| Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos | |
|---|---|
| National Weather Service | |
| Resumo da agência | |
| Formação | 9 de fevereiro de 1870 |
| Predecessores |
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| Tipo | Agência |
| Jurisdição | Governo dos Estados Unidos |
| Sede | Silver Spring, Maryland |
| Sigla | NWS |
| Empregados | 4.900 |
| Orçamento anual | US$ 1,364 bilhão, ano fiscal de 2023 |
| Executivos | |
| Agência mãe | Administração Oceânica e Atmosférica Nacional |
| Documento chave |
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| Sítio oficial | weather.gov |
| Notas de rodapé | |
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, em inglês National Weather Service, ou NWS, é uma agência do governo federal dos Estados Unidos responsável por fornecer previsões do tempo, alertas de condições meteorológicas perigosas e outros produtos meteorológicos a organizações e ao público, para proteção, segurança e informação. Faz parte da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, a NOAA, subordinada ao Departamento de Comércio, e tem sede em Silver Spring, na região metropolitana de Washington. A agência se chamou United States Weather Bureau de 1891 até a adoção do nome atual, em 1970.
O NWS realiza seu trabalho por meio de centros nacionais e regionais e de 122 escritórios locais de previsão do tempo [en], chamados de Weather Forecast Offices, ou WFOs. Como o NWS é uma agência do governo federal dos Estados Unidos, a maior parte de seus produtos está em domínio público [en] e pode ser obtida gratuitamente.

Entre as primeiras iniciativas de coleta de informações meteorológicas esteve a de Joseph Henry, da Smithsonian Institution. Após um tornado atingir Jefferson, no Illinois, em 1855, onde fica Des Plaines, Henry escreveu ao Daily Democratic Press, de Chicago, em busca de mais informações sobre a tempestade. A coleta sistemática de dados meteorológicos em larga escala pela Smithsonian levou à criação do U.S. Signal Service, o primeiro antecessor do NWS. Em 1869, Cleveland Abbe, então diretor do Observatório de Cincinnati [en], começou a elaborar e divulgar previsões do tempo para o público, que chamava de "probabilidades". Para isso, usava observações meteorológicas feitas diariamente, de forma simultânea, e enviadas por telégrafo por uma rede de observadores. O trabalho contou com a cooperação da Câmara de Comércio de Cincinnati [en] e da Western Union, que Abbe convenceu a apoiar a coleta dessas informações. Em Wisconsin, Increase A. Lapham [en] pressionava o Congresso pela criação de um serviço de alerta de tempestades, depois de presenciar a destruição causada por elas na região dos Grandes Lagos. O deputado Halbert E. Paine [en] apresentou um projeto de lei que autorizava o secretário da Guerra a criar esse serviço. Em 9 de fevereiro de 1870, uma resolução conjunta [en] do Congresso, sancionada pelo presidente Ulysses S. Grant, criou o primeiro serviço meteorológico oficial dos Estados Unidos. Sua missão era "providenciar observações meteorológicas nas estações militares do interior do continente e em outros pontos dos estados e territórios [...] e avisar, nos Grandes Lagos ao norte e no litoral, por telégrafo magnético e sinais marítimos, sobre a aproximação e a força das tempestades". A agência ficou subordinada ao secretário da Guerra, pois o Congresso entendia que "a disciplina militar provavelmente asseguraria a maior presteza, regularidade e precisão nas observações exigidas". No Departamento de Guerra, o serviço foi entregue ao Serviço de Comunicações do Exército, sob o comando do chefe de comunicações [en], o general de brigada Albert J. Myer [en]. Myer deu ao serviço seu primeiro nome, Division of Telegrams and Reports for the Benefit of Commerce, ou Divisão de Telegramas e Relatórios em Benefício do Comércio.
Em novembro de 1870, Myer contratou Lapham como o primeiro assistente civil do novo serviço, mas ele deixou o cargo menos de dois anos depois. Abbe tornou-se o segundo assistente civil de Myer em janeiro de 1871 e começou a desenvolver um sistema de previsões nacionais com base em seu trabalho em Cincinnati. A divulgação dessas previsões começou no mês seguinte. Ao longo dos 45 anos em que trabalhou no serviço meteorológico, Abbe defendeu a continuidade das pesquisas em meteorologia para dar base científica às previsões. Enquanto o Serviço de Comunicações e o Congresso discutiam se a previsão do tempo deveria ficar a cargo de órgãos civis ou do escritório de previsão já existente no serviço, uma comissão do Congresso foi criada para examinar a questão. Após dois anos de investigação, recomendou que as operações do escritório fossem transferidas para o Departamento de Guerra.
A agência tornou-se civil em 1891, quando passou ao Departamento de Agricultura e recebeu oficialmente o nome de U.S. Weather Bureau. Sob esse departamento, começou a emitir alertas de inundação e previsões meteorológicas voltadas ao combate a incêndios, além de publicar os primeiros mapas meteorológicos nacionais de superfície todos os dias. Também criou uma rede de distribuição de alertas de ciclones tropicais e um serviço de intercâmbio de dados que permitia trocar análises meteorológicas com a Europa.
A primeira radiossonda do Weather Bureau foi lançada em Massachusetts em 1937. Nos dois anos seguintes, as radiossondas substituíram as observações rotineiras feitas por aeronaves. Por receio de provocar pânico, o órgão proibia o uso da palavra "tornado" em seus produtos meteorológicos, apesar do elevado número de mortes em episódios anteriores, agravado pela falta de aviso antecipado. Essa proibição vigorou até 1938, quando o órgão passou a distribuir alertas de tornado exclusivamente aos profissionais de gestão de emergências [en].
