Oklo é uma região geológica entre as cidades de Mounana e Franceville, na província de Alto Ogoué no Gabão, país situado na África Central. A descoberta em setembro de 1972 de vestígios de fissão nuclear naturais nas minas de urânio lá situadas despertou a curiosidade e interesse dos cientistas. Tais vestígios foram descritos como o Reator Nuclear Natural de Oklo, um local de enorme interesse científico.
O Gabão ainda era uma colônia francesa quando exploradores da Comissão de Energia Atômica descobriram urânio na região em 1956. A França imediatamente ordenou a abertura de minas, que seriam operadas pela Companhia das Minas d'Urânio de Franceville (COMUF), próximas a vila de Mounana para explorar as vastas quantidades identificadas do mineral. O Estado do Gabão recebeu uma parcela minoritária da companhia.
Por 40 anos a França extraiu urânio do Gabão, principalmente de Mounana. Após extraído o mineral era usado para geração de energia para a França e boa parte da Europa. Atualmente a mina não oferece mais o minério e encontra-se fechada.
Existem fortes evidências geoquímicas de que os depósitos de urânio na zona geológica de Oklo, entre Mounana e Francevile, comportavam-se como reatores de fissão nuclear naturais no período Pré-Cambriano: parte do urânio extraído possuía concentrações de U235 mais baixas do que o esperado, como se já estivessem estado em um reator. Geólogos descobriram que ele havia sido um reator há dois bilhões de anos. Naquele período o urânio natural possuía uma concentração de U235 de apenas 3%, e pode ter chegado a um estado crítico, tendo a água natural como um moderador de nêutrons.