| A. H. de Oliveira Marques | |
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| Nascimento | 23 de agosto de 1933 Estoril |
| Morte | 23 de janeiro de 2007 Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | bibliotecário, historiador, professor universitário, escritor |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade de Chicago, Universidade de Minnesota, Universidade da Flórida, Universidade Columbia, Universidade Estadual da Flórida, Universidade de Auburn, Universidade Nova de Lisboa |
António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques, conhecido como A. H. de Oliveira Marques GCL (Cascais, Estoril, São Pedro do Estoril, 23 de agosto de 1933 – Lisboa, 23 de janeiro de 2007) foi um destacado professor universitário, historiador e maçon português.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a tese A Sociedade em Portugal nos Séculos XII a XV (1956).
Estagiou na Universidade de Würzburg (Alemanha Ocidental).
Doutorou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1960 (Junho), com a dissertação, Hansa e Portugal na Idade Média.
Iniciou funções docentes em 1957, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exilado entre 1965 e 1970 nos Estados Unidos, lecionou em várias instituições, como a Universidade do Alabama, da Flórida, Columbia e Minnesota, entre outras.
Em 1970, durante a «Primavera Marcelista», regressou a Portugal, reingressando na universidade portuguesa depois da Revolução do 25 de Abril, em 1974.
Foi director da Biblioteca Nacional de Portugal entre 1974 e 1976.
Professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa (1976), foi presidente da comissão instaladora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade (1977 a 1980) e presidente do conselho científico desta Faculdade (1981-1983 e 1984-1986).
Foi presidente do Ano Propedêutico no ano lectivo de 1977-1978.
Em 1980 fundou o Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa.
O seu trabalho como historiador incidiu especialmente sobre a Idade Média, a Primeira República e a maçonaria.
Franco-mação desde 1973, foi eleito Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano (1984-1986) e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 (1991-1994).
Considerado um dos grandes historiadores portugueses contemporâneos, as suas obras, que se destacam em diversos domínios, são instrumentos de grande importância para os estudiosos da História de Portugal.
A sua participação na crise académica de 1962 resultante da luta promovida pelos estudantes contra a ditadura do Estado Novo, esteve na origem do seu afastamento da universidade portuguesa.
Devido à sua vida pessoal, foi hostilizado pela hierarquia universitária, particularmente por Virgínia Rau, e viu-se forçado a emigrar entre 1965 e 1970.
Terá prometido uma colaboração com a revista Cadernos Socialistas (1967-1969), sedeada em Lovaina, Bélgica, que tinha uma tiragem de 500-600 exemplares.
Faleceu aos 73 anos, no dia 23 de janeiro de 2007, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de problemas cardíacos.
Em 1982, em comemoração dos 25 anos sobre a publicação do seu primeiro estudo histórico, foram editados dois volumes com colaboração de historiadores portugueses e estrangeiros e intitulados Estudos de História de Portugal: Homenagem a A. H. de Oliveira Marques.
A 2 de outubro de 1998 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.
Desde 2013 o seu nome está consagrado na toponímia de Lisboa através da Rua Prof. Oliveira Marques, que foi inaugurada em junho de 2017 na Cidade Universitária. Está também consagrado na Escola Básica Professor Oliveira Marques (Lisboa) e no Jardim Professor Doutor A. H. de Oliveira Marques, em São Pedro do Estoril, seu local de nascimento.
Entre a sua vasta obra, conta-se:
| Precedido por — |
Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal 1974 — 1976 |
Sucedido por — |