Em 1940, o Weather Bureau passou ao Departamento de Comércio. Em 1941, Margaret Smagorinsky, nascida Knoepfel, foi contratada como a primeira mulher a trabalhar como estatística no órgão. Em 12 de julho de 1950, o chefe do Weather Bureau, Francis W. Reichelderfer [en], suspendeu oficialmente a proibição de alertas públicos de tornado por meio de uma circular. O texto orientava todas as estações de primeira ordem a evitar declarações que pudessem ser interpretadas como recusa ou incapacidade do órgão de prever tornados. Também exigia uma boa probabilidade de acerto para a emissão dessas previsões, dada a dificuldade de prever com precisão a ocorrência do fenômeno. O órgão recebeu críticas por continuar a recusar alertas públicos de tornado e por impedir que as previsões do Centro de Alerta de Tempo Severo da Força Aérea dos Estados Unidos chegassem ao público civil. Essas previsões haviam começado em 1948, com o capitão Robert C. Miller [en] e o major Ernest Fawbush. Em março de 1952, o Weather Bureau divulgou suas primeiras previsões públicas experimentais de tornado. Em 1957, começou a usar radares para previsões de curto prazo de tempestades locais e fenômenos hidrológicos. Versões modificadas dos radares usados em aeronaves da Marinha deram origem ao WSR-57 [en], sigla de Weather Surveillance Radar, 1957, ou radar de vigilância meteorológica de 1957. Uma rede desses radares foi instalada no país até o início da década de 1960. A partir de 1974, parte deles foi substituída por modelos WSR-74 [en].
Em 1965, o Weather Bureau passou a integrar a Administração dos Serviços de Ciências Ambientais [en]. Em 3 de outubro de 1970, essa administração deu lugar à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, a NOAA, criada pelo Plano de Reorganização n.º 4 de 1970. O Weather Bureau recebeu então o nome de National Weather Service. No início da década de 1980, o NWS usava os mesmos equipamentos de radar da década de 1950 e se comunicava por teletipo. Em 1983, o administrador da NOAA, John V. Byrne [en], propôs leiloar todos os satélites meteorológicos e recomprar os dados dos compradores privados. A proposta também previa entregar a empresas privadas as estações de observação meteorológica, a NOAA Weather Radio e a análise computadorizada de superfície, mas foi rejeitada em votação no Congresso.
O NEXRAD, sigla de Next Generation Radar, é um sistema de radares Doppler [en] instalado para melhorar a detecção de tempestades locais severas e aumentar a antecedência dos alertas. Entre 1988 e 1997, substituiu os sistemas WSR-57 e WSR-74.
Em 2025, os cortes na NOAA durante o segundo mandato de Donald Trump afetaram fortemente o NWS. Houve demissões, cancelamento de contratos com universidades e restrições ao intercâmbio com os serviços meteorológicos de outros países. Às vésperas da temporada de furacões no Atlântico, 30 escritórios do NWS estavam sem meteorologista-chefe, em parte pelas demissões promovidas pelo governo Trump.
Em 28 de agosto de 2025, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que excluiu o NWS do programa federal de relações trabalhistas e negociação coletiva. A ordem classificou a agência entre aquelas cuja função principal envolve inteligência, contrainteligência, investigação ou segurança nacional. A Casa Branca justificou a decisão afirmando que o NWS fornece dados meteorológicos e climáticos usados no planejamento de deslocamentos militares dos Estados Unidos e que as previsões do tempo há muito são decisivas para o sucesso ou o fracasso de operações militares.

Por meio de suas unidades, o NWS fornece diferentes previsões a seus usuários e ao público em geral. Embora os textos tenham sido a forma habitual de distribuição, a agência passou a usar mais previsões digitais, dados em grade e imagens. Cada um dos 122 escritórios de previsão do tempo [en] envia suas previsões gráficas a um servidor nacional, que as reúne na National Digital Forecast Database, a NDFD. Essa base reúne informações meteorológicas de uso comum por organizações e pelo público, como quantidade de precipitação, temperatura e cobertura de nuvens. Além de consultar as grades meteorológicas pela internet, os usuários podem baixar cada uma delas e processá-las com um decodificador GRIB2 [en], capaz de exportar os dados nos formatos Shapefile, NetCDF e GrADS [en], em arquivos de ponto flutuante ou em arquivos com valores separados por vírgulas. Os dados de pontos específicos da base podem ser consultados por um serviço SOAP em XML.
O NWS emite diariamente produtos meteorológicos voltados aos incêndios florestais. Entre eles está a previsão meteorológica de incêndios, elaborada todos os dias pelos WFOs locais, com alcance de até sete dias e atualizações quando necessárias. As previsões trazem informações úteis ao controle do fogo e ao manejo da fumaça nas próximas 12 a 48 horas, como direção e velocidade do vento e precipitação. As equipes usam essas informações para planejar a quantidade de pessoal e equipamentos, avaliar a possibilidade de realizar queimadas controladas e estimar o perigo diário de incêndio. Uma vez por dia, os meteorologistas do NWS emitem uma previsão codificada para pontos de observação específicos do Serviço Florestal dos Estados Unidos. Esses dados alimentam o Sistema Nacional de Classificação do Perigo de Incêndio [en], o NFDRS. O modelo calcula o perigo diário, divulgado ao público em cinco níveis, baixo, moderado, alto, muito alto ou extremo.
Os WFOs locais também emitem avisos de vigilância para incêndios e alertas de bandeira vermelha [en], quando critérios previamente estabelecidos são atendidos. Esses produtos avisam o público e outros órgãos sobre condições favoráveis a incêndios extremos. Em âmbito nacional, o Centro de Previsão de Tempestades do NWS elabora análises para o primeiro e o segundo dia do período de previsão, que complementam as previsões locais com informações sobre condições críticas para incêndios. As análises abrangem grandes áreas onde essas condições podem ocorrer, inclusive áreas sujeitas a "tempestades secas", mais comuns no oeste dos Estados Unidos. Nessas tempestades, a chuva evapora antes de chegar à superfície.

