| Oxford English Dictionary | |
|---|---|
Sete dos vinte volumes da segunda edição impressa de The Oxford English Dictionary, de 1989 | |
| Idioma | inglês |
| País | Reino Unido |
| Assunto | Dicionário histórico da língua inglesa |
| Editora | Oxford University Press |
| Lançamento | 1884–1928, primeira edição 1989, segunda edição Terceira edição em preparação |
O Oxford English Dictionary (OED) é o principal dicionário histórico da língua inglesa, publicado pela Oxford University Press (OUP), editora da Universidade de Oxford. O dicionário começou a ser publicado em 1884 e acompanha o desenvolvimento histórico do inglês, oferecendo um recurso abrangente para pesquisadores e mantendo descrições do uso da língua em suas variantes pelo mundo.
O trabalho no dicionário começou em 1857, embora sua publicação só tenha começado em 1884. A obra passou então a sair aos poucos, em fascículos não encadernados, enquanto outras partes do projeto continuavam a ser preparadas. O título original era A New English Dictionary on Historical Principles; Founded Mainly on the Materials Collected by The Philological Society. Em 1895, o nome The Oxford English Dictionary foi usado informalmente pela primeira vez nas capas da série. Em 1928, o dicionário completo foi republicado em dez volumes encadernados.
Em 1933, o título The Oxford English Dictionary substituiu por completo o nome anterior, numa reimpressão em doze volumes acompanhada de um suplemento em volume único. Outros suplementos saíram nas décadas seguintes. A segunda edição, publicada em 1989, reuniu 21.728 páginas em vinte volumes. Desde 2000, trabalha-se na elaboração de uma terceira edição. Cerca de metade dela estava pronta em 2018.
A primeira versão eletrônica do dicionário tornou-se disponível em 1988, e a versão pela internet existe desde 2000. Em abril de 2014, recebia mais de dois milhões de visitas por mês. A terceira edição deverá existir exclusivamente em formato eletrônico. O diretor executivo da OUP afirmou que é improvável que ela venha a ser impressa.
Como dicionário histórico, o Oxford English Dictionary organiza suas entradas de modo que o sentido registrado mais antigo de uma palavra, ainda em uso ou já obsoleto, venha primeiro. Os demais sentidos aparecem em ordem histórica, tomando como referência a data mais antiga em que se conseguiu documentar cada uso. Depois de cada definição aparecem breves citações ilustrativas em ordem cronológica. Para sentidos obsoletos, elas vão do registro mais antigo conhecido até o último uso encontrado, permitindo acompanhar por quanto tempo aquele sentido permaneceu em circulação e desde quando caiu em desuso. Para sentidos ainda usados, chegam a exemplos relativamente recentes.
O formato das entradas do OED exerceu efeito sobre muitos outros projetos de lexicografia histórica. Precursores do OED, entre eles os primeiros volumes do Deutsches Wörterbuch, traziam inicialmente poucas citações, retiradas de um conjunto limitado de fontes. Os editores do OED preferiram grupos maiores de citações curtas, escolhidas entre muitos autores e publicações. Essa prática foi adotada em volumes posteriores daquela obra e em outros trabalhos lexicográficos.

Em janeiro de 2026, o Oxford English Dictionary continha 520.779 entradas, 888.251 significados, 3.927.862 citações e 821.712 entradas no tesauro. A edição impressa completa mais recente, a segunda edição de 1989, saiu em vinte volumes, com 291.500 entradas distribuídas por 21.730 páginas. A entrada mais longa do OED2 era a do verbo set, que exigia 60.000 palavras para explicar cerca de 580 sentidos. Desses, 430 pertenciam ao verbo isolado e os demais a verbos frasais e expressões idiomáticas. Quando as entradas começaram a ser revistas para o OED3, em sequência a partir da letra M, esse recorde foi quebrado sucessivamente por make, em 2000, put, em 2007, e run, em 2011, este último com 645 sentidos.
Apesar do tamanho, o OED não é o maior dicionário do mundo nem o primeiro dicionário exaustivo dedicado a uma língua. Outro grande dicionário anterior é o Deutsches Wörterbuch, dos irmãos Grimm, em 33 volumes, iniciado em 1838 e concluído em 1961. A primeira edição do Vocabolario degli Accademici della Crusca, publicada em 1612, foi o primeiro grande dicionário dedicado a uma língua europeia moderna, o italiano. A primeira edição do Dictionnaire de l'Académie française data de 1694. O dicionário oficial do espanhol é o Diccionario de la lengua española, produzido, editado e publicado pela Real Academia Espanhola, cuja primeira edição saiu em 1780. O chinês Kangxi Dictionary foi publicado em 1716. Acredita-se que o maior dicionário por número de páginas seja o neerlandês Woordenboek der Nederlandsche Taal. Por número de definições, o dicionário eletrônico Wikcionário tinha a maior quantidade em janeiro de 2026, com 1.680.897 definições em inglês e 11.361.634 definições no total entre todas as línguas.
