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| Neomorphus | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Espécies | |||||||||||||||
Neomorphus é um género de aves da família Cuculidae, onde se classificam as espécies de jacu-estalo. O grupo é exclusivo da América do Sul e 4 das 5 espécies conhecidas ocorrem no Brasil. Habitam zonas de floresta densa.
Os jacus-estalo são aves terrestres, solitárias e esquivas, difíceis de observar entre a vegetação. São relativamente grandes, com cerca de 50 cm de comprimento. O bico é curvo e robusto, a cauda é muito longa e as patas terminam em quatro dedos zigodáctilos, isto é, posicionados dois para a frente e dois para trás. Uma característica distintiva do grupo é uma crista azulada na cabeça. A plumagem é muito variável e colorida, mas em todas as espécies o dorso é verde-azeitona, com reflexos metálicos. A zona da garganta e/ou peito apresenta também um aspecto escamoso.
| Image | Scientific name | Common name | Distribution |
|---|---|---|---|
| Neomorphus geoffroyi | Jacu-estalo-comum | sul da Nicarágua, passando pela Costa Rica e Panamá, até o noroeste da Colômbia | |
| Neomorphus squamiger | Jacu-estalo-escamoso | endêmico do Brasil
Rio Tapajós, no Brasil | |
| Neomorphus pucheranii | Jacu-estalo-de-bico-vermelho | oeste do Brasil, sudeste da Colômbia, leste do Equador e nordeste do Peru. | |
| Neomorphus radiolosus | o Chocó do oeste da Colômbia e do Equador. | ||
| Neomorphus rufipennis | Jacu-estalo-de-asa-vermelha | norte do Brasil, Guiana, Venezuela e Colômbia. | |
Outras classificações, como Birds of the World/Cornell, o Congresso Ornitológico Internacional (versão 14.2, 2024) e o ITIS, reconhecem uma quinta espécie monotípica: Neomorphus squamiger.
A questão é que N. geoffroyi havia sido anteriormente dividido em N. geoffroyi e N. squamiger, seguindo Sibley e Monroe (1990, 1993).
A nota original em Princeton Illustrated Checklists afirma que a localidade-tipo anteriormente indicada como Pará foi recentemente demonstrada como sendo Bahia (Raposo, Simon & Teixeira, 2008). Assim, a população do Pará, anteriormente tratada como nominal, passou a receber o nome N. amazonicus, enquanto a população da Bahia, antes conhecida como N. maximiliani, passou a adotar o nome N. geoffroyi.
A subespécie N. geoffroyi squamiger às vezes é tratada como espécie plena, mas isso parece inadequado, pois sua distribuição ocorre dentro do mosaico de outras subespécies e as evidências para essa separação são consideradas fracas.
A principal diferença de plumagem envolve uma faixa peitoral negra reduzida ou ausente, mas já foi registrada uma ausência semelhante em outros indivíduos (Erritzoe et al., 2012). Mais recentemente, especulou-se que isso poderia representar uma característica da plumagem juvenil ainda desconhecida de geoffroyi (Lees et al., 2013).
A variação geográfica parece ser amplamente clinal, com populações intergradantes. Assim, as classificações que reconhecem apenas quatro espécies atribuem sete subespécies a N. geoffroyi.