Autoridades florestais estaduais e federais podem solicitar a um WFO uma previsão para um ponto específico, chamada de spot forecast. Ela ajuda a decidir se uma queimada controlada pode ser iniciada com segurança e onde posicionar as equipes durante seu controle. O pedido costuma ser enviado nas primeiras horas da manhã, com as coordenadas do local, o horário previsto para a ignição e outras informações pertinentes. O WFO prepara a previsão de curto prazo e a envia às autoridades, geralmente em até uma hora após receber o pedido.
O NWS presta apoio no local de grandes incêndios florestais e de outros desastres, inclusive incidentes com materiais perigosos, por meio dos meteorologistas de incidentes, chamados de IMETs. Esses profissionais recebem treinamento para trabalhar com equipes de gestão de incidentes em grandes incêndios ou em outros desastres que exijam apoio meteorológico presencial. Os IMETs se deslocam rapidamente até o local e montam uma central meteorológica móvel, capaz de prestar apoio contínuo durante a ocorrência. O equipamento contém telefone celular, computador portátil e aparelhos de comunicação, usados para obter e exibir dados, como imagens de satélite e resultados de modelos numéricos de previsão. Estações meteorológicas remotas também coletam dados do local de interesse. Durante essas emergências, os IMETs costumam receber apoio direto do WFO local. A equipe nacional, com cerca de 80 profissionais, pode ser enviada a qualquer área atingida por desastre. O trabalho exige longas jornadas, por semanas, em locais remotos e sob condições difíceis.
O NWS fornece previsões para a aviação. Cada WFO emite previsões de aeródromo, ou TAFs, para os aeroportos de sua área. Os TAFs são previsões concisas e codificadas para um aeroporto específico, com validade de 24 horas, ou 30 horas em determinados aeroportos. São emitidos a cada seis horas e corrigidos quando necessário. Um TAF se concentra nos elementos meteorológicos essenciais à aviação, como vento, visibilidade, cobertura de nuvens e cisalhamento do vento.

O NWS mantém 122 escritórios locais, chamados de Weather Forecast Offices, ou WFOs, que emitem produtos específicos para suas áreas. Cada escritório responde por um conjunto de condados, paróquias ou outras divisões administrativas dos Estados Unidos, que em certas regiões abrange mais de um estado, ou por territórios individuais. Cabe a esses escritórios elaborar e distribuir previsões e alertas meteorológicos dentro de sua área de atendimento. Entre os produtos emitidos exclusivamente pelos WFOs estão os alertas de tempestade severa [en] e de tornado, os avisos de vigilância e alertas de inundação, inundação repentina [en] e tempo invernal, alguns produtos para a aviação e as grades de previsão local. As previsões de cada WFO ficam em sua página no Weather.gov. O acesso pode ser feito pelas páginas de previsão, que informam qual escritório fornece os dados, ou pelo mapa de alertas da página inicial do NWS.
Treze centros de previsão fluvial, chamados de River Forecast Centers, ou RFCs, emitem previsões diárias para rios. Usam modelos hidrológicos baseados na chuva, nas características do solo, na precipitação prevista e em outras variáveis. O primeiro centro foi fundado em 23 de setembro de 1946. Alguns RFCs, sobretudo os de regiões montanhosas, também elaboram previsões sazonais do acúmulo de neve e das vazões máximas. As previsões são usadas na agricultura, na operação de barragens hidrelétricas e na gestão dos recursos de abastecimento de água, entre outras atividades.
As 21 Center Weather Service Units, ou CWSUs, do NWS ficam junto aos centros de controle de tráfego aéreo em rota, os ARTCCs, da Administração Federal de Aviação, a FAA. Sua principal responsabilidade é fornecer informações meteorológicas atualizadas e informes às unidades de gestão de tráfego e aos supervisores das salas de controle. A atenção se volta sobretudo às condições que podem colocar a aviação em risco ou dificultar o fluxo de tráfego no Sistema Nacional do Espaço Aéreo [en]. Além dos informes programados ou extraordinários para os responsáveis por decisões nos ARTCCs e em outras instalações da FAA, os meteorologistas das CWSUs emitem dois produtos sem horário fixo. O Center Weather Advisory, ou CWA, é um aviso meteorológico para a aviação sobre tempestades, formação de gelo, turbulência, teto de nuvens [en] baixo e pouca visibilidade. O Meteorological Impact Statement, ou MIS, é uma previsão com alcance de duas a 12 horas sobre condições capazes de afetar as operações dos ARTCCs.

O Centro de Meteorologia Aeronáutica, chamado de Aviation Weather Center, ou AWC, fica em Kansas City, Missouri. É uma unidade central de apoio à aviação operada pelo NWS, que emite dois produtos principais.
O Storm Prediction Center, ou SPC, em Norman, Oklahoma, emite avisos de vigilância para tempestades severas e tornados em cooperação com os WFOs locais, que delimitam as divisões administrativas abrangidas. O SPC também publica análises de mesoescala sobre possíveis atividades convectivas. Nos dias em que ocorrem tempestades com granizo, ventos fortes ou tornados, reúne os relatos enviados pelos WFOs e organiza os dados em textos e gráficos. O centro elabora previsões de atividade convectiva com até oito dias de antecedência. A ameaça de tempestades severas é apresentada em seis categorias, tempestades em geral e riscos marginal, leve, aumentado, moderado ou alto. A classificação se baseia sobretudo no número previsto de ocorrências e na extensão da área sujeita a tempestades em cada dia. O SPC também emite prognósticos meteorológicos de incêndios, que ajudam os WFOs a decidir sobre a emissão de alertas de bandeira vermelha.