| Publicações do Oxford English Dictionary | |||
|---|---|---|---|
| Data de publicação | Faixa de letras | Título | Volume |
| 1888 | A e B | A New ED | Vol. 1 |
| 1893 | C | NED | Vol. 2 |
| 1897 | D e E | NED | Vol. 3 |
| 1900 | F e G | NED | Vol. 4 |
| 1901 | H a K | NED | Vol. 5 |
| 1908 | L a N | NED | Vol. 6 |
| 1909 | O e P | NED | Vol. 7 |
| 1914 | Q a Sh | NED | Vol. 8 |
| 1919 | Si a St | NED | Vol. 9/1 |
| 1919 | Su a Th | NED | Vol. 9/2 |
| 1926 | Ti a U | NED | Vol. 10/1 |
| 1928 | V a Z | NED | Vol. 10/2 |
| 1928 | Todas | NED | 10 vols. |
| 1933 | Todas | NED | Supl. |
| 1933 | Todas | Oxford ED | 13 vols. |
| 1972 | A a G | Supl. do OED | Vol. 1 |
| 1976 | H a N | Supl. do OED | Vol. 2 |
| 1982 | O a Sa | Supl. do OED | Vol. 3 |
| 1986 | Se a Z | Supl. do OED | Vol. 4 |
| 1989 | Todas | OED, 2.ª ed. | 20 vols. |
| 1993 | Todas | OED Add. Ser. | Vols. 1–2 |
| 1997 | Todas | OED Add. Ser. | Vol. 3 |
O dicionário nasceu como projeto da Philological Society, conduzido por um pequeno grupo de intelectuais em Londres e, de início, sem qualquer relação com a Universidade de Oxford.:103–104, 112 Richard Chenevix Trench, Herbert Coleridge e Frederick Furnivall estavam insatisfeitos com os dicionários ingleses disponíveis. A sociedade manifestava interesse em elaborar um novo dicionário desde 1844, mas só em junho de 1857 começou o trabalho efetivo, com a criação de um "Comitê de Palavras Não Registradas" para procurar palavras ausentes ou mal definidas nos dicionários existentes. Em novembro, o relatório de Trench não apresentou uma lista dessas palavras. Em seu lugar veio o estudo On Some Deficiencies in our English Dictionaries, que apontava sete problemas nos dicionários da época:
A sociedade percebeu que a quantidade de palavras ausentes seria muito maior do que o número inicialmente imaginado a partir dos dicionários ingleses do século XIX. A proposta deixou então de se limitar a palavras não registradas e passou a abranger um projeto de muito maior alcance. Trench propôs um dicionário novo e verdadeiramente completo. Em 7 de janeiro de 1858, a sociedade adotou formalmente essa ideia.:107–108 Leitores voluntários receberiam livros específicos e copiariam, em fichas, trechos que mostrassem o uso das palavras. Ainda naquele ano, a sociedade aprovou o projeto em princípio, sob o título A New English Dictionary on Historical Principles (NED).:ix–x
Richard Chenevix Trench, que viveu entre 1807 e 1886, teve papel decisivo nos primeiros meses do projeto. Sua nomeação como deão de Westminster, porém, impediu que dedicasse ao dicionário o tempo necessário. Trench deixou o trabalho e Herbert Coleridge tornou-se o primeiro editor.:8–9

Em 12 de maio de 1860, o plano de Coleridge para o dicionário foi publicado e a pesquisa começou. Sua casa funcionou como a primeira redação. Ele organizou 100.000 fichas de citações em uma estrutura com 54 compartimentos.:9 Em abril de 1861, o grupo publicou as primeiras páginas de amostra. Coleridge morreu de tuberculose no fim daquele mês, aos 30 anos.:x
Furnivall assumiu então a função de editor. Tinha entusiasmo e conhecimento, mas seu temperamento não se adequava bem ao trabalho.:110 Muitos leitores voluntários acabaram perdendo o interesse, pois Furnivall não conseguia mantê-los motivados. Muitas fichas também se perderam.
Furnivall acreditava que, como muitos textos impressos de séculos anteriores não eram fáceis de encontrar, seria impossível aos voluntários localizar com eficiência as citações de que o dicionário precisava. Criou, por isso, a Early English Text Society em 1864 e a Chaucer Society em 1868, destinadas à publicação de manuscritos antigos.:xii Seu trabalho preparatório durou 21 anos e forneceu muitos textos ao público, além de materiais úteis aos lexicógrafos, mas ainda não envolvia a elaboração propriamente dita do dicionário. Furnivall recrutou mais de oitocentos voluntários para ler esses textos e registrar citações. Eles tinham disposição, mas pouco treinamento, e suas escolhas eram frequentemente irregulares ou arbitrárias. Furnivall acabou entregando ao sucessor quase duas toneladas de fichas de citações e outros materiais.
Na década de 1870, Furnivall tentou, sem sucesso, convencer Henry Sweet e Henry Nicol a sucedê-lo. Procurou depois James Murray, que aceitou o cargo de editor. No fim da década, Furnivall e Murray conversaram com diferentes editoras sobre a publicação do dicionário. Em 1878, a Oxford University Press concordou em levar adiante o grande projeto com Murray. O acordo foi formalizado no ano seguinte.:111–112 Vinte anos após a concepção do dicionário, o projeto finalmente tinha uma editora. Ainda seriam necessários outros cinquenta anos para terminá-lo.

Perto do fim de seu período como editor, Murray descobriu que um dos leitores mais produtivos, W. C. Minor, estava internado num hospital psiquiátrico devido a uma condição que, na terminologia posterior, seria chamada de esquizofrenia.:xiii Minor, cirurgião formado pela Universidade Yale e oficial durante a Guerra Civil Americana, fora internado no Broadmoor Asylum for the Criminally Insane depois de matar um homem em Londres. Criou seu próprio sistema para acompanhar citações, o que lhe permitia enviar fichas de palavras específicas quando os editores as solicitavam. A colaboração entre Murray e Minor na preparação do OED foi narrada no livro de 1998 The Surgeon of Crowthorne, publicado nos Estados Unidos como The Professor and the Madman, e serviu de base para o filme The Professor and the Madman, de 2019, estrelado por Mel Gibson e Sean Penn.

