Norwegian Wood

 Nota: Para a canção dos Beatles, veja Norwegian Wood (This Bird Has Flown).
Noruwei no Mori
Norwegian Wood
Autor(es)Haruki Murakami
Idiomalíngua japonesa
País Japão
Lançamento1987
Edição portuguesa
TraduçãoAlberto Gomes
EditoraCivilização
Lançamento2004
Páginas350
ISBN972-26-2175-0
Edição brasileira
TraduçãoJefferson José Teixeira
EditoraObjetiva
Lançamento2005
Páginas356
ISBN978-85-7302-597-2

Norwegian Wood (ノルウェイの森, Noruwei no Mori) é um romance do escritor japonês Haruki Murakami publicado em 1987. O romance é uma história nostálgica de perda. É contada da perspetiva de primeira-pessoa de Toru Watanabe, que olha para os seus dias de estudante universitário a viver em Tóquio. Pelas lembranças de Watanabe, os leitores veem-no a desenvolver relações com duas mulheres muito diferentes–a bonita mas emocionalmente perturbada Naoko, e a extrovertida, animada Midori.

O romance passa-se nos fins dos anos 60 em Tóquio durante um período onde os estudantes japoneses, como os de muitas outras nações, protestavam contra a ordem estabelecida. Enquanto serve como pano de fundo para os eventos que se desenrolam, Murakami (pelos olhos de Watanabe e Midori) retrata o movimento estudantil.

Murakami adaptou a primeira secção do romance de uma história curta antiga, "Firefly" (Vaga-lume). A história foi subsequentemente incluída na coleção Blind Willow, Sleeping Woman (Salgueiro Cego, Mulher Dormindo).

Norwegian Wood foi bastante popular com a juventude japonesa e fez Murakami uma espécie de super-estrela no seu país nativo (aparentemente muito para sua consternação na época).

O livro foi lançado no Brasil, pela editora Objetiva e, em Portugal, pela Civilização Editora.

Uma adaptação cinematográfica com o mesmo título foi lançada em 2010, dirigida por Tran Anh Hung.

Título

O título original japonês, Noruwei no Mori, é a tradução padrão japonesa para o título da canção dos Beatles, "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)". Esta canção é normalmente descrita no romance, e é a canção favorita da personagem Naoko. Mori no título japonês traduz para "wood" (madeira) no sentido de "floresta", não o material "madeira", mesmo que a letra da canção se refira à floresta. Cenas e imagens na floresta são significativos no romance.

Personagens

Sinopse

Toru Watanabe de 37 anos está a aterrar em Hamburgo, Alemanha Ocidental, quando ele ouve um cover orquestral da música dos Beatles "Norwegian Wood". Repentinamente ele fica sobrecarregado com sentimentos de perda e nostalgia. Ele relembra os anos 60, quando tanto aconteceu que lhe tocou na vida.

Watanabe, o seu colega Kizuki e a namorada Naoko, são melhores amigos. Kizuki e Naoko são particularmente próximos e sentem como se fossem almas gémeas, e Watanabe parece mais feliz a ser o seu executor. Esta existência idílica é quebrada pelo suicídio inesperado de Kizuki no seu 17º aniversário. A morte de Kizuki toca profundamente nos dois amigos sobreviventes; Watanabe sente a influência da morte em todo o lado, enquanto Naoko sente como se uma parte integral dela estivesse permanentemente perdida. Os dois passam mais e mais tempo juntos dando longos passeios aos Domingos, embora sentimentos pelo outro nunca sejam clarificados neste intervalo. Na noite do aniversário de 20 anos de Naoko, ela sente-se especialmente vulnerável e eles têm sexo, durante o qual Watanabe apercebe-se que ela é virgem. Depois disso, Naoko deixa uma carta a Watanabe a dizer que ela precisa de tempo longe dele e vai desistir da universidade para ir para um sanatório.

Estes eventos são definidos num cenário de agitação civil. Os estudantes na universidade de Watanabe fazem greve e pedem por uma revolução. Sem explicação, os estudantes acabam a sua greve e agem como se nada tivesse acontecido, o que irrita Watanabe como um símbolo de hipocrisia.

