Óstraco

Óstraco de Címon, estadista ateniense, onde se lê o seu nome (Κίμων ο Μιλτιάδου)

Óstraco ou óstracon (em grego: όστρακον, ostrakon, plural όστρακα, ostraka) é um fragmento de cerâmica (ou pedra), normalmente quebrado de um vaso. Essas peças eram usadas para documentar procedimentos oficiais, mensagens curtas, notas e avisos. Era um material mais barato que papiro ou couro. Graças à sua durabilidade, um grande número de peças foram preservadas.

Em Atenas, na Grécia Antiga, o fragmento de cerâmica era usado para votar a punição para o ostracismo.

Sítios

Os óstracos existentes podem ser encontrados em várias regiões do Oriente Próximo, especialmente na região do Levante. Uma centena de óstracos foram descobertos na cidade israelita de Samaria.

Embora relacionados aos locais no Egito que tiveram um período de dominação romana, os fragmentos foram encontrados em vários outros lugares, como: Dura Europo (Síria), Masada (Israel), Bu Njem (atualmente Golaia, na Líbia), Jerba e Cartago (Tunísia).

Os mais conhecidos óstracos encontrados na Palestina são as Cartas de Laquis, que compreendem 21 óstracos encontrados no sítio de Tel Duveir, entre 1932 e 1938. Todos datam do fim do período de ocupação judaíta, em Laquis, antes de sua destruição pelas mãos de Nabucodonosor II, em 586 a.C.

Galeria

Referências

  1. ↑ Scott Hahn. Catholic Bible Dictionary. Doubleday