O Centro de Previsão do Tempo, ou WPC, em College Park, Maryland, fornece orientações sobre os volumes de precipitação previstos e as áreas onde pode chover em excesso. Os escritórios locais do NWS emitem os avisos de vigilância, alertas e avisos de inundação, os avisos de vigilância e alertas de inundação repentina e as previsões oficiais de chuva para os condados sob sua responsabilidade. Esses produtos abordam problemas hidrológicos diferentes conforme a região, o uso do solo, a época do ano e outros fatores meteorológicos ou de outra natureza. No início da primavera ou no fim do inverno, por exemplo, um alerta de inundação pode ser emitido por causa de um represamento provocado por gelo [en] em um rio. No verão, a causa mais provável é o excesso de chuva.

O NWS ampliou a distribuição de informações hidrológicas por meio do Advanced Hydrologic Prediction Service, ou AHPS. O serviço permite consultar observações e previsões para rios, lagos e cursos d'água quase em tempo real. Também permite ao NWS fornecer informações probabilísticas de longo prazo, úteis ao planejamento.

O Centro de Previsão Oceânica [en], ou OPC, do NWS fica em College Park, Maryland, e emite produtos de meteorologia marítima [en] para as águas nacionais dos Estados Unidos. Os centros nacionais e os WFOs emitem os seguintes produtos marítimos.
O Centro Nacional de Furacões, ou NHC, em Miami, Flórida, e o Centro de Furacões do Pacífico Central, ou CPHC, em Honolulu, Havaí, monitoram as condições meteorológicas tropicais no Atlântico e nas porções central e oriental do Pacífico. Além dos prognósticos e análises de rotina, os centros emitem boletins e análises de ciclones tropicais individuais quando necessário. Se um ciclone ameaça os Estados Unidos ou seus territórios, cada WFO passa a divulgar comunicados sobre os efeitos esperados em sua área. O NHC e o CPHC emitem boletins, previsões de trajetória e intensidade, previsões de formação de ciclones tropicais e alertas para áreas do Atlântico e de parte do Pacífico.

O Centro de Previsão Climática, ou CPC, em College Park, Maryland, é responsável por todas as previsões climáticas do NWS. Sua missão é atender ao público por meio da avaliação e previsão dos efeitos da variabilidade climática de curto prazo, com atenção ao aumento do risco de eventos meteorológicos extremos, para reduzir perdas e ampliar ganhos econômicos. Seus produtos abrangem períodos de uma semana a estações do ano, avançando tanto quanto a técnica permite. Cobrem a terra, os oceanos e a atmosfera até a estratosfera. A maioria abrange os Estados Unidos contíguos e o Alasca.
Os WFOs também emitem relatórios climáticos diários e mensais para as estações climatológicas oficiais de suas áreas. Em geral, trazem as temperaturas máximas e mínimas e outras informações, como os extremos históricos de temperatura, médias de temperatura e precipitação de 50 anos e graus-dia [en]. Esses dados são preliminares até a certificação pelo Centro Nacional de Dados Climáticos.
O Centro de Previsão do Clima Espacial [en], ou SWPC, em Boulder, Colorado, monitora a atividade solar e emite previsões, avisos e alertas sobre fenômenos que podem afetar atividades na Terra. Entre suas preocupações estão os efeitos de ejeções de massa coronal, tempestades geomagnéticas, erupções solares e outros fenômenos sobre a transmissão de energia elétrica, os sistemas de GPS, as comunicações por rádio de alta frequência e por satélite, além de outros possíveis efeitos.
O SWPC também emite previsões de auroras polares para os hemisférios norte e sul.

A principal rede de estações de observação meteorológica de superfície dos Estados Unidos é formada pelos sistemas automatizados de observação de superfície [en], ou ASOS. O programa é uma iniciativa conjunta do NWS, da Administração Federal de Aviação e do Departamento de Defesa. As estações apoiam a previsão do tempo e as operações aéreas, além das pesquisas meteorológicas, hidrológicas e climatológicas. Como foram projetadas sobretudo para a segurança da aviação, quase sempre ficam perto de pistas de aeroportos. O sistema transmite observações de rotina a cada hora e observações especiais quando as condições ultrapassam os limites estabelecidos para a aviação, por exemplo, na passagem de condições meteorológicas de voo visual [en] para condições de voo por instrumentos. São observados o estado do céu, a visibilidade, o tempo presente, os obstáculos à visão, a pressão, a temperatura, o ponto de orvalho, a direção e a velocidade do vento e a precipitação acumulada, além de outras informações pertinentes. As observações codificadas são emitidas como METARs, em formato semelhante ao deste exemplo.
METAR KNXX 121155Z 03018G29KT 1/4SM +TSSN FG VV002 M05/M07 A2957 RMK PK WND 01029/1143 SLP026 SNINCR 2/10 RCRNR T2 SET 6///// 7//// 4/010 T10561067 11022 21056 55001 PWINO PNO FZRANO
A coleta mais frequente de informações atmosféricas em mais locais permite melhorar previsões e alertas. Os custos elevados de instalação e operação dos ASOS fazem com que as estações fiquem distantes umas das outras. Por isso, o Programa de Observadores Cooperadores [en], ou COOP, fornece boa parte dos dados meteorológicos e climatológicos do país. A rede reúne cerca de 11.000 observadores, em sua maioria voluntários. Criado em 1890 pela Lei Orgânica, o programa tem duas missões.
O NWS também recebe dados de redes de observação de mesoescala [en] mantidas por entidades privadas, como o Programa de Observadores Meteorológicos Cidadãos [en]. Parte desses dados chega pelo Sistema de Ingestão de Dados de Assimilação Meteorológica [en], ou MADIS. A NOAA também financia a rede voluntária CoCoRaHS [en].

