
Opus craticium (do latim craticius, “formado por grade, rede, treliça”) é uma técnica construtiva da Roma Antiga baseada em uma armação de madeira preenchida com materiais diversos, frequentemente argamassa, seixos ou caixotagem de vime coberta por reboco. Usada sobretudo em paredes internas e divisórias, tornou-se notória nos subúrbios urbanos de Roma e em cidades como Pompeia e Herculano.
Apesar de sua fragilidade, o opus craticium foi uma resposta eficiente às necessidades demográficas e urbanísticas da Roma tardia: utilizava madeira local, permitia construções rápidas e econômicas, e otimizava espaços verticais, em especial em edifícios residenciais coletivos. No entanto, fatores como fogo, deterioração acelerada e a evolução de técnicas mais duráveis (ex: opus incertum, latericium) acabaram tornando-a obsoleta.
O opus craticium representa um elo significativo entre a arquitetura pré-mediterrânea e as estruturas de treliças medieval europeias. Registra uma fase de transição, marcada por soluções de adaptabilidade urbana e pragmatismo construtivo, além de fornecer conhecimentos valiosos sobre a carpintaria e técnicas populares romanas.