Watanabe torna-se amigo de uma colega de teatro, Midori Kobayashi. Ela é tudo o que Naoko não é – extrovertida, vivaz, e supremamente confiante. Apesar do seu amor por Naoko, Watanabe encontra-se também atraído a Midori. Midori reciproca os sentimentos, e a sua amizade cresce durante a ausência de Naoko. Watanabe e Midori partilham um tipo de relação especial onde ambos se entendem.

Watanabe visita Naoko no seu sanatório isolado nas montanhas perto de Quioto. Lá conhece Reiko Ishida, uma doente mais velha que se tornou na confidente de Naoko. Durante esta e subsequentes visitas, Reiko e Naoko revelam mais dos seus passados: Reiko fala da causa do seu colapso em doença mental e detalha o falhanço do seu casamento, enquanto Naoko fala do suicídio inesperado da sua irmã mais velha anos atrás.

Quando volta para Tóquio, Watanabe é distraído pelos seus pensamentos contínuos sobre Naoko, e sem intenção aliena Midori mudando-se para um subúrbio sem a avisar. Ele escreve uma carta a Reiko, pedindo-lhe conselhos acerca da suas afeções conflituosas por tanto Naoko como Midori. Ele não quer magoar Naoko, mas também não quer perder Midori. Reiko aconselha-o a aproveitar esta oportunidade de felicidade e ver como a sua relação com Midori corre.

Uma carta posterior informa Watanabe que Naoko se suicidou. Watanabe, em luto e num transe, anda sem rumo pelo Japão, enquanto Midori – com quem ele não tem mantido contacto – pensa no que lhe aconteceu. Depois de um mês a vaguear, ele volta para a área de Tóquio e contacta Reiko, que vem do sanatório para o visitar. Reiko fica com Watanabe, e eles têm sexo. É por esta experiência e conversa íntima que ele percebe que Midori é a pessoa mais importante na sua vida. Depois de se despedir de Reiko, Watanabe liga a Midori para declarar o seu amor por ela. Midori pergunta, "Onde estás agora?", e o romance acaba com Watanabe a pensar na pergunta.

Adaptação cinematográfica

Uma adaptação cinematográfica dirigida por Tran Anh Hung foi lançada no Japão em 2000. O filme é protagonizado por Kenichi Matsuyama como Watanabe, Rinko Kikuchi como Naoko, e Kiko Mizuhara como Midori. Foi apresentado no 67º Festival Internacional de Filme de Veneza. Jonny Greenwood compôs a trilha sonora do filme.

Locais usados no filme incluem o planalto de Tonomime, o planalto de Mineyama e a costa de Kasumi.

Referências

  1. ↑ «Exploring the map of one\'s inner existence - Taipei Times». www.taipeitimes.com. 7 de janeiro de 2001. Consultado em 10 de março de 2024
  2. ↑ «This Bird Has Flown». web.archive.org. 3 de maio de 2005. Consultado em 10 de março de 2024
  3. ↑ Poole, Steven (27 de maio de 2000). «Tunnel vision». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 10 de março de 2024
  4. ↑ «Japanese author's focus, flavor appeal to younger interests | The Seattle Times». archive.seattletimes.com. Consultado em 10 de março de 2024
  5. ↑ «globeandmail.com: The loneliness of the long-distance writer». web.archive.org. 22 de dezembro de 2008. Consultado em 10 de março de 2024
  6. ↑ Lewis-Kraus, Reviewed by Gideon. «Convergence of separate odysseys / A questing boy and an old man spark Murakami's ambitious novel». SFGATE (em inglês). Consultado em 10 de março de 2024
  7. ↑ Naparstek, Ben (24 de junho de 2006). «The lone wolf». The Age (em inglês). Consultado em 10 de março de 2024
  8. ↑ «Rubber Souls». archive.nytimes.com. Consultado em 10 de março de 2024
  9. ↑ Chang, Justin (2 de setembro de 2010). «Norwegian Wood». Variety (em inglês). Consultado em 12 de março de 2024
  10. ↑ «FSM Board: Jonny Greenwood to score Norwegian Wood». filmscoremonthly.com. Consultado em 12 de março de 2024