Os meteorologistas do NWS precisam de observações marítimas frequentes e de boa qualidade para examinar as condições antes de elaborar previsões e conferir seus resultados depois. Essas observações são especialmente necessárias aos modelos numéricos de previsão do tempo, pois grandes massas de água alteram fortemente as condições meteorológicas. Outros usuários recorrem às observações e previsões para atividades comerciais e de lazer. Para atender a essas necessidades, o Centro Nacional de Boias de Dados [en], ou NDBC, do NWS, no condado de Hancock, Mississippi, opera uma rede de cerca de 90 boias e 60 estações costeiras em terra, chamadas de C-MAN. As estações medem a velocidade e a direção do vento, as rajadas, a pressão atmosférica e a temperatura do ar. Todas as boias e parte das estações C-MAN também medem a temperatura da superfície do mar, a altura e o período das ondas. Algumas estações medem a condutividade e as correntes marítimas. Todas transmitem dados a cada hora.
Observações complementares são obtidas pelo programa United States Voluntary Observing Ship, ou VOS. O programa reúne observações meteorológicas e oceanográficas feitas por navios em trânsito. É parte de uma iniciativa internacional coordenada pela Organização Meteorológica Mundial, a OMM, na área marítima, com a participação de 49 países. O programa dos Estados Unidos é o maior do mundo, com quase 1.000 embarcações. Oficiais de convés fazem as observações, que são codificadas no "código sinótico de navios" e transmitidas em tempo real ao NWS. Os dados são distribuídos em circuitos nacionais e internacionais para uso de meteorologistas, oceanógrafos, serviços de roteamento de navios, pescadores e outros usuários. Depois, seguem para o Centro Nacional de Dados Climáticos, o NCDC, em Asheville, Carolina do Norte.


Os dados meteorológicos em altitude são essenciais à previsão e à pesquisa. O NWS opera 92 pontos de lançamento de radiossondas na América do Norte e dez no Caribe. Um pequeno conjunto de instrumentos descartáveis é suspenso sob um balão de 2 m de diâmetro, cheio de hidrogênio ou hélio, lançado diariamente às 11h e às 23h UTC, ou pouco depois desses horários. A radiossonda sobe a cerca de 300 m por minuto, enquanto seus sensores medem os perfis de pressão, temperatura e umidade relativa. Os sensores estão ligados a um transmissor de rádio alimentado por bateria, que envia as medições a um receptor em solo. O acompanhamento da posição da radiossonda durante o voo também permite obter a velocidade e a direção do vento em altitude. O voo pode durar mais de duas horas, alcançar altitudes superiores a 35 km e se afastar mais de 200 km do ponto de lançamento. Quando o balão ultrapassa seu limite elástico e estoura, com cerca de 6 m de diâmetro, um pequeno paraquedas reduz a velocidade de queda da radiossonda e o risco a pessoas e bens. Os dados do voo são codificados e distribuídos, e podem ser traçados em um diagrama Skew-T [en] ou em um diagrama de Stüve para análise. O NWS também passou a incorporar dados do AMDAR [en] a seus modelos numéricos, embora os dados brutos não estejam disponíveis ao público.
Com os cortes na NOAA durante o segundo mandato de Donald Trump, houve redução ou suspensão de lançamentos em pontos da rede.
O NWS desenvolveu um sistema de níveis para prever condições meteorológicas perigosas e avisar o público.
Os alertas meteorológicos e avisos de curta antecedência emitidos pelos escritórios locais do NWS geralmente abrangem áreas que vão de menos de 1.300 km² a cerca de 13.000 km². Os alertas de tempestades locais severas devem ser emitidos até uma hora antes da chegada do fenômeno ao local. O NWS também emite alertas e avisos de inundações, ventos fortes sem tempestade, tempestades de inverno, calor ou frio intenso, condições favoráveis a incêndios e perigos marítimos. Sua duração varia conforme a situação. Os avisos e alertas de ciclones tropicais para o litoral e o interior são emitidos pelo Centro Nacional de Furacões, um centro de orientação da NOAA. O NWS define um alerta como a comunicação de um "evento meteorológico ou hidrológico perigoso que está ocorrendo, é iminente ou tem probabilidade muito alta de ocorrer". Um aviso se refere a condições menos graves, capazes de causar transtornos consideráveis e, sem os devidos cuidados, ameaçar vidas ou bens. Esses produtos avisam sobre condições perigosas e orientam o público a agir imediatamente e seguir as recomendações de segurança. Também ajudam a manter os profissionais de gestão de emergências de prontidão caso ocorram danos ou vítimas. Alertas de tempestade severa e de inundação comunicam que esses fenômenos estão ocorrendo. Alertas de tornado são emitidos quando há observação de um tornado ou quando a tempestade apresenta forte rotação em baixos níveis.
A emissão de um alerta ou aviso começa com a observação de um evento hidrológico ou de tempo extremo em curso, ou com a previsão de que ocorra nas próximas 12 a 24 horas. As informações podem vir de imagens de radar, emissoras locais de televisão e rádio, policiais, agentes de defesa civil, veículos de comunicação ou observadores de tempestades em solo. Se, após discussão entre os profissionais, a emissão for necessária, o WFO produz um boletim no Sistema Avançado de Processamento Meteorológico Interativo [en], o AWIPS. Em seguida, distribui o alerta pelos canais de comunicação usados pela imprensa e por órgãos públicos, pela internet, pelos satélites da NOAA e pela NOAA Weather Radio [en].
