Este artigo não cita fontes confiáveis. (junho de 2026) |
| Najash | |||||||||||||
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| Ocorrência: Cretáceo Superior | |||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||
| Extinta (fóssil) | |||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||
Najash rionegrina Apesteguía & Zaher, 2006 | |||||||||||||

Najash é um género extinto de serpentes basais que viveu durante o Cenomaniano-Turoniano no que é hoje a América do Sul. Tal como outras serpentes do Cretáceo, possuía dois membros posteriores. Os fósseis foram encontrados num depósito de solo, e as robustas vértebras espinhais e as pernas traseiras da serpente estavam adaptadas a um ambiente subterrâneo, em tocas. O holótipo deste táxon encontra-se depositado na coleção paleontológica do Museu Provincial Carlos Ameghino, na cidade de Cipolletti, província de Río Negro, Argentina. Sua descoberta sugere que as serpentes tiveram uma origem terrestre e fornece novas evidências sobre as complexas sequências que levaram à redução e perda de membros durante a evolução das serpentes a partir dos seus antepassados lagartos.
Esta serpente não atingia mais de 1,50 metros de comprimento, e viveu durante o Cretáceo Superior (faz aproximadamente 90 milhões de anos atrás) na província de Río Negro (daí seu nome de espécie, rionegrina) na Patagonia argentina.
Esta descoberta não apoia a hipótese, formulada originalmente pelo paleontólogo do século XIX Edward Drinker Cope, de que as serpentes compartilham um ancestral marinho comum com os mosasaurídeos. A hipótese da origem marinha recebeu novos impulsos com a descoberta nos anos 1990 de serpentes basais com membros vestigiais em sedimentos marinhos no Líbano. Durante as últimas décadas, o achado de numerosos fósseis de serpentes marinhas provistas de adaptações aquáticas, as paquiófidas, em rochas de inícios do Cretáceo Superior (Cenomaniano, cerca de 95 milhões de anos) do norte de África e Europa Oriental, fez pensar a muitos pesquisadores que as serpentes se tinham originado no mar. Segundo essa teoria “marinista”, as serpentes seriam, de facto, parentes dos mosassauros.
A outra teoria, mantida pelos “terrestristas”, diz que as serpentes provêm em realidade de algum lagarto cavador de pequeno tamanho que, depois de perder as patas, foi dominando pouco a pouco outros ambientes de nosso planeta. Como evidências desta teoria, só havia uns poucos materiais de vértebras e minúsculos fragmentos de crâneos provenientes principalmente da África, escasso material para fazer frente aos formidáveis e articulados fósseis das serpentes marinhas Haasiophis terrasanctus e Pachyrhachis problematicus. O achado de Najash no Cretáceo da Patagônia oferece um ponto de vista completamente diferente e uma nova mesa de discussão. Já não se trata de outra serpente marinha e sim de uma serpente que viveu num ambiente terrestre, à sombra dos dinossauros e na América do Sul. As serpentes como Najash eram relativamente pequenas, e com segurança viviam em tocas, se alimentando de lagartos, mamíferos pequenos e talvez filhotes de dinossauros pequenos.
O nome provém da palavra hebreia Nahash ou Najash, serpente, e é o nome aplicado à serpente da Bíblia, que portava patas e foi condenada por Deus a se arrastar depois de enganar ao primeiro casal segundo a tradição hebreia. A espécie, rionegrina, refere à província de origem. A preparação do fóssil é obra de Agustín Scanferla, A. B. Carvalho e Marcelo Isasi. Luciana Lobo e Jorge González têm realizado as ilustrações.
Najash não tinha perdido o sacro, a ou as vértebras onde se ancora a pelve, às vezes composto de várias vértebras fundidas, nem sua cintura pélvica, a qual se acha reduzida ou ausente em serpentes de hoje em dia.
Uma das coisas mais curiosas de Najash são as patas bem desenvolvidas que demonstram que lhe eram úteis para se mover, ou talvez para ancorar contra a terra ao atacar. O esqueleto foi achado articulado, ainda que sem crânio. Os dados da cabeça foram obtidos de outro exemplar. Outro esqueleto desarticulado de Najash, de maior tamanho, contribuiu a comprovar detalhes ausentes no primeiro espécime, ainda que novos estudos sugerem que tratar-se-ia de outra espécie maior.
No marco da expedição do ano 2001 e 2002, ao Área Paleontológica A Buitrera (Rio Negro, Argentina) Pablo Gallina, membro da equipe, achou restos de uma serpente articulada. A expedição de 2004 permitiu o achado de restos fragmentários de um crânio desta serpente. Depois de vários anos de preparação do fóssil e estudos comparativos na Argentina, Brasil e Estados Unidos, em colaboração com Hussam Zaher, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, tem sido possível compreender a relevância desta serpente fóssil, cujo trabalho científico fosse publicado na Nature.
Segundo os autores originais , Najash rionegrina constitui a serpente mais basal conhecida, embora isso tenha sido contestado por trabalhos posteriores. Cladograma com base no estudo de Caldwell et al. (2015):
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