
O Oriente (do latim oriens, de oriri «nascer, surgir» [do «Sol»]) é um dos quatro pontos cardeais, sendo sinônimo de leste (ou este) e levante.
Por extensão, é usado tradicionalmente para fazer referência a zonas do planeta Terra situadas a leste do meridiano de Greenwich, especificamente ao Extremo Oriente e ao Oriente Médio (também conhecido como Oriente Próximo). Em alguns casos, mais raros, faz-se referência a todo mundo oriental.
Para além da acepção geográfica, a palavra oriente tem uma conotação política e cultural - os ocidentais, ou seja, europeus e americanos, consideram os asiáticos como orientais (embora não considerem assim os povos da Oceania). As Civilizações Orientais (sumérios, persas, chineses, árabes, indianos, malaios, japoneses etc.) se formaram durante milênios. A Antiguidade e a Idade Média correspondem a dois períodos áureos das civilizações do oriente. Já o século XXI é tido como o século do ressurgimento oriental.
A divisão do mundo em Ocidente e Oriente é conhecida na Europa desde 292 d.C., quando o imperador romano Diocleciano dividiu o Império Romano em duas partes, cada uma administrada por um Augusto e um César (a Tetrarquia), sendo que a parte oriental se transformou no Império Bizantino. Já Caio Plínio Segundo (também chamado de Plínio, o Velho) referiu-se às gentes do Oriente em sua Naturalis Historia como os Seres.
A concepção de orientalismo - a mistificação ou redução do oriente a termos de estereótipos - é criticada pelo livro Orientalismo, do historiador Edward Said. Said demonstra que o Oriente é uma construção teórica imaginada por autores ocidentais e reúne povos tão distintos que não faz sentido usar o Oriente como uma unidade de análise ou denominador comum.
1) O vocábulo "Oriente" deriva do latim oriēns, orientis, que é a forma do Particípio Presente do verbo orior (surgir, nascer).[3] Literalmente, oriēns significa "o que está nascendo/surgindo". O termo foi substantivado para designar o ponto cardeal onde o sol nasce (*sol oriēns*), contrastando com o Ocidente (occidēns), o ponto onde ele se põe.
· Forma Gramatical: oriēns é o particípio presente, nominativo singular masculino, do verbo orior, orīris, ortus sum, orīri (verbo depoente, 4ª conjugação: "nascer", "surgir").
· Função no Contexto: Atua como um adjetivo verbal, concordando com o sujeito Apollo.
O uso do particípio presente para marcar esse “surgimento” é comum na literatura épica, como atestado em Virgílio, Eneida (Livro III, verso 508): “Irim namque oriēns de caelo misit Apollo” ("Pois Apolo, surgindo do céu, enviou Íris").
- Uso Adjetivo e Substantivação - Na seção sobre a Terceira Declinação, pois o particípio presente segue esse modelo (oriēns, orientis) e na seção sobre Adjetivos (páginas 22-24), pois o particípio presente atua como um adjetivo verbal.
- Uso verbal – Entre as páginas 50-73 (Seção "OS VERBOS" da gramática, conforme o sumário parcial disponível), onde são detalhadas as conjugações, os verbos irregulares e as formas nominais do verbo (particípios, gerúndio, etc.). A gramática explica que o particípio presente se forma a partir do tema do presente + o sufixo -ns (ori- + -ēns) e que ele se declina pela Terceira Declinação (tema em consoante/i).