O boletim informa o tipo de alerta, o WFO responsável, as áreas das divisões administrativas abrangidas, como condados, paróquias, burgos ou cidades independentes, e o horário de término no fuso horário local. Alguns produtos, sobretudo os alertas de tempestade severa, tornado e inundação, pedem a ativação do Sistema de Alerta de Emergência, para transmitir avisos pela televisão, pelo rádio, pela NOAA Weather Radio e por aplicativos e serviços de mensagens de celulares. Nos eventos locais, o boletim também resume a posição mais recente da tempestade ou o último relato recebido antes da emissão, com a área aproximada e a velocidade e direção estimadas. Informa os perigos, os efeitos esperados, os municípios e as áreas abrangidas e, quando pertinente, os pontos de referência ao longo de rodovias. Mensagens padronizadas orientam o público sobre precauções ou pedem atenção aos próximos alertas e comunicados do escritório local. Um comunicado posterior pode atualizar, ampliar ou cancelar um alerta, aviso de vigilância ou emergência. Também pode avisar sobre condições meteorológicas relevantes para as quais não haja outro alerta em vigor ou previsto no local.
Quando uma tempestade local traz uma ameaça especialmente grave à vida, o meteorologista pode usar uma redação mais enfática. Em abril de 2012, o NWS introduziu o sistema de alertas baseados nos efeitos esperados, chamado de Impact Based Warning, nos escritórios de Wichita e Topeka, no Kansas, e de Springfield, St. Louis e Kansas City/Pleasant Hill, no Missouri. Até a primavera de 2015, o projeto-piloto havia se estendido a 80 escritórios das regiões Central, Leste, Sul e Oeste. O sistema insere no corpo do boletim campos que informam a origem do relato de perigo, o potencial de danos e, quando pertinente, a detecção de tornados por radar, sua observação em solo ou a possibilidade de formação. O fim do texto resume os perigos, com estimativas do tamanho máximo do granizo e das rajadas. Quando cabível, informa o potencial de formação de tornado ou, em um alerta de tornado, a razão de sua emissão e o risco de danos. A expressão "situação particularmente perigosa [en]", em inglês Particularly Dangerous Situation, ou PDS, foi criada pelo SPC para avisos de vigilância de tornados em episódios de tempo severo de intensidade excepcional. Seu uso depende da avaliação do meteorologista. Ela também pode aparecer em alertas de tornado, geralmente quando há relato de um tornado grande, capaz de causar danos de categoria EF3 a EF5 ou de permanecer no solo por muito tempo, às vezes sem interrupção. Se a trajetória prevista passar por uma área densamente povoada, pode ser emitida uma emergência de tornado [en]. O uso de PDS em outros tipos de alerta é ainda mais raro, e os critérios variam conforme o fenômeno.
Até 30 de setembro de 2007, os escritórios locais do NWS emitiam alertas de tempestades severas, tornados, inundações repentinas e perigos marítimos com base em limites administrativos. Em 1 de outubro de 2007, a adoção de alertas delimitados pela tempestade passou a usar polígonos nos mapas de risco. Eles delimitam as partes das divisões administrativas abrangidas, com base na trajetória prevista pelo radar Doppler no momento da emissão. Ainda assim, condados ou paróquias inteiros podem ser incluídos, sobretudo quando ocupam áreas pequenas. Os escritórios locais podem ampliar, reduzir ou cancelar o alerta antes do horário previsto para seu término. Ao retirar áreas onde os meteorologistas do SPC e do NWS já não veem ameaça de tempo severo, o polígono pode assumir a forma de um trapézio.
O NWS também distribui produtos experimentais sobre os efeitos do tempo severo, usados nos perfis de mídias sociais dos escritórios locais e no Enhanced Data Display, ou EDD. Esse projeto-piloto foi criado pela iniciativa WeatherReady Nation do escritório de Charleston, Virgínia Ocidental. Os produtos apresentam graficamente avisos de vigilância e alertas de curta antecedência, sobretudo de tornados, tempestades severas e inundações repentinas. Um mapa mostra a área do alerta em um polígono vermelho e os locais que podem ser atingidos, como comunidades e rodovias interestaduais. Para alertas de tempestade severa, tornado e inundação repentina, informa-se a população estimada da área, a quantidade aproximada de escolas públicas e hospitais e a intensidade máxima prevista do granizo, das rajadas e de possíveis tornados. Os alertas de tornado também informam se foram emitidos a partir de detecção por radar ou de confirmação em solo.
A NOAA Weather Radio All Hazards [en], ou NWR, divulgada como "a voz do Serviço Nacional de Meteorologia", é um sistema de rádio que transmite previsões, avisos de vigilância e alertas meteorológicos de um escritório próximo do NWS, sem interrupção, 24 horas por dia. Sua cobertura alcança mais de 95% da população dos Estados Unidos. O sistema pertence ao NWS e é operado pela agência. Com cerca de 1.030 transmissores, cobre os 50 estados e as águas costeiras adjacentes, Porto Rico, as Ilhas Virgens Americanas e os territórios de Samoa Americana, Guam e das Ilhas Marianas Setentrionais, no Pacífico. A recepção exige um rádio especial ou um receptor de varredura capaz de captar o sinal. Cada estação transmite em uma de sete frequências na faixa de 162 MHz, conhecidas em conjunto como "faixa meteorológica", na banda de rádio VHF marítimo. A Agência Federal de Gestão de Emergências, a FEMA, e o Departamento de Segurança Interna também passaram a usar a capacidade da NWR de alcançar grande parte da população. Quando necessário, o sistema pode transmitir informações e alertas de emergências e desastres civis, naturais e tecnológicos em conjunto com o Sistema de Alerta de Emergência. Daí a inclusão de All Hazards, ou "todos os perigos", no nome.