Na década de 1870, a Philological Society se preocupava com a dificuldade de publicar um dicionário de tamanha extensão. Editores gráficos chegaram a imprimir algumas páginas, mas nenhum acordo de publicação foi firmado. Cambridge University Press e Oxford University Press foram procuradas. A OUP finalmente concordou em 1879, depois de dois anos de negociações conduzidas por Sweet, Furnivall e Murray, em publicar o dicionário e pagar Murray, que era editor e presidente da Philological Society. O plano previa fascículos periódicos e, ao fim, quatro volumes com 6.400 páginas. Esperava-se concluir tudo em dez anos.:1

Murray iniciou o projeto num anexo de ferro corrugado conhecido como "Scriptorium", revestido por tábuas de madeira, estantes e 1.029 compartimentos para as fichas de citações.:xiii Localizou e reuniu novamente a coleção de Furnivall e percebeu que ela privilegiava palavras raras e curiosas em detrimento de usos comuns. Havia, por exemplo, dez vezes mais citações para abusion do que para abuse. Por meio de jornais distribuídos a livrarias e bibliotecas, Murray pediu leitores que enviassem "o maior número possível de citações para palavras comuns" e para palavras "raras, obsoletas, antiquadas, novas, peculiares ou usadas de maneira peculiar". O filólogo americano e professor Francis March ficou responsável pela coleta na América do Norte. Mil fichas chegavam diariamente ao Scriptorium e, em 1880, o acervo já somava 2,5 milhões.:15
O primeiro fascículo do dicionário foi publicado em 1.º de fevereiro de 1884, 23 anos depois das páginas de amostra de Coleridge. O título completo era A New English Dictionary on Historical Principles; Founded Mainly on the Materials Collected by The Philological Society. O volume tinha 352 páginas, abrangia palavras de A a Ant e custava 12 xelins e 6 pence.:251 As vendas chegaram a apenas quatro mil exemplares.:169
A OUP percebeu que a conclusão demoraria demais se a organização editorial não mudasse. Novos assistentes foram contratados e duas exigências foram feitas a Murray.:32–33 A primeira era que se mudasse de Mill Hill para Oxford e trabalhasse em tempo integral no projeto. Ele fez a mudança em 1885 e reconstruiu o Scriptorium no jardim de sua nova casa.:xvii

Murray resistiu à segunda exigência. Caso não cumprisse o cronograma, deveria contratar um segundo editor sênior para trabalhar paralelamente, fora de sua supervisão, em palavras de outra parte do alfabeto. Murray não queria dividir a tarefa, pois acreditava que sua própria velocidade aumentaria com a experiência. Isso não aconteceu. Philip Gell, da OUP, impôs a promoção do assistente Henry Bradley, contratado por Murray em 1884. Bradley passou a trabalhar de forma independente no Museu Britânico, em Londres, a partir de 1888. Em 1896, mudou-se para a Universidade de Oxford.
Gell continuou pressionando Murray e Bradley por questões comerciais, procurando conter custos e acelerar a produção, até que o projeto pareceu correr risco de fracassar. Jornais, sobretudo o Saturday Review, divulgaram as pressões, e a opinião pública ficou ao lado dos editores.:182–183 Gell foi demitido e a universidade abandonou suas políticas de redução de custos. Se os editores julgassem que o dicionário precisava crescer, ele cresceria. A universidade aceitou gastar o tempo e o dinheiro necessários para concluí-lo adequadamente.
Nem Murray nem Bradley viveram para ver o dicionário terminado. Murray morreu em 1915, depois de cuidar das palavras iniciadas por A–D, H–K, O–P e T, quase metade da obra concluída. Bradley morreu em 1923, tendo terminado E–G, L–M, S–Sh, St e W–We. Dois outros editores já haviam passado de assistentes a responsáveis independentes e deram continuidade ao trabalho sem grandes dificuldades. William Craigie começou em 1901 e ficou encarregado de N, Q–R, Si–Sq, U–V e Wo–Wy.:xix A OUP antes considerara Londres distante demais de Oxford, mas Craigie passou a trabalhar no dicionário em Chicago depois de 1925, quando era professor na cidade.:xix O quarto editor foi Charles Talbut Onions, que a partir de 1914 compilou os intervalos restantes, Su–Sz, Wh–Wo e X–Z.
Entre 1919 e 1920, J. R. R. Tolkien trabalhou para o OED, pesquisando a etimologia das palavras no intervalo entre Waggle e Warlock. Mais tarde, satirizou os quatro editores principais como "The Four Wise Clerks of Oxenford" no conto Farmer Giles of Ham.
No começo de 1894, onze fascículos haviam sido publicados, uma média aproximada de um por ano. Quatro cobriam A–B, cinco cobriam C e dois, E. Oito tinham 352 páginas. O último de cada grupo era menor para terminar numa mudança de letra, que mais tarde também corresponderia à mudança de volume. Decidiu-se então publicar fascículos menores e mais frequentes. A partir de 1895, sairia um fascículo de 64 páginas a cada três meses, pelo preço de 2 xelins e 6 pence. Quando houvesse material suficiente, 128 ou mesmo 192 páginas sairiam juntas. O ritmo foi mantido até a Primeira Guerra Mundial, quando a equipe precisou ser reduzida.:xx Sempre que havia páginas consecutivas suficientes, o mesmo conteúdo também era publicado nos fascículos maiores do formato original.:xx Foi também em 1895 que o título Oxford English Dictionary apareceu pela primeira vez. Naquele momento, ficava apenas nas capas externas dos fascículos. O nome original continuou oficial e era usado em todos os outros lugares.:xx
O 125.º e último fascículo, com palavras de Wise até o fim da letra W, foi publicado em 19 de abril de 1928. O dicionário completo em volumes encadernados saiu logo depois.:xx William Shakespeare é o autor mais citado na obra terminada, e Hamlet é sua obra com maior número de citações. George Eliot, nome literário de Mary Ann Evans, é a escritora mais citada. Considerada em conjunto, a Bíblia, em muitas traduções, é a obra com maior número de citações. O texto individual mais citado é Cursor Mundi.
Material adicional continuava a ser reunido para cada faixa de letras depois da impressão do fascículo correspondente, com a intenção de incorporá-lo a um suplemento ou a uma edição revista. Um suplemento em volume único foi publicado em 1933. As entradas se concentravam mais no início do alfabeto, cujos fascículos já tinham décadas de idade. O suplemento trouxe pelo menos uma palavra, bondmaid, omitida acidentalmente quando suas fichas se perderam,:199:100 além de muitas palavras e acepções criadas depois. Um caso conhecido foi appendicitis, cunhada em 1886 e ausente do fascículo de 1885. A palavra ganhou atenção quando a apendicite de Eduardo VII, em 1902, adiou sua coroação.:289–290:164 O suplemento também reincorporou termos antes excluídos por parecerem obscuros. Um deles foi radium, omitido em 1903, poucos meses antes de Pierre Curie e Marie Curie receberem o Prêmio Nobel de Física.:302–303:161 Em 1933, os fascículos originais do dicionário inteiro também foram relançados, reunidos em doze volumes sob o título The Oxford English Dictionary. Essa edição, com treze volumes quando se conta o suplemento, voltou a ser impressa em 1961 e 1970.
