Partido Ecologista "Os Verdes" Movimento Ecologista Português - Partido "Os Verdes" | |
|---|---|
| Sigla | PEV |
| Líder | Comissão Executiva Nacional (Liderança Coletiva) |
| Fundação | 1982 |
| Sede | Av. D. Carlos I, 146, 1.º Dto 1200 - 651 Lisboa |
| Ideologia | Ecossocialismo Política verde Euroceticismo |
| Espectro político | Esquerda |
| Publicação | Folha Verde (última edição: dezembro de 2021) |
| Ala de juventude | Ecolojovem |
| Antecessor | Movimento Ecologista Português - Partido "Os Verdes" |
| Membros (2007) | 5 300 / 6 000 |
| País | Portugal |
| Afiliação nacional | Coligação Democrática Unitária |
| Afiliação internacional | Global Verde |
| Afiliação europeia | Partido Verde Europeu |
| Assembleia da República | 0 / 230 |
| Parlamento Europeu | 0 / 21 |
| Presidentes de Câmaras Municipais | 0 / 308
|
| Cores | Verde |
| Símbolo eleitoral | |
| Página oficial | |
| osverdes.pt | |
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) é um partido político português verde. Foi fundado em 1982 e concorreu sempre a eleições em coligação com o PCP, primeiro na Aliança Povo Unido (APU) e depois na Coligação Democrática Unitária (CDU). Conta com uma intervenção e um conhecimento importantes nas áreas do ambiente e da ecologia.
Dos dez partidos eleitos em 2019 à Assembleia da República, o PEV era o único que nunca concorreu a eleições — sejam elas legislativas ou autárquicas — sozinho, tendo também apoiado sempre os mesmos candidatos presidenciais que o PCP. No entanto, Heloísa Apolónia, ex-líder parlamentar d'Os Verdes, afirmou que o partido "não tem medo de ir a eleições sozinho". Nas eleições legislativas de 2022 o PEV não conseguiu eleger nenhum deputado, deixando a Assembleia da República a partir da XV Legislatura. Nas eleições legislativas de 2024, também não conseguiu eleger nenhum deputado.
O Partido Ecologista "Os Verdes" nasceu em 1982 (com a então denominação de Movimento Ecologista Português - Partido "Os Verdes"), da vontade de um grupo de cidadãos de promover uma intervenção ecologista mais ativa na sociedade portuguesa.
Empenhados em alertar a opinião pública para os desafios ecológicos que então se colocavam a nível planetário, para os problemas de ambiente que também já se começavam a fazer sentir em Portugal e cientes ainda da urgência de encontrar respostas adequadas para os mesmos, o Partido Ecologista "Os Verdes" fixou como objetivo transportar estas preocupações para o mais alto nível institucional, em paralelo com o desenvolvimento de ações locais, de modo a contribuir para o crescimento da consciência ecologista dos cidadãos.
Para cumprir com estes objetivos, foram dinamizados os Coletivos Regionais do Partido Ecologista "Os Verdes", que não pararam de crescer desde então; promoveram-se iniciativas diversificadas, denunciaram-se problemas, exigiu-se a sua resolução junto do poder e refletir novas soluções para o futuro; delinearam-se estratégias políticas para garantir a representação de uma voz ecologista na Assembleia da República e no poder local. Neste sentido, o Partido Ecologista "Os Verdes" tem participado em várias coligações eleitorais com outros partidos (APU, CDU, Com Lisboa e outras). É frequentemente criticado por nunca ter ido a eleições sozinho, sendo amiúde apelidado de "apêndice do PCP".
Em 2017, o PEV votou, juntamente com o PS, PSD, BE e PCP, a favor da abolição do limite de angariação de fundos por parte de partidos políticos, permitindo assim que todos os partidos recebam "donativos" ilimitados por parte entidades privadas que, no entanto, não são obrigados a revelar publicamente. Apesar de discordar com a proposta, por preferir que os partidos fossem exclusivamente financiados pelo estado, o presidente da república Marcelo Rebelo de Sousa aprovou-a em 2018.
O Partido Ecologista "Os Verdes" está atualmente representado:
O Partido Ecologista "Os Verdes" está organizado:
A Ecolojovem - "Os Verdes" está representada no Conselho Nacional de Juventude e em vários Conselhos Municipais de Juventude.

Em 1987, o Partido Ecologista "Os Verdes" integrou a Coordenadora dos Verdes Europeus, tendo estado no seu executivo durante dois anos;
Em 1993, o Partido Ecologista "Os Verdes" foi membro fundador da Federação dos Partidos Verdes Europeus (hoje Partido Verde Europeu);
A Ecolojovem - "Os Verdes" (Juventude do Partido Ecologista "Os Verdes"), foi membro fundador da Federação de Jovens Ecologistas Europeus e integra a Rede de Jovens Ecologistas do Mediterrâneo.
