Orgulho louco

Parada do Orgulho Louco em Salvador, Brasil, em 2009.

O Orgulho Louco (em inglês: Mad Pride) surgiu no final do século XX, principalmente, em Londres, Reino Unido, como um movimento de massas de usuários dos serviços de saúde mental e pessoas alinhadas, e que indivíduos com a sua saúde mental patologizada devem se orgulhar de sua identidade 'louco'. No final da década de 1990, eventos semelhantes estavam sendo organizados sob o nome Orgulho Louco em todo o mundo, incluindo Austrália, Irlanda, Portugal, Brasil, Madagascar, África do Sul e Estados Unidos. Os eventos atraem milhares de participantes, de acordo com a MindFreedom International , uma organização de defesa da saúde mental dos Estados Unidos que promove e rastreia eventos gerados pelo movimento.

História

Bandeira de orgulho louco em Toronto, usada amplamente pelo Tumblr atualmente, como na subcultura MOGAI

O Orgulho Louco destina-se a recuperar os conceitos de "louco", "maluco", "doente mental", "deficiente mental" e assim por diante a partir da histeria tablóide dos meios de comunicação social e através de uma série de campanhas para reeducar o público em geral sobre matérias como as causas da "doença mental", as verdadeiras vítimas do sistema de saúde mental, bem como a pandemia global de suicídio. Os seus membros fundadores foram Pete Shaughnessy, Robert Dellar, Phil Murphy e Jim MacDougall, entre outros. Foi lançado juntamente com um livro com o mesmo nome de Orgulho Louco : Uma celebração da Cultura Louca.

Orgulho louco na literatura

Comentários decorrentes de obras literárias, tais como as do inglês republicano Jonathan Freedland e a popular romancista Clare Allan. O Orgulho Louco resiste à violência de muitas formas, tais como o coletivo sul-londrino Creative Routes, a Fundação Chipmunka e as muitas obras de Dolly Sen.

Orgulho louco no Brasil

No Brasil, existe uma Parada do Orgulho Louco, realizada anualmente (desde 2007) pelo Movimento Antimanicomial.

Ver também

Referências

  1. ↑ Cohen, Oryx (9 de março de 2017). «The Power of 'Healing Voices'» (em inglês). The Mighty. Consultado em 12 de setembro de 2018
  2. ↑ 'Mad Pride' Fights a Stigma
  3. ↑ Reale, Michael (19 de abril de 2013). «The design I'm going to test drive for Mad Pride 2013 – I think!». Mad Pride Toronto Flag Campaign (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2021
  4. ↑ Assumpção, Samara da Silva Freire (2004). «Benefício de prestação continuada: uma estratégia para autonomia?». Consultado em 17 de setembro de 2024
  5. ↑ Araújo, Cláudia Valéria Furtado de Oliveira (2001). Segregação, confinamento e silêncio na história da construção da loucura denunciada por Foucault. [S.l.]: Editora Gráfica LCR
  6. ↑ de Andrade, A. P. M. Efeitos de um pensamento desterritorializante: aprendizados e afetos plurais. ANTROPOLOGIAS DO CONTEMPORÂNEO, 32.
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  8. ↑ Gomes, Cristina Machado; Oliveira, Rafael Wolski de; Fischer, Maria de Fátima Bueno (27 de fevereiro de 2018). «Experienciação de Monitoria em Saúde Mental Coletiva no Curso de Psicologia». Consultado em 17 de setembro de 2024
  9. ↑ Andrade, Ana Paula Müller de (13 de abril de 2020). «Agenciamentos sociais e ações do Estado: Parada do Orgulho Louco no Brasil». Anuário Antropológico (v.45 n.2): 126–143. ISSN 0102-4302. doi:10.4000/aa.5851. Consultado em 17 de setembro de 2024
  10. ↑ «Insurgências da parada gaúcha do orgulho louco : cartgrafando vidas na loucura» (PDF). 2018
  11. ↑ Andrade, Ana Paula Müller de; Silva, Érica Quinaglia; Martinhago, Fernanda; Rossal, Marcelo (13 de abril de 2020). «Apresentação do Dossiê: Práticas, políticas e discursos no campo da saúde mental». Anuário Antropológico (v.45 n.2): 24–27. ISSN 0102-4302. doi:10.4000/aa.5777. Consultado em 17 de setembro de 2024

Ligações externas