O NOAA Weather Wire Service, ou NWWS, é um sistema de coleta e distribuição de dados por satélite operado pelo NWS. Sua versão implantada em 2000 foi criada para entregar rapidamente informações meteorológicas, hidrológicas, climatológicas e geofísicas aos governos estaduais e federal, aos usuários comerciais, à imprensa e aos cidadãos. Os produtos recebem prioridades, com os alertas meteorológicos e hidrológicos em primeiro lugar, seguidos pelos avisos de vigilância. O NWWS entrega alertas de tempo severo [en] e tempestades em até dez segundos após a emissão, sendo o método mais rápido de distribuição desses produtos pelo NWS. O serviço usou o satélite AMC-4 para transmitir os produtos aos usuários.
A Emergency Managers Weather Information Network [en], ou EMWIN, foi criada para dar aos profissionais de gestão de emergências acesso a um conjunto de alertas, avisos de vigilância, previsões e outros produtos do NWS sem cobrança recorrente. Os dados podem ser recebidos por rádio, internet ou antena parabólica dedicada, conforme as necessidades e os recursos do usuário.
O NOAAPORT é um sistema de transmissão unidirecional que fornece dados e informações ambientais da NOAA quase em tempo real à própria agência e a usuários externos. O serviço é operado por uma empresa de comunicações via satélite, na banda C.
O serviço da agência na internet, o Weather.gov, reúne dados meteorológicos e dá acesso às páginas dos centros e escritórios do NWS. Na página inicial, o usuário pode buscar a previsão local pelo nome de uma cidade, consultar um mapa atualizado de avisos de vigilância e alertas em vigor e acessar previsões gráficas, mapas nacionais, radares, dados de rios e da qualidade do ar, imagens de satélite e informações climáticas. Também há fluxos de dados XML de avisos e alertas, observações dos ASOS e previsões digitais em grades de 5 km por 5 km. Cada escritório local mantém uma página adaptada à sua região, com os produtos em vigor e outras informações de sua área. O Weather.gov substituiu a Interactive Weather Information Network, ou IWIN, um dos primeiros serviços da agência na internet, que forneceu dados do NWS da década de 1990 até meados da década de 2000.

O sistema de radar meteorológico Doppler WSR-88D, também chamado de NEXRAD, foi desenvolvido pelo NWS em meados da década de 1980 e estava instalado na maior parte dos Estados Unidos em 1997. Há 158 radares desse tipo em operação no país, em seus territórios e em pontos selecionados no exterior. A alta resolução e a capacidade de detectar movimentos dentro das nuvens fazem desse sistema a base das operações de alerta de tempo severo da agência.
Os meteorologistas do NWS usam o Sistema Avançado de Processamento Meteorológico Interativo [en], ou AWIPS, que reúne processamento de informações, visualização e telecomunicações. Suas estações de trabalho permitem consultar dados meteorológicos e hidrológicos e elaborar e distribuir produtos. O Centro de Modelagem Ambiental [en] do NWS esteve entre os primeiros usuários da infraestrutura comum de modelagem Earth System Modeling Framework [en]. O Sistema de Previsão Global [en], ou GFS, é uma das aplicações construídas sobre essa estrutura.
Em 2016, o NWS ampliou a capacidade de seus supercomputadores e gastou US$ 44 milhões em duas novas máquinas, da Cray e da IBM. A medida respondeu à precisão relativamente menor do modelo de previsão numérica do tempo GFS em comparação com outros modelos globais. Essa diferença ficou evidente na previsão do furacão Sandy. Até quatro dias antes de sua chegada à costa, o GFS previa incorretamente que ele se afastaria para o mar, enquanto o modelo do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo [en] havia previsto corretamente a chegada à costa com sete dias de antecedência. Os novos supercomputadores elevaram a capacidade de processamento de 776 teraFLOPS para 5,78 petaFLOPS.

Em 2016, o NWS tinha a seguinte estrutura.
Apesar da reputação do NWS entre os serviços meteorológicos do mundo, alguns conservadores passaram a acusá-lo de concorrência desleal com o setor privado no início da década de 2000. Como são obras do governo federal, suas previsões e seus dados estão em domínio público e podem ser usados gratuitamente por qualquer pessoa, conforme a legislação dos Estados Unidos. Periodicamente, propostas oficiais discutem se algum grau de privatização permitiria reduzir a estrutura e aumentar a eficiência do serviço.
Em 1983, o governo Reagan e o administrador da NOAA, John V. Byrne [en], anunciaram uma proposta de leiloar todos os satélites meteorológicos da agência, para depois comprar os dados das empresas que os adquirissem. A proposta previa avaliar 30% dos funcionários da NOAA para possíveis demissões e eliminar determinadas previsões especializadas de interesse agrícola e econômico. Também previa entregar a empresas privadas as estações de observação meteorológica, a NOAA Weather Radio e a análise computadorizada de superfície. A proposta recebeu críticas do público, de parlamentares e de grupos de defesa do consumidor, entre eles Ralph Nader. Eles se opunham à venda de informações meteorológicas de domínio público a empresas que lucrariam com sua comercialização. A venda dos satélites foi rejeitada em votação no Congresso, e os demais planos de desmonte de partes da NOAA também foram abandonados.
Em 2005, o senador da Pensilvânia Rick Santorum apresentou o National Weather Service Duties Act of 2005 [en], um projeto de lei que proibiria o NWS de distribuir gratuitamente dados meteorológicos. Usuários dos serviços criticaram amplamente a proposta, sobretudo profissionais de gestão de emergências que dependiam dessas informações em incêndios, inundações e episódios de tempo severo. A Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves condenou as restrições às previsões por ameaçarem a segurança do tráfego aéreo e afirmou que as condições meteorológicas tinham alguma participação em 40% dos acidentes de aviação. O projeto não recebeu apoio formal de outros senadores e não avançou na comissão durante a sessão legislativa de 2005.
