregados | Cerca de 14,500 |
| Orçamento anual | Confidencial (pelo menos $4,9 bilhões, 2013) |
| Agência mãe | Departamento de Defesa |
| Sítio oficial | nga |
| Notas de rodapé | |
| Forças Armadas dos Estados Unidos |
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| Departamentos executivos |
| Conjuntos militares |
| Estrutura organizacional |
A Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (em inglês: National Geospatial-Intelligence Agency; NGA) é uma agência de apoio ao combate do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cuja principal missão é coletar, analisar e distribuir inteligência geoespacial (GEOINT) em apoio à segurança nacional. Fundada em 1996 como Agência Nacional de Imagens e Cartografia (NIMA), recebeu sua denominação atual em 2003. É integrante da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos.
A sede da NGA, também conhecida como Campus Leste da NGA ou NCE, está localizada na área norte de Fort Belvoir, em Springfield, na Virgínia. Com 2 300 000 pés quadrados (210 000 m2), é o terceiro maior edifício governamental da região metropolitana de Washington, atrás do Pentágono e do Edifício Ronald Reagan e Centro de Comércio Internacional. A agência também mantém o Campus Oeste da NGA, ou NCW, em St. Louis, no Missouri, além de escritórios de apoio e ligação em diversos países.
A NGA também auxilia na resposta a desastres naturais e provocados pelo ser humano, contribui para o planejamento da segurança de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos, divulga informações de segurança marítima e coleta dados sobre a mudança do clima.
Os esforços estadunidenses de elaboração de mapas e cartas permaneceram relativamente inalterados até a Primeira Guerra Mundial, quando a aerofotografia passou a desempenhar um papel importante na obtenção de informações sobre o campo de batalha. Utilizando visores estereoscópicos, os intérpretes fotográficos examinavam milhares de imagens. Muitas retratavam o mesmo alvo em diferentes ângulos e momentos, dando origem às técnicas modernas de análise de imagens e cartografia.
A Unidade de Reprodução de Engenharia foi a primeira tentativa do Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos de centralizar a produção, a impressão e a distribuição de mapas. Estava localizada nas instalações do Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos, em Washington, D.C.. Anteriormente, a elaboração de mapas topográficos era principalmente uma atribuição das unidades individuais de engenharia de campo, que empregavam técnicas de levantamento em campo ou copiavam materiais existentes ou capturados. Além disso, a ERP assumiu a "supervisão e manutenção" da Coleção de Mapas do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, a partir de 1.º de abril de 1939.
Com o desenvolvimento da aviação durante a Segunda Guerra Mundial, os levantamentos de campo começaram a ceder espaço à fotogrametria, à interpretação fotográfica e à geodésia. Durante a guerra, tornou-se cada vez mais possível elaborar mapas com um volume mínimo de trabalho de campo. Desse processo surgiu o Serviço Cartográfico do Exército, ou AMS, que incorporou a ERP existente em maio de 1942. Sua sede ficava no complexo de Dalecarlia — incluindo edifícios atualmente denominados em homenagem a John C. Frémont e Charles H. Ruth —, na Avenida MacArthur, nos arredores de Washington, D.C., no Condado de Montgomery, em Maryland, e ao lado do Reservatório de Dalecarlia. O AMS foi designado como uma atividade de campo de engenharia a partir de 1.º de julho de 1942, pela Ordem Geral n.º 22 do OCE, de 19 de junho de 1942. O Serviço Cartográfico do Exército também reuniu muitas das organizações de inteligência geográfica restantes do Exército e a Divisão de Inteligência Técnica de Engenharia. Em 1.º de setembro de 1968, o AMS foi redesignado como Comando Topográfico do Exército dos Estados Unidos (USATC) e continuou funcionando como uma organização independente até 1972, quando foi incorporado à recém-criada Agência de Cartografia de Defesa (DMA) e redesignado como Centro Topográfico da DMA (DMATC).