Em 1933, Oxford considerou o dicionário encerrado. Todo o trabalho terminou e as fichas de citações foram guardadas. O inglês, porém, continuou mudando e, vinte anos depois, o dicionário já estava desatualizado.
Havia três maneiras possíveis de atualizá-lo. A mais barata seria deixar a obra existente intacta e produzir apenas um novo suplemento de um ou dois volumes. Nesse caso, uma pessoa à procura de uma palavra ou acepção, sem saber sua idade, teria de consultar três lugares diferentes. A opção mais cômoda para o usuário seria reeditar e recompor tipograficamente o dicionário inteiro, inserindo cada alteração em sua posição alfabética. Essa alternativa seria a mais cara e talvez exigisse cerca de quinze volumes. A OUP escolheu uma solução intermediária, combinar o novo material com o suplemento existente e produzir um suplemento substituto, maior.
Robert Burchfield foi contratado em 1957 para editar o segundo suplemento. Charles Talbut Onions completou 84 anos naquele mesmo ano, mas ainda conseguiu colaborar. Esperava-se que o suplemento levasse cerca de sete anos. Foram necessários 29. Nesse intervalo, o novo suplemento, abreviado OEDS, cresceu para quatro volumes, iniciados por A, H, O e Se. Eles foram publicados em 1972, 1976, 1982 e 1986, elevando o conjunto completo a dezesseis volumes, ou dezessete quando se conta o primeiro suplemento.
Burchfield deu atenção especial ao inglês de seu próprio período. O suplemento acrescentou muitas palavras novas vindas das áreas de ciência e tecnologia em expansão, além da cultura popular e da linguagem coloquial. Burchfield afirmou ter ampliado a cobertura das mudanças do idioma em regiões de língua inglesa fora do Reino Unido, entre elas América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Índia, Paquistão e Caribe. Por motivos desconhecidos, também removeu muitas entradas que haviam sido acrescentadas ao suplemento de 1933. Em 2012, uma análise da lexicógrafa Sarah Ogilvie constatou que muitas dessas entradas eram empréstimos de outras línguas, apesar de Burchfield ter afirmado que incluíra mais palavras desse tipo. Uma estimativa baseada numa amostra calculou que as exclusões correspondiam a 17% dos empréstimos estrangeiros e palavras de variedades regionais do inglês. Algumas tinham um único registro de uso, mas muitas contavam com diversas citações. A prática contrariava o que se imaginava ser a política editorial estabelecida do OED e também a ideia de que Burchfield havia aberto o dicionário para o chamado "inglês mundial".
| Oxford English Dictionary | |
|---|---|
Segunda edição | |
| Idioma | inglês |
| País | Reino Unido |
| Assunto | Dicionário |
| Editora | Oxford University Press |
| Editor | John Simpson e Edmund Weiner |
| Lançamento | 30 de março de 1989 |
| Páginas | 21.730 |
| ISBN | 978-0-19-861186-8 |
A segunda edição tem classificação decimal de Dewey 423 19, classificação da Library of Congress PE1625 .O87 1989 e número OCLC 17648714.
Quando o trabalho no suplemento se aproximava do fim, a direção da Oxford University Press começou a examinar o futuro do OED. Os direitos autorais da primeira edição de 1933 expirariam em 1983. A editora também queria manter a equipe de lexicógrafos especializados que empregava, de modo que esses profissionais pudessem trabalhar no desenvolvimento futuro dos dicionários de Oxford. Havia ainda amplo reconhecimento de que o dicionário precisava ser revisto. A integração da primeira edição e do suplemento num único dicionário, que poderia então passar por revisão, tornou-se prioridade, embora não estivesse claro como fazê-la.:379
Richard Charkin, responsável pela área de referência da OUP, defendeu a informatização dos dois textos, seguida de sua combinação e edição eletrônica. Burchfield encomendou um levantamento das atividades e dos recursos necessários para revisar e atualizar o OED com tecnologia computacional. O estudo concluiu que a conversão e a integração dos textos eram viáveis.:379
Para encontrar o conhecimento técnico necessário, a OUP enviou em junho de 1983 uma solicitação de propostas a empresas de informática, produtoras de software, órgãos públicos e departamentos universitários. Vieram muitas respostas. Charkin e o editor Edmund Weiner fizeram numerosas visitas no Reino Unido e na América do Norte. Concluiu-se que nenhuma organização seria capaz de executar toda a tarefa sozinha e que a OUP teria de assumir a coordenação central. Foi então criado um departamento chamado New OED Project, dirigido por Tim Benbow, com Weiner e John Simpson como coeditores do novo dicionário.:380–381
O projeto foi dividido em duas etapas:
Depois da primeira etapa, a edição integrada sairia em papel e, depois, em formato eletrônico como a segunda edição do OED. A segunda etapa, a revisão propriamente dita que criaria uma terceira edição, ficou para um momento posterior.:382
A International Computaprint Corporation, hoje Reed Tech, foi escolhida para converter o texto em formato eletrônico. A IBM do Reino Unido forneceria software e equipamentos, além de auxiliar na construção do sistema que integraria os textos. A Universidade de Waterloo, em Ontário, Canadá, concordou em trabalhar no projeto de um banco de dados destinado à atualização e distribuição do OED depois da integração. A universidade criou o Centre for the New Oxford English Dictionary, dirigido por Frank Tompa e Gaston Gonnet. O trabalho acabaria dando origem à Open Text Corporation. A. Walton Litz, professor de inglês da Universidade de Princeton e integrante do conselho consultivo da Oxford University Press, declarou à revista Time: "Nunca estive envolvido num projeto, nunca sequer ouvi falar de um projeto, que fosse tão incrivelmente complicado e que cumprisse todos os prazos.":381:li
A conversão eletrônica foi feita por digitação. O reconhecimento óptico de caracteres não era prático devido à baixa qualidade do texto impresso da primeira edição.:383 Em seguida, foi introduzida uma linguagem de marcação. Os digitadores da ICC inseriram no texto um sistema de etiquetas que assinalava os elementos estruturais principais, como lema, pronúncia, etimologia, seção de sentido e citação, além das características tipográficas. A marcação acrescentaria ao dicionário "um mundo inteiramente novo de informações".:xi Weiner explicou o objetivo:
Desde o início, portanto, o objetivo era transformar o texto num banco de dados eletrônico, no qual cada parte do texto tivesse sua própria etiqueta de identificação. Essas etiquetas formariam a base das pesquisas textuais avançadas e das diferentes formas de apresentação do texto.


