| Aranha-de-teia-amarela | |||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||
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Trichonephila clavipes (anteriormente chamada Nephila clavipes), conhecida pelo nome comum de aranha-de-teia-amarela, é uma espécie comum de aranha. Vive nas regiões mais quentes das Américas, podendo ser encontrada da Argentina aos Estados Unidos, o que inclui também o Brasil. Suas grandes dimensões, seu formato exótico e sua bela coloração a tornam distinta entre as demais aranhas. Como é comum nas espécies dos gêneros Trichonephila e Nephila, a fêmea é muitas vezes maior do que o macho.
As fêmeas destas aranhas constroem teias enormes, muito bem elaboradas e simétricas, às vezes chegando a 1 metro de diâmetro. Elas as elaboram estrategicamente entre os galhos das árvores, numa altura em que costumam voar insetos, como borboletas, mariposas, gafanhotos, de que essas aranhas se alimentam.
A seda pegajosa de sua teia é conhecida por sua grande resistência. Tamanha resistência faz com que até mesmo pequenos pássaros, em pleno voo, sejam capturados pela teia.
No Brasil, estas aranhas são encontradas por toda a Mata Atlântica. Por serem animais peçonhentos, naturalmente, podem picar humanos. Entretanto, não são agressivas, dificilmente abandonam suas teias e a ação de seu veneno não tem importância médica, causando no ser humano apenas vermelhidão e leve dor no local da picada, exceto nos casos em que a vítima é alérgica a este tipo de picada, em que se deve procurar atendimento médico.

Esta espécie constrói teias de malha fina que podem ter um diâmetro de até dois metros. Elas são colocadas nas rotas de voo dos insetos, especialmente ao longo das laterais de clareiras e trilhas na floresta, e sobre riachos florestais. A aranha constrói uma roda descentralizada e se esconde no topo da teia, onde os fios convergem, esperando por presas. Ao contrário de muitas outras aranhas tecelãs de orbe, que regularmente destroem e reconstroem suas teias, ela repara grandes seções da teia e deixa o restante intacto. Faixas para estabilizar a teia são encontradas principalmente em aranhas imaturas.
Durante a época de reprodução, os machos adultos procuram fêmeas e se reúnem em suas teias. Os machos competem pela posição mais próxima à fêmea, com o maior macho assumindo o status do marido. Os machos menores movem-se sobre a periferia da teia. Os machos ganham a vantagem de acasalamento quase exclusivo, e uma vantagem potencial de se alimentar de presas capturadas pela fêmea. Os machos periféricos buscam várias alternativas, mas raramente se acasalam. As fêmeas ocasionalmente alimentam-se dos machos.
Do latim clava: cajado, bastão ou chave e Pees: relativo ou pertencente a pés.
A espécie foi batizada por Linnaeus quando este a descreveu em 1767, provavelmente em referência ao aspecto de suas pernas.