Pouco antes de deixar o cargo, em janeiro de 1961, o presidente Dwight D. Eisenhower autorizou a criação do Centro Nacional de Interpretação Fotográfica (NPIC), um projeto conjunto da CIA e da DIA. O NPIC era um componente da Diretoria de Ciência e Tecnologia da CIA (DDS&T), e sua principal função era a análise de imagens. Em 1996, o NPIC passou a fazer parte da Agência Nacional de Imagens e Cartografia, atualmente denominada NGA.
Em 1962, analistas do NPIC descobriram que a União Soviética estava instalando mísseis em Cuba. Utilizando imagens obtidas em sobrevoos de aeronaves U-2 e filmes contidos em cápsulas ejetadas pelos satélites Corona, eles informaram os responsáveis pela formulação de políticas dos Estados Unidos e influenciaram as operações durante a Crise dos mísseis de Cuba. A análise recebeu atenção mundial quando o governo de Kennedy desclassificou e divulgou parte das imagens que mostravam os mísseis soviéticos em território cubano; Adlai Stevenson II apresentou as imagens ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 25 de outubro de 1962.
A Agência de Cartografia de Defesa (DMA) foi criada em 1.º de janeiro de 1972 para consolidar as atividades cartográficas militares dos Estados Unidos. A "certidão de nascimento" da DMA, a Diretriz 5105.40 do Departamento de Defesa, resultou de uma diretriz presidencial anteriormente secreta, intitulada "Organização e Gestão da Comunidade de Inteligência Estrangeira dos Estados Unidos", de 5 de novembro de 1971, que determinava a consolidação das funções cartográficas antes distribuídas entre os diferentes ramos das Forças Armadas. A DMA entrou em operação em 1.º de julho de 1972, de acordo com a Ordem Geral n.º 3 da DMA, de 16 de junho de 1972. Em 1.º de outubro de 1996, a DMA foi incorporada à Agência Nacional de Imagens e Cartografia, que posteriormente se tornou a NGA.
A primeira sede da DMA ficava no Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington, D.C., sendo posteriormente transferida para Falls Church, na Virgínia. Seu quadro de funcionários, majoritariamente civil, estava concentrado em centros de produção em Bethesda, Maryland, no norte da Virgínia e em St. Louis, Missouri. A DMA foi formada a partir da Divisão de Cartografia, Cartas e Geodesia da Agência de Inteligência de Defesa (DIA) e de diversas organizações cartográficas dos ramos das Forças Armadas.
A DMA compreendia os seguintes centros:
A NIMA foi criada em 1.º de outubro de 1996 pela Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal de 1997. A criação da NIMA ocorreu após mais de um ano de estudos, debates e planejamento pelas comunidades de defesa, inteligência e formulação de políticas, assim como pelo Congresso, além de consultas contínuas às organizações atendidas. A criação da NIMA centralizou a responsabilidade pela produção de imagens e pela cartografia.
A NIMA incorporou integralmente a DMA, o Escritório Central de Imagens (CIO) e o Escritório do Programa de Disseminação de Defesa (DDPO), assim como a missão e as funções do NPIC. Também foram incorporados à NIMA os setores de exploração, disseminação e processamento de imagens da Agência de Inteligência de Defesa, do Escritório Nacional de Reconhecimento e do Escritório de Reconhecimento Aerotransportado de Defesa.
A criação da NIMA foi dificultada pela relutância natural das diferentes culturas organizacionais em se fundir e pelo receio de que suas respectivas missões — a cartografia em apoio às atividades de defesa e a produção de inteligência, principalmente em apoio aos responsáveis nacionais pela formulação de políticas — fossem subordinadas uma à outra.

Com a promulgação da Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal de 2004, em 24 de novembro de 2003, a NIMA passou a se chamar Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA), de modo a refletir melhor sua principal missão na área de GEOINT.
Como parte do processo de Realinhamento e Fechamento de Bases de 2005 (BRAC), todas as principais instalações da NGA na região de Washington, D.C., incluindo as localizadas em Bethesda, Reston, na Virgínia, e Washington, D.C., foram consolidadas em uma nova instalação situada no antigo Campo de Testes de Engenharia, próximo a Fort Belvoir. Essa nova instalação, posteriormente denominada NCE, abriga vários milhares de funcionários. As instalações da NGA em St. Louis não foram afetadas pelo processo BRAC de 2005.