Dezoito lotes mensais de provas tipográficas voltaram a Oxford entre 1985 e 1986 e foram conferidos por mais de cinquenta revisores. Ao todo, 350 milhões de caracteres foram digitados, num trabalho equivalente a 120 anos-pessoa. A revisão consumiu outros sessenta anos-pessoa.:lii
O texto do dicionário foi tratado como uma linguagem formal, dotada de uma sintaxe regida por regras, e uma gramática do texto foi elaborada em Oxford. Um analisador sintático desenvolvido pelo grupo de pesquisa da Universidade de Waterloo processou esse material.:386 O sistema de etiquetas foi convertido automaticamente para seguir as convenções da SGML.:388
A integração dos dois textos foi em grande parte automatizada. Entradas completas do suplemento podiam ser inseridas facilmente no lugar correspondente do texto integrado. Para combinar entradas parciais, criou-se um componente de software que usava a marcação para fazer a correspondência entre trechos por lema, classe gramatical, número do homônimo e número da acepção. Instruções já existentes no suplemento impresso, como "add to def.:", seguidas do texto de uma definição suplementar, facilitaram o processo. A integração automática terminou em maio de 1987 e tratou com êxito cerca de 80% do texto, poupando entre 50% e 60% do trabalho manual de edição e digitação.:388–389:liv
Como ainda não existiam programas para editar grandes bancos de dados textuais, o cientista da IBM Mike Cowlishaw desenvolveu para o projeto um programa chamado LEXX, depois rebatizado OEDIPUS, sigla de "OED Integration, Publishing, and Updating System".:389
A integração invalidaria o destino de muitas referências cruzadas, por exemplo quando a numeração das acepções fosse alterada. O analisador sintático identificou e numerou essas referências. Depois da integração, elas foram comparadas com seus destinos e ajustadas quando necessário.:390 Os lemas deixaram de ser escritos com inicial maiúscula, permitindo ao usuário perceber de imediato quais palavras realmente exigiam maiúscula.:xv Murray havia criado seu próprio sistema de notação de pronúncia, pois em sua época não havia um padrão disponível. O OED2 adotou o Alfabeto Fonético Internacional.:xviii Diferentemente da edição anterior, todos os alfabetos estrangeiros, exceto o grego, passaram por transliteração.:xiii
A palavra "New" voltou a ser retirada do nome e o OED2 saiu em papel, em vinte volumes, em março de 1989, com 21.730 páginas, 290.500 entradas e 59 milhões de palavras de texto.:xxiii Além dos lemas, há 157.000 combinações e derivados em negrito,</ref> 169.000 expressões e combinações em negrito e itálico,</ref> para um total de 616.500 formas de palavras. A obra contém 137.000 pronúncias, 249.300 etimologias, 577.000 referências cruzadas e 2.412.400 citações de uso. A editora informou que o texto ocupava 540 megabytes de armazenamento eletrônico.
Até uma etapa bastante avançada, todos os volumes da primeira edição começavam no início de uma letra. Na segunda edição, não se procurou respeitar as divisões entre letras e os volumes passaram a ter tamanhos aproximadamente iguais. Os vinte volumes começavam em A, B.B.C., Cham, Creel, Dvandva, Follow, Hat, Interval, Look, Moul, Ow, Poise, Quemadero, Rob, Ser, Soot, Su, Thru, Unemancipated e Wave. Além da integração, cinco mil palavras e sentidos novos foram acrescentados. A primeira edição passou a ser chamada retrospectivamente de OED1. Depois da página 832 do volume XX, Wave-Zyxt, há uma bibliografia de 143 páginas com paginação independente, formada pela união da bibliografia do OED1 com a do suplemento de 1986.
A edição impressa de 1989 recebeu críticas muito favoráveis. O escritor Anthony Burgess declarou que era "o maior acontecimento editorial do século", numa frase reproduzida pelo Los Angeles Times. A Time chamou o livro de "um Everest acadêmico", e Richard Boston escreveu no The Guardian que a obra era "uma das maravilhas do mundo".
Os suplementos e sua integração à segunda edição melhoraram muito o OED, mas reconhecia-se que a maioria das entradas ainda permanecia essencialmente como na primeira edição. Grande parte das informações publicadas em 1989 já tinha décadas. Os suplementos haviam incorporado bastante vocabulário novo, mas muitas definições ainda traziam teorias científicas refutadas, informações históricas desatualizadas e valores morais que já não eram amplamente aceitos. Os suplementos também não haviam classificado como obsoletas muitas palavras dos volumes existentes que já tinham caído em desuso quando a segunda edição saiu. Milhares delas continuavam assinaladas como correntes apesar da ausência de registros recentes de uso.
Ficou claro que uma terceira edição teria de enfrentar esses problemas. A primeira tentativa veio com a Oxford English Dictionary Additions Series, uma nova coleção de suplementos para complementar o OED2, a partir dos quais se pretendia preparar a terceira edição. Os suplementos anteriores haviam sido publicados em partes alfabéticas. A nova série, por sua vez, continha entradas de A a Z em cada volume. No fim de cada volume havia um índice alfabético completo de todas as palavras revistas até aquele momento, com o número do volume que continha a entrada revisada.