Durante as demissões em massa no governo federal em 2025, funcionários em estágio probatório, cuja demissão era mais fácil, receberam notificações de que não estavam aptos a permanecer no emprego porque sua capacidade, seus conhecimentos ou suas habilidades não atendiam às necessidades da agência. As empresas escolhidas para auxiliar a NOAA tinham relações com integrantes do governo Trump. Pessoas nomeadas para cargos de direção da agência defendiam a privatização da previsão do tempo e poderiam obter ganhos financeiros com ela. A Brookings Institution avaliou que as demissões preparavam o caminho para maior privatização e automação do governo federal. Integrantes do governo nomeados por Trump tinham conflitos de interesse e relações financeiras com empresas que poderiam se beneficiar da privatização de funções governamentais.
Cliff Mass, professor da Universidade de Washington, está entre os críticos que afirmam que as previsões do NWS poderiam ser mais precisas. Para eles, as limitações têm causado erros nas previsões diárias e falhas perigosas na localização e na intensidade previstas de eventos extremos, como nevascas e furacões. Em 2016, o Met Office britânico, o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo [en], o ECMWF, e o Northwest Regional Modeling Consortium, de Seattle, foram apontados como responsáveis por previsões mais precisas em determinadas circunstâncias. As causas apontadas pelos críticos eram as seguintes.
O projeto Next Generation Global Prediction System, ou NGGPS, do NWS busca superar parte dessas limitações com um modelo unificado, capaz de incorporar os avanços da pesquisa meteorológica. Em 2016, a NOAA anunciou o desenvolvimento desse novo sistema global de previsão.
A lista a seguir reúne os dirigentes do NWS e de seus antecessores, o United States Weather Bureau e a Divisão de Telegramas e Relatórios em Benefício do Comércio do U.S. Army Signal Service. Os primeiros dirigentes, a partir de 1870, quando o serviço estava sob controle militar, tinham o título de chefe de comunicações. Ao se tornar uma agência civil em 1891, o cargo passou a ser o de chefe do Weather Bureau. Desde a mudança de nome da organização, em 1970, o título é diretor do National Weather Service.
| N.º | Imagem | Nome | Início do mandato | Fim do mandato | Referências |
|---|---|---|---|---|---|
| Criado em 1870 como a Divisão de Telegramas e Relatórios em Benefício do Comércio do U.S. Army Signal Service, sob o comando do chefe de comunicações do Exército dos Estados Unidos [en] | |||||
| 1 | Albert J. Myer [en] | 9 de fevereiro de 1870 | 24 de agosto de 1880 | ||
| Interino | Richard C. Drum [en] | 24 de agosto de 1880 | 15 de dezembro de 1880 | ||
| 2 | William Babcock Hazen [en] | 16 de dezembro de 1880 | 16 de janeiro de 1887 | ||
| 3 | Adolphus Washington Greely | 3 de março de 1887 | 30 de junho de 1891 | ||
| Renomeado United States Weather Bureau em 1891 e transferido para o Departamento de Agricultura, sob o comando do chefe do Weather Bureau | |||||
| 4 | Mark Walrod Harrington [en] | 1 de julho de 1891 | 29 de junho de 1895 | ||
| Interino | James R. Cook | 1 de julho de 1895 | 4 de julho de 1895 | ||
| 5 | Willis Luther Moore [en] | 4 de julho de 1895 | 16 de abril de 1913 | ||
| Interino | Henry E. Williams | 17 de abril de 1913 | 4 de agosto de 1913 | ||
| 6 | Charles F. Marvin [en] | 4 de agosto de 1913 | 30 de janeiro de 1934 | ||
| 7 | Willis Ray Gregg [en] | 31 de janeiro de 1934 | 14 de setembro de 1938 | ||
| Interino | Charles C. Clark | 14 de setembro de 1938 | 14 de dezembro de 1938 | ||
| Interino | Francis Reichelderfer [en] | 14 de dezembro de 1938 | 1 de janeiro de 1939 | ||
| 8 | 1 de janeiro de 1939 | 30 de setembro de 1963 | |||
| 9 | Robert M. White [en] | 1 de outubro de 1963 | 13 de julho de 1965 | ||
| Interino | George Cressman [en] | 13 de julho de 1965 | 1 de setembro de 1965 | ||
| 10 | 1 de setembro de 1965 | 15 de janeiro de 1979 | |||
| Renomeado National Weather Service em 1970 e transferido para a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, sob o comando do diretor do National Weather Service. | |||||
| 11 | Richard E. Hallgren [en] | 12 de fevereiro de 1979 | 27 de março de 1988 | ||
| 12 | Elbert W. "Joe" Friday, Jr. | 28 de março de 1988 | 27 de junho de 1997 | ||
| Interino | Robert S. Winokur | 28 de junho de 1997 | 25 de fevereiro de 1998 | ||
| 13 | John J. "Jack" Kelly, Jr. | 26 de fevereiro de 1998 | 8 de janeiro de 2004 | ||
| 14 | David L. Johnson | 9 de janeiro de 2004 | 30 de junho de 2007 | ||
| Interino | Mary Glackin [en] | 1 de julho de 2007 | 1 de setembro de 2007 | ||
| 15 | John L. "Jack" Hayes | 2 de setembro de 2007 | 25 de maio de 2012 | ||
| Interino | Laura Furgione | 26 de maio de 2012 | 9 de fevereiro de 2013 | ||
| 16 | Louis Uccellini [en] | 10 de fevereiro de 2013 | 1 de janeiro de 2022 | ||
| Interino | Mary C. Erickson | 2 de janeiro de 2022 | 6 de junho de 2022 | ||
| 17 | Ken Graham [en] | 7 de junho de 2022 | Em exercício | ||