| Norberto Lobo | |
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| Informações gerais | |
| Nascimento | 1982 Lisboa, Portugal |
| Gêneros | Música experimental, folk, jazz |
| Ocupação | guitarrista compositor |
| Instrumentos | Guitarra acústica, guitarra elétrica |
| Período em atividade | 2007–presente |
| Gravadoras | Bor Land, Mbari, Three:four Records, Shhpuma |
| Afiliações | Oba Loba, Montanhas Azuis |
Norberto Lobo (Lisboa, 1982) é um guitarrista e compositor português. Estreou-se em disco em 2007 com Mudar de Bina e editou desde então uma série de álbuns a solo para as editoras Mbari e Three:four Records, centrados sobretudo na guitarra. Colaborou com músicos como o baterista João Lobo, Bruno Pernadas, Marco Franco, Yaw Tembe e Eric Chenaux.
Autodidata, começou a tocar guitarra por volta dos oito anos. O primeiro álbum, Mudar de Bina, saiu em 2007 pela Bor Land e foi concebido como homenagem ao guitarrista Carlos Paredes. Em 2009 tocou em Londres, no Cafe OTO [en], que o apresentou como «um dos novos nomes mais entusiasmantes da música portuguesa». O segundo álbum, Pata Lenta (Mbari, 2009), tocado em guitarras de seis e doze cordas, recebeu 8 em 10 na PopMatters, que destacou uma versão de «Unravel», de Björk. Seguiram-se, pela mesma editora, Fala Mansa (2011), apresentado numa digressão europeia, e Mel Azul (2012), que levou em digressão por Portugal após concertos no Japão; Mário Lopes (Público) descreveu Lobo como «único e irrepetível». A Time Out Lisboa incluiu Mudar de Bina (2007) e Mel Azul (2012) na lista do melhor disco de cada ano de 2007 a 2016, sendo Lobo um dos dois únicos artistas escolhidos duas vezes.
Em novembro de 2014 editou Fornalha, o primeiro álbum para a editora suíça Three:four Records; o título remete para uma aldeia serrana do Algarve onde gravou parte do disco. Seguiram-se Muxama (2016), sexto álbum a solo, em que manipula ao vivo o volume, a fase e a altura do som da guitarra, e Estrela (2018), gravado em quarteto com Yaw Tembe (trompete), Ricardo Jacinto (violoncelo) e Marco Franco (bateria). Ambos foram apresentados no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Para Mário Lopes, as referências iniciais, de John Fahey a Paredes, tinham dado lugar a «música que ocupa um lugar único»; Marc Masters (Bandcamp Daily) notou que Lobo força os limites do instrumento «para encontrar o inaudito». Ricardo Romano (Altamont) descreveu Estrela como um disco de jazz em rutura com o trabalho anterior, e Nick Metzger (Free Jazz Collective) como jazz de vanguarda influenciado pela Tropicália. Fez residências na Galeria Zé dos Bois em 2017 e 2018–2019.
Com o baterista João Lobo, radicado na Bélgica, lidera o sexteto Oba Loba, cujo primeiro álbum, homónimo, foi editado pela Shhpuma. Os dois gravaram também, com o contrabaixista Soet Kempeneer, o álbum Simorgh (Shhpuma, 2020). Integra ainda o trio Montanhas Azuis, com Bruno Pernadas e Marco Franco.
Em novembro de 2021 apresentou na Culturgest material de um novo disco composto durante o confinamento. Em fevereiro de 2025, no centenário de Carlos Paredes, fez com Ben Chasny, dos Six Organs of Admittance [en], uma digressão nacional em homenagem ao guitarrista, iniciada na Culturgest.
O Cafe OTO apontou como influências Steve Reich, Jim O'Rourke [en], Paulinho da Viola e Carlos Paredes, além da tradição harmónica do samba e da bossa nova. Em 2009, Mário Lopes (Público) notou que Mudar de Bina evocava Paredes sem lhe reproduzir a sonoridade e destacou entre os interesses do músico Fahey, Ravi Shankar e, sobretudo, O'Rourke. À Kraak, associou o seu fingerpicking à música tradicional portuguesa e à descoberta posterior dos blues. Em Fornalha toca também guitarra com arco e usa um pedal de delay para sustentar acordes, e a Textura identificou na faixa «Pen Ward» a influência de Philip Glass.