O Partido Ecologista "Os Verdes" integra a Global Verde (Global Greens, em inglês) que é uma rede internacional de Partidos Verdes cujos princípios estão definidos na Carta dos Verdes Mundiais afirmados na sua fundação, em Abril de 2001 em Camberra (Austrália).
Actualmente a organização é constituída por quatro federações que estão se organizando para evoluir de forma cada vez mais internacional:
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Sem representação parlamentar | |||
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Sem representação parlamentar | |||
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Sem representação parlamentar | |||
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Setúbal | José Luís Ferreira | Presidente do Grupo Parlamentar | |
| Lisboa | Mariana Silva |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | José Luís Ferreira | ||
| Setúbal | Heloísa Apolónia | Presidente do Grupo Parlamentar |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | José Luís Ferreira | ||
| Setúbal | Heloísa Apolónia | Presidente do Grupo Parlamentar |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | José Luís Ferreira | ||
| Setúbal | Heloísa Apolónia | Presidente do Grupo Parlamentar |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Francisco Madeira Lopes | ||
| Setúbal | Heloísa Apolónia | Presidente do Grupo Parlamentar |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Isabel Castro (2002-2004) | Presidente do Grupo Parlamentar (2002-2004) | |
| Francisco Madeira Lopes (2004-2005) | |||
| Setúbal | Heloísa Apolónia | Presidente do Grupo Parlamentar (2004-2005) |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Isabel Castro | Presidente do Grupo Parlamentar | |
| Setúbal | Heloísa Apolónia |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Isabel Castro | Presidente do Grupo Parlamentar | |
| Setúbal | Heloísa Apolónia |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Isabel Castro | Presidente do Grupo Parlamentar | |
| Setúbal | André Martins |
| Círculo | Deputado | Cargos | Notas | Refs. |
|---|---|---|---|---|
| Lisboa | Herculano Pombo | Em dezembro de 1990, passam a independentes. | ||
| Setúbal | Maria Amélia Santos | Presidente do Grupo Parlamentar |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | Maria Amélia Santos |
| Círculo | Deputado | Cargos | Refs. |
|---|---|---|---|
| Lisboa | António Gonzalez |
| Data | Líder | Deputados | +/- | Status | Notas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1983 | António Gonzalez | 1 / 250 |
Oposição | Integrado na Aliança Povo Unido | |
| 1985 | Maria Amélia Santos | 1 / 250 |
Oposição | Integrado na Aliança Povo Unido | |
| 1987 | 2 / 250 |
Oposição | Integrado na Aliança Povo Unido. Em dezembro de 1990, passam a independentes. | ||
| 1991 | Isabel Castro | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 1995 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 1999 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2002 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2005 | Heloísa Apolónia | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2009 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2011 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2015 | 2 / 230 |
Oposição (outubro-novembro de 2015) |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| Apoio parlamentar (novembro de 2015- outubro de 2019) | |||||
| 2019 | 2 / 230 |
Oposição | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2022 | 0 / 230 |
Extra-parlamentar | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2024 | 0 / 230 |
Extra-parlamentar | Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 2025 | 0 / 230 |
Extra-parlamentar | Integrado na Coligação Democrática Unitária |
| Data | Cabeça de lista | Deputados | +/- | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1987 | 0 / 24 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 1989 | Maria Amélia Santos | 1 / 24 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 1994 | 0 / 25 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | ||
| 1999 | Manuela Cunha | 0 / 25 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2004 | Heloísa Apolónia | 0 / 24 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2009 | Francisco Madeira Lopes | 0 / 22 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2014 | Manuela Cunha | 0 / 21 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2019 | Mariana Silva | 0 / 21 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária | |
| 2024 | Mariana Silva | 0 / 21 |
Integrado na Coligação Democrática Unitária |
| Data | Candidato apoiado |
1.ª Volta | 2.ª Volta | Notas | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cl. | Votos | % | Cl. | Votos | % | |||
| 1991 | Maria Amélia Santos | Maria Amélia Santos desistiu a favor de Mário Soares | ||||||
| 1996 | Jorge Sampaio | Jerónimo de Sousa desistiu a favor de Jorge Sampaio | ||||||
| 2001 | António Abreu | 3.º | 223 196 | 5,16 / 100,00 |
||||
| 2006 | Jerónimo de Sousa | 4.º | 474 083 | 8,58 / 100,00 |
||||
| 2011 | Francisco Lopes | 4.º | 301 017 | 7,14 / 100,00 |
||||
| 2016 | Sampaio da Nóvoa | 2.º | 1 062 138 | 22,88 / 100,00 |
O PEV recomendou o voto em 3 candidatos. | |||
| Marisa Matias | 3.º | 469 814 | 10,12 / 100,00 | |||||
| Edgar Silva | 5.º | 183 051 | 3,94 / 100,00 | |||||
| 2021 | João Ferreira | 4.º | 179 764 | 4,31 / 100,00 |
||||