| O 5º Poder | |
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| Brasil 1962 • p&b • 100 min | |
| Direção | Alberto Pieralisi |
| Produção | Carlos Pedregal |
| Lançamento | 1963 |
| Idioma | português |
O 5º Poder é um longa-metragem brasileiro de 1963 dirigido pelo diretor italiano Alberto Pieralisi e roteirizado e produzido pelo espanhol Carlos Pedregal. É considerado uma raridade do cinema brasileiro, visto que ficou fora de circulação da década de 1960 até o ano de 2006. Também é considerado um dos primeiros filmes brasileiros de ficção científica sérios. O filme é notável por ter sido lançado dois anos antes de um golpe militar.
Agentes estrangeiros de uma nação não identificada instalam clandestinamente em antenas de rádio e TV no Rio de Janeiro aparelhos que emitem ondas subliminares que alteram a percepção da população. Eles visam transformar o povo numa massa agressiva e imbecilizada, levando o país a um caos, permitindo tomar o governo para usurpar as riquezas naturais do Brasil. Um jornalista, Carlos, acompanhado da química Laura Leal, começa a investigar uma série de fatos e descobre os responsáveis pelos distúrbios.
O 5° Poder foi escrito e produzido pelo espanhol Carlos Pedregal, que acabou realizando apenas essa obra pela sua companhia, a Pedregal Filmes. Pedregal viajou da Espanha para a Argentina, terra natal de sua mãe, e de lá recebeu um visto temporário para trabalhar no Brasil como jornalista a partir de 1947. Ele então introduziu o conceito de publicidade subliminar no Brasil e começou a apresentar um programa chamado Revelações do Subconsciente na Rádio Globo em 1951. Mais tarde naquele ano, ele começou a apresentar um programa de televisão dedicado a experimentos psicológicos na Rede Tupi; ele lançou um segundo programa de televisão em 1958. Em 1961, Pedregal revelou que estava trabalhando no roteiro do que se tornaria O Quinto Poder. Buscando emular os métodos da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que utilizava estrangeiros na equipe técnica visando um acabamento de nível internacional, Pedregal contratou o diretor italiano Alberto Pieralisi (que havia morado no Brasil por vários anos, mas anteriormente trabalhado para a Cines e a Cinecittà na Itália), o diretor de fotografia turco Özen Sermet e o editor Ismar Porto.
O filme, que foi ambientado no Rio de Janeiro e apresentou cenas no bondinho do Pão de Açúcar e na estátua do Cristo Redentor, foi na época o filme mais caro feito no Brasil. Junto com Garrincha: Herói da Selva, o filme foi selecionado para representar o Brasil no 13º Festival Internacional de Cinema de Berlim.
Por volta da época do lançamento do filme, seus negativos e a maioria das cópias foram destruídos em um incêndio. O filme ficou fora de circulação durante 40 anos. Seus negativos foram destruídos, e a única cópia restante era a que foi exibida no mercado em Berlim, em 1963, um ano antes de Pedregal exilar-se devido ao golpe de 1964. Voltou a ser reexibido no Festival de Brasília de 2006.