| Ololygon | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Espécie-tipo | |||||||||||||||
| Hyla strigilata Spix, 1824 | |||||||||||||||
| Espécies | |||||||||||||||
50, ver texto | |||||||||||||||
Ololygon é um gênero de anfíbios anuros da família Hylidae, cujas espécies podem ser encontradas no Brasil, na Argentina e no Uruguai.
Suas espécies podem ser diferenciadas das demais de outros gêneros por serem pererecas de tamanho pequeno ou médio, por possuírem o ventre sem manchas, discos adesivos truncados e membranas interdigitais reduzidas, com exceção entre os dedos I e II, onde não há nenhuma membrana, e por depositarem seus ovos em córregos ou bromélias terrestres.
É composto por espécies que, anteriormente, estavam alocadas no gênero Scinax e pertenciam ao grupo da O. catharinae ou da O. perpusilla, mas que após uma revisão taxonômica realizada em 2016 pelos pesquisadores William Duelmann, Angela Marion e Blair Hedges, foram separadas em um novo gênero, após repararem divergências miológicas e osteológicas.
Atualmente, são conhecidas 50 espécies pertencentes a este gênero:
A biodiversidade deste gênero continua a ser documentada em ecossistemas brasileiros altamente ameaçados. Em março de 2026, pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicaram a descoberta de uma nova espécie endêmica do Cerrado do noroeste de Minas Gerais, nomeada Ololygon paracatu. A perereca foi encontrada vivendo de forma bastante restrita em matas de galeria associadas a córregos de águas rápidas nas cabeceiras do Rio Paracatu. A descoberta, além de ampliar a lista de anfíbios conhecidos deste gênero, serviu como um alerta sobre a urgência de conservação do equilíbrio hídrico da região.
O mapeamento de remanescentes da Mata Atlântica nordestina tem expandido o número de espécies conhecidas deste gênero. Em novembro de 2025, um grupo de pesquisadores da UECE, UFRPE e UFC publicou a descoberta de uma nova espécie de perereca endêmica de fragmentos florestais em Pernambuco. A espécie foi batizada de Ololygon paulofreirei, em homenagem direta ao educador brasileiro Paulo Freire. Medindo apenas entre 12,7 e 16,3 milímetros, o pequeno anfíbio foi identificado habitando poças provisórias dentro de matas preservadas, destacando-se por um canto longo e pulsado semelhante ao som de um grilo. A descrição utilizou taxonomia integrativa, alertando para a importância da conservação dos micro-habitats florestais no Nordeste.
O mapeamento de remanescentes florestais continua revelando a complexidade taxonômica deste gênero. [span_15](start_span)Em março de 2026, pesquisadores confirmaram a descoberta de uma nova espécie de perereca endêmica das matas associadas ao bioma Cerrado em Minas Gerais, batizada de Ololygon paracatu[span_15](end_span). [span_16](start_span)O anfíbio foi primeiramente distinguido de seus parentes próximos por peculiaridades no seu canto e por variações morfológicas, como a proporção da cabeça em relação ao focinho[span_16](end_span). [span_17](start_span)A confirmação definitiva como uma nova espécie só foi estabelecida após rigorosas análises de DNA, reforçando a importância do uso de ferramentas moleculares na documentação da biodiversidade neotropical[span_17](end_span).