No fim, apenas três volumes de Additions saíram nesse formato, dois em 1993 e um em 1997, cada qual com cerca de três mil definições novas. A World Wide Web e as novas tecnologias de computação permitiram melhorar muito a pesquisa para o dicionário e a publicação de entradas novas ou revistas. Bancos de dados de busca textual deram aos editores acesso a uma quantidade muito maior de material, e a publicação pela Web tornou possível colocar revisões à disposição do público com muito mais rapidez e facilidade. Tornou-se necessário um método novo e decidiu-se iniciar uma revisão completa do dicionário.
Com o lançamento do primeiro site OED Online, em 2000, os editores começaram um grande projeto de revisão destinado a criar uma terceira edição inteiramente revista, o OED3. A conclusão é prevista para 2037, e o custo projetado é de cerca de 34 milhões de libras esterlinas.
As revisões começaram pela letra M, e novo material passou a aparecer a cada três meses no site OED Online. Os editores escolheram começar no meio do dicionário para tornar mais uniforme a qualidade geral das entradas, pois as entradas da parte final do OED1 tendiam a ser melhores que as primeiras. Em março de 2008, anunciaram que passariam a alternar, a cada trimestre, entre avançar pelo alfabeto e atualizar "palavras fundamentais do inglês em todo o alfabeto, junto das outras palavras que formam o grupo alfabético ao redor delas". Com o relançamento do site OED Online em dezembro de 2010, a revisão em sequência alfabética foi abandonada.
Espera-se que a revisão aproximadamente dobre o tamanho do dicionário. Além da atualização geral para incorporar palavras novas e outras mudanças no idioma, a terceira edição traz alterações de formato e convenções editoriais que facilitam a leitura e a busca eletrônica, mais informações etimológicas e uma mudança de foco, com menor atenção à palavra isolada e maior cobertura do idioma como um conjunto. O texto original retirava a maior parte de suas citações de fontes literárias, como romances, peças e poesia, complementadas por jornais e periódicos acadêmicos. A nova edição consulta mais tipos de material que não estavam disponíveis aos editores anteriores, entre eles testamentos, inventários, livros contábeis, diários, periódicos pessoais e cartas.
John Simpson foi o primeiro editor-chefe do OED3. Aposentou-se em 2013 e foi sucedido por Michael Proffitt, oitavo editor-chefe do dicionário.
A produção da nova edição emprega tecnologia computacional em grande escala, em especial desde a introdução, em junho de 2005, do sistema "Perfect All-Singing All-Dancing Editorial and Notation Application", abreviado "Pasadena". Com esse sistema baseado em XML, os lexicógrafos podem gastar menos tempo com questões de apresentação, como a numeração das definições. O programa também simplificou o uso do banco de dados de citações e permitiu à equipe em Nova Iorque trabalhar diretamente no dicionário da mesma forma que seus colegas em Oxford.
Outros usos da informática incluem buscas na internet para encontrar indícios de uso recente e o envio de citações por correio eletrônico, feito por leitores e pelo público em geral.
Wordhunt foi uma campanha pública lançada em 2005 para obter citações de cinquenta palavras recentes escolhidas pelos editores. O projeto encontrou registros anteriores aos que eram conhecidos para muitas delas. Os resultados foram apresentados na série de televisão da BBC Balderdash and Piffle. Leitores do OED continuam enviando citações, e o departamento recebe cerca de 200.000 por ano.
O OED contém mais de 500.000 entradas. Sua edição eletrônica é atualizada trimestralmente, com a inclusão de palavras e acepções novas e a revisão de entradas existentes.


Em 1971, o OED1 de treze volumes, na edição de 1933, foi reimpresso numa Compact Edition de dois volumes. Cada página foi reduzida fotograficamente à metade de suas dimensões lineares, de modo que uma página da edição compacta comportasse quatro páginas do OED1. Os dois volumes começavam nas letras A e P, e o primeiro suplemento ficava no fim do segundo. A Compact Edition trazia, numa pequena gaveta do estojo, uma lupa Bausch & Lomb para facilitar a leitura dos caracteres reduzidos. Muitos exemplares foram vendidos a preços baixos por clubes do livro. Em 1987, os quatro volumes de A Supplement to the Oxford English Dictionary foram publicados como um terceiro volume da Compact Edition.
O OED2 de vinte volumes, de 1989, foi republicado em 1991 em edição compacta, ISBN 978-0-19-861258-2. As páginas foram reduzidas a um terço de suas dimensões lineares originais, com nove páginas reproduzidas em cada página da edição compacta. Isso exigia uma lupa mais potente, incluída no conjunto, mas permitiu publicar o dicionário em um único volume. A edição reúne definições de 500.000 palavras em 290.000 entradas principais, além de 137.000 pronúncias, 249.300 etimologias, 577.000 referências cruzadas e 2.412.000 citações ilustrativas. Vem acompanhada de A User's Guide to the "Oxford English Dictionary", de Donna Lee Berg. Mesmo depois do lançamento dessa versão, clubes do livro continuaram oferecendo com frequência a Compact Edition de dois volumes publicada em 1971.
Depois de digitalizado, o dicionário também pôde ser distribuído em CD-ROM. O texto da primeira edição tornou-se disponível nesse formato em 1987. Três versões da segunda edição foram lançadas depois. A versão 1, de 1992, tinha conteúdo idêntico ao da segunda edição impressa, e o próprio CD não possuía proteção contra cópia. A versão 2, de 1999, incorporou os volumes de Oxford English Dictionary Additions de 1993 e 1997. Essas edições em CD-ROM funcionavam apenas no Microsoft Windows.
A versão 3.0 saiu em 2002, com palavras adicionais do OED3 e melhorias no programa. A versão 3.1.1, de 2007, passou a permitir instalação no disco rígido, evitando que o usuário precisasse inserir o CD para consultar o dicionário. Há relatos de que essa versão funciona em outros sistemas operacionais por meio de programas de emulação. A versão 4.0 do CD foi lançada em junho de 2009 e trouxe programas para Windows 7 ou posterior e Mac OS X 10.4 ou posterior. A instalação dessa versão usa a unidade de CD, mas depois o programa funciona apenas a partir do disco rígido.