Em março de 2009, estimava-se que o novo centro custaria US$ 2,4 bilhões. O campus do centro possui cerca de 2 400 000 pés quadrados (220 000 m2) e foi concluído em setembro de 2011.
Em setembro de 2025, a NGA inaugurou uma nova instalação em St. Louis, Missouri, denominada Next NGA St. Louis, ao custo de US$ 1,7 bilhão. A instalação abrigará 3.000 funcionários. O Legislativo municipal de St. Louis está atualmente reconsiderando uma legislação que criaria uma zona de proteção ao redor da Next NGA St. Louis, proibindo que determinados estabelecimentos, como postos de gasolina, empresas que trabalham com materiais perigosos e empreendimentos apoiados por governos estrangeiros, fossem construídos nas proximidades por razões de segurança.
A NGA é chefiada por uma diretora, atualmente a tenente-general do Exército Michele Bredenkamp. Na ordem de precedência, seguem-se o vice-diretor, atualmente Brett Markham, e o chefe de gabinete. Os titulares desses três cargos compõem a equipe de liderança executiva da NGA.
Enquanto a diretora e o vice-diretor da NGA supervisionam a agência, o chefe de gabinete supervisiona a equipe de apoio executivo, os serviços administrativos, a logística, a segurança de pessoal, os recursos humanos, o treinamento e o desenvolvimento dos funcionários, as comunicações institucionais e as relações com o Congresso.
A NGA é dividida em diversas diretorias, chefiadas por diretores (D/XX) e vice-diretores associados (ADD/XX), sendo "XX" a designação de duas letras de cada diretoria. Entre as diretorias e funções de liderança conhecidas estão, sem se limitar a elas:
Em 2011, existia uma Diretoria de Análise e Produção (P ou Diretoria de "Produção"). Atualmente, a NGA possui uma Diretoria de Análise, que pode ter substituído a Diretoria de Análise e Produção ou ter surgido da separação de parte dela.
O vice-diretor associado de Operações supervisiona diretamente o Centro de Operações da NGA — que, por sua vez, é chefiado por um diretor e um vice-diretor —, o Escritório de Defesa da NGA, o Escritório de Operações Expedicionárias e a liderança da NGA nas três instalações de Dados Aeroespaciais do Escritório Nacional de Reconhecimento.
A NGA possui Equipes de Apoio da NGA (NSTs), que trabalham com as diretorias, são designadas para missões internacionais, acompanham forças militares em operações ou atuam como elementos de ligação com os diferentes ramos das Forças Armadas. Também existem diversas Equipes de Apoio de Comando da NGA. As operações da NGA na região oeste, como a construção do campus Next NGA St. Louis em St. Louis, Missouri, são chefiadas pelo executivo da NGA em St. Louis, que pode exercer simultaneamente outras funções de liderança. A agência também possui um responsável executivo pela igualdade. Entre outras organizações presentes na NGA, que podem ou não integrar diretorias, estão:
Além disso, os Escritórios de GEOINT das Forças Armadas (SGOs) atuam como elementos de ligação com a NGA, mas pertencem aos respectivos ramos das Forças Armadas e representam suas necessidades de inteligência geoespacial. As Forças Armadas Canadianas mantêm uma equipe de ligação junto à NGA; o oficial de operações dessa equipe também atua como elemento de ligação da NGA com a Commonwealth.
A NGA integra o Sistema Nacional de Inteligência Geoespacial (NSG) e o mais amplo Sistema Aliado de Inteligência Geoespacial (ASG), que inclui os aliados próximos Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Os Estados Unidos e esses quatro países também formam a aliança de inteligência Cinco Olhos.
A NGA emprega profissionais das áreas de análise aeronáutica, cartografia, análise geoespacial, análise de imagens, análise marítima, ciências físicas, geodésia, engenharia de computação, engenharia de telecomunicações e fotogrametria, além de profissionais das áreas de segurança nacional e aplicação da lei.
A NIMA/NGA esteve envolvida em diversas controvérsias.