| O Profeta da Fome | |
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José Mojica Marins em foto do Arquivo Nacional | |
| Brasil 1970 • p&b • 93 min | |
| Género | drama |
| Direção | Maurice Capovilla |
| Roteiro | Maurice Capovilla Fernando Peixoto |
| Elenco | Maurício do Valle José Mojica Marins Júlia Miranda Sérgio Hingst Jofre Soares |
| Idioma | português |
O Profeta da Fome é um filme brasileiro de 1970, roteiro e direção por Maurice Capovilla, como José Mojica Marins no papel principal. O longa conquistou várias categorias no Festival de Brasília, entre elas de melhor argumento e roteiro.
A história de um faquir que trabalha em um circo paupérrimo do interior. Quando o circo pega fogo ele inicia com sua mulher uma longa caminhada acompanhado pelo domador do circo, um homem violento e mau. Ao chegar em uma cidade em festa ele apresenta um número sensacional: o de um crucificado vivo. Ele atrai muita gente com o espetáculo mas é preso, e na prisão descobre a chave do sucesso: o jejum.
O filme é bem aceito pela crítica, com exibições no Festival de Berlim e no Festival de Brasília de 1970, em que recebe seis prêmios. No lançamento comercial, alguns críticos chamam atenção para o aspecto fragmentário e a coexistência de estilos. Com base em depoimentos de Capovilla, Alex Viany aponta a utilização de quatro tipos sucessivos de tratamento ao longo do filme: a "comédia circense", o "canto épico" inspirado na música de cordel, o "retrato da realidade brasileira" e, finalmente, o "teatro do absurdo". José Carlos Avellar, por sua vez, identifica "uma ligação íntima entre imagens reais e absurdas" e, em relação à situação de pobreza, salienta que "em lugar de uma visão calma e organizada, [...] O Profeta da Fome mostra [...] um retrato desordenado, desigual e incompleto feito por quem vive o problema".