Em 14 de março de 2000, o Oxford English Dictionary Online, ou OED Online, foi aberto a assinantes. O banco de dados eletrônico contém o OED2 e recebe atualizações trimestrais com as revisões destinadas ao OED3. A edição pela internet é a versão mais atualizada do dicionário disponível. O site do OED não foi originalmente otimizado para dispositivos móveis. Seus desenvolvedores também anunciaram planos de fornecer uma API que facilitasse a criação de interfaces de consulta ao dicionário.
O preço citado para uso individual dessa edição era de 100 libras ou 100 dólares dos Estados Unidos por ano. Por isso, a maioria dos assinantes era formada por grandes organizações, como universidades. Bibliotecas públicas e empresas também assinaram o serviço, entre elas bibliotecas públicas do Reino Unido, cujo acesso é financiado pelo Arts Council, e bibliotecas públicas da Nova Zelândia. Pessoas vinculadas a uma biblioteca assinante podem utilizar o serviço gratuitamente de casa.

A utilidade e a reputação do OED como dicionário histórico deram origem a muitos projetos derivados e a outros dicionários que levam o nome Oxford, embora nem todos tenham relação direta com o OED.
O Shorter Oxford English Dictionary, iniciado em 1902 e concluído em 1933, é uma versão abreviada da obra completa que mantém o enfoque histórico. Não inclui palavras que já estavam obsoletas antes de 1700, exceto as usadas por Shakespeare, John Milton, Edmund Spenser e na Bíblia do Rei Jaime. Uma edição inteiramente nova foi produzida a partir do OED2 e publicada em 1993, com revisões em 2002 e 2007.
O Concise Oxford Dictionary é outra obra, destinada apenas ao inglês em uso, sem o enfoque histórico. A primeira edição, baseada em grande parte no OED1, foi editada por Francis George Fowler e Henry Watson Fowler e publicada em 1911, antes da conclusão da obra principal. Edições revistas saíram ao longo do século XX para acompanhar as mudanças no uso do inglês.
O Pocket Oxford Dictionary of Current English foi concebido por F. G. Fowler e H. W. Fowler como uma obra reduzida, compacta e concisa. Sua principal fonte é o Oxford English Dictionary, e o livro é, nominalmente, uma abreviação do Concise Oxford Dictionary. A primeira edição saiu em 1924.
Em 1998, foi publicado o New Oxford Dictionary of English (NODE). Embora também se destinasse ao inglês em uso, o NODE não se baseou no OED. Era um dicionário inteiramente novo, produzido com auxílio da linguística de corpus. Depois do lançamento do NODE, veio uma edição também inteiramente nova do Concise Oxford Dictionary, dessa vez baseada numa abreviação do NODE e não do OED. O NODE, rebatizado Oxford Dictionary of English (ODE), permanece como principal fonte da linha de dicionários de inglês em uso da Oxford, entre eles o New Oxford American Dictionary. O OED passou a fornecer a base apenas para os dicionários históricos de caráter especializado.
O OED apresenta primeiro as grafias britânicas dos lemas, como labour e centre, seguidas das variantes labor, center e outras. Para o sufixo mais frequentemente escrito -ise no inglês britânico, a política da OUP prefere a forma -ize. Assim, emprega realize em lugar de realise e globalization em lugar de globalisation. A justificativa é etimológica, pois o sufixo inglês deriva sobretudo do grego -ιζειν, -izein, ou do latim -izāre. A terminação -ze, porém, também é por vezes entendida como americanismo quando aparece em palavras às quais originalmente não pertencia. É o caso de analyse, grafia britânica, escrita analyze no inglês americano.
O primeiro-ministro britânico Stanley Baldwin chamou o OED de "tesouro nacional". O escritor Anu Garg, fundador do Wordsmith.org, chamou-o de "lex icon", um trocadilho em inglês com lexicon. Tim Bray, um dos criadores da XML, atribui ao OED parte da inspiração que levou ao desenvolvimento dessa linguagem de marcação.
Apesar de suas pretensões de autoridade, o dicionário recebe críticas desde a década de 1960 por seu escopo, pela própria reivindicação de autoridade, pela concentração no inglês britânico e atenção relativamente menor às variedades do inglês usadas pelo mundo, pelo foco implícito e não declarado na linguagem literária e, acima de tudo, por sua autoridade cultural. Como produto comercial, o OED sempre precisou conciliar pesquisa lexicográfica e divulgação. Numa resenha do suplemento de 1982, o linguista Roy Harris, da Universidade de Oxford, escreveu que criticar o OED era extremamente difícil porque "não se está lidando apenas com um dicionário, mas com uma instituição nacional", que "se tornou, como a monarquia inglesa, praticamente imune a críticas em princípio". Harris observou ainda que neologismos de escritores literários respeitados, como Samuel Beckett e Virginia Woolf, eram incluídos, enquanto formas encontradas em jornais ou em fontes vistas como menos respeitáveis tinham menor peso, independentemente de sua utilidade. Para ele, a "lexicografia em preto e branco" do OED também fazia julgamentos rígidos ao se apresentar como capaz de decidir autoritariamente o que era certo ou errado no uso da língua. Harris criticava, assim, uma postura prescritiva em lugar de descritiva.
Para Harris, classificar determinados usos como "errôneos" e omitir inteiramente certas formas e construções revelava, em conjunto, os vieses sociais dos compiladores, presumivelmente pessoas instruídas e abastadas. O Guide to the Third Edition of the OED, contudo, afirma que o Oxford English Dictionary "não é um árbitro do uso correto, apesar da ampla reputação em contrário" e que pretende ser "descritivo, não prescritivo". A identificação de usos como "errôneos e cata-créticos" vem sendo retirada das entradas da terceira edição. Em alguns casos, é substituída por notas de uso que explicam as atitudes linguísticas que haviam levado às classificações anteriores.
Outra crítica diz respeito à ausência de etimologias de origem no inglês vernáculo afro-americano ou em línguas africanas para palavras como jazz, dig e badmouth. As duas últimas podem ter origem, respectivamente, nas línguas wolof e mandinga. Em 2022, a OUP preparava um Oxford Dictionary of African American English especializado, em colaboração com o Hutchins Center for African and African American Research da Universidade Harvard. O crítico literário Henry Louis Gates Jr. foi escolhido como editor-chefe do projeto.
Harris também criticou o "conservadorismo de catedráticos" dos editores e sua adesão à moral pudica vitoriana. Como exemplo, citou a exclusão, até 1972, de palavrões ingleses de quatro letras usados havia séculos. Nenhum dicionário inglês, porém, havia incluído esse tipo de palavrão por receio de processos sob as leis britânicas de obscenidade até depois do julgamento por obscenidade de Lady Chatterley's Lover, concluído em 1960. O Penguin English Dictionary, de 1965, foi o primeiro dicionário a incluir a palavra fuck. O English Dialect Dictionary, de Joseph Wright, já havia incluído shit em 1905.
As pretensões de autoridade do OED também foram questionadas por linguistas como Pius ten Hacken. Ele observa que o dicionário procura ser definitivo e exercer autoridade, mas só consegue atingir esses objetivos de maneira limitada, dadas as dificuldades para estabelecer o alcance do conteúdo que deve incluir.
O editor fundador James Murray também relutava em incluir termos científicos, mesmo quando estavam documentados, a menos que julgasse que seu uso era amplo o suficiente. Em 1902, recusou-se a acrescentar a palavra radium ao dicionário.
O OED tem sido empregado em pesquisas de linguística, psicolinguística e psicologia. Entre os exemplos estão trabalhos sobre a extensão dos significados das palavras por metáfora, a evolução de termos de medida, como foot, de sentidos concretos para abstratos, e a identificação de padrões sistemáticos em palavras formadas por fusão, como brunch, resultante da combinação de breakfast e lunch.
O programa britânico de perguntas e respostas Countdown ofereceu por décadas uma coleção do OED como parte da premiação de seus campeões. A edição completa encadernada em couro era entregue aos vencedores até pelo menos a Série 63, encerrada em 2010. A coleção impressa continuou fazendo parte da premiação depois disso. O campeão da Série 70, em 2014, recebeu uma coleção de vinte volumes juntamente com um laptop e um troféu. A Série 83, encerrada em 25 de junho de 2021, foi a última a entregar os volumes físicos do OED ao campeão. A coleção deixou a premiação por ser considerada desatualizada.
O romance de 2020 The Dictionary of Lost Words, de Pip Williams, gira em torno da criação do OED. A narradora fictícia passa boa parte da infância no Scriptorium, como filha de um lexicógrafo viúvo inventado para o livro, e mais tarde trabalha ali como assistente. A obra recebeu uma adaptação teatral, e uma série de televisão foi planejada.
O filme The Professor and the Madman, de 2019, com Mel Gibson e Sean Penn, conta a história do início do trabalho do professor James Murray na compilação das palavras da primeira edição do Oxford English Dictionary, no século XIX, e das mais de dez mil contribuições que recebe de William Chester Minor, então paciente do Broadmoor Criminal Lunatic Asylum.
As a historical dictionary, the OED is very different from those of current English, in which the focus is on present-day meanings.
Here's novelist Anthony Burgess calling it 'the greatest publishing event of the century'. It is to be marked by a half-day seminar and lunch at that bluest of blue-blood London hostelries, Claridge's. The guest list of 250 dignitaries is a literary 'Who's Who'.
The Encyclopaedia Britannica and the Dictionary of National Biography are indeed yet mighty, but not quite what they used to be, whereas the OED has gone from strength to strength and is one of the wonders of the world.
The Oxford English Dictionary is not an arbiter of proper usage, despite its widespread reputation to the contrary. The Dictionary is intended to be descriptive, not prescriptive.
The project sets out to investigate the principles and practice behind the Oxford English Dictionary...
First published in The New York Times Magazine 5 November 2006
Título completo de cada volume: A New English Dictionary on Historical Principles; Founded Mainly on the Materials Collected by the Philological Society.
| Vol. | Ano | Letras | Ligações |
|---|---|---|---|
| 1 | 1888 | A, B | Vol. 1 |
| 2 | 1893 | C | Vol. 2 |
| 3 | 1897 | D, E | Vol. 3 versão 2 |
| 4 | 1901 | F, G | Vol. 4 versão 2 versão 3 |
| 5 | 1901 | H–K | Vol. 5 |
| 6p1 | 1908 | L | Vol. 6, parte 1 |
| 6p2 | 1908 | M, N | Vol. 6, parte 2 |
| 7 | 1909 | O, P | Vol. 7 |
| 8p1 | 1914 | Q, R | Vol. 8, parte 1 |
| 8p2 | 1914 | S–Sh | Vol. 8, parte 2 |
| 9p1 | 1919 | Si–St | Vol. 9, parte 1 |
| 9p2 | 1919 | Su–Th | Vol. 9, parte 2 |
| 10p1 | 1926 | Ti–U | Vol. 10, parte 1 |
| 10p2 | 1928 | V–Z | Vol. 10, parte 2 |
| Supl. | 1933 | A–Z | Suplemento |
Título completo de cada volume: The Oxford English Dictionary: Being a Corrected Re-issue with an Introduction, Supplement and Bibliography of A New English Dictionary on Historical Principles: Founded Mainly on the Materials Collected by the Philological Society.
Alguns volumes, disponíveis apenas a partir dos Estados Unidos:
| Volume | Entradas |
|---|---|
| 1 | A – Bazouki |
| 2 | B.B.C. – Chalypsography |
| 3 | Cham – Creeky |
| 4 | Creel – Duzepere |
| 5 | Dvandia – Follis |
| 6 | Follow – Haswed |
| 7 | Hat – Intervacuum |
| 8 | Interval – Looie |
| 9 | Look – Mouke |
| 10 | Moul – Ovum |
| 11 | Ow – Poisant |
| 12 | Poise – Quelt |
| 13 | Quemadero – Roaver |
| 14 | Rob – Sequyle |
| 15 | Ser – Soosy |
| 16 | Soot – Styx |
| 17 | Su – Thrivingly |
| 18 | Thro – Unelucidated |
| 19 | Unemancipated – Wau-wau |
| 20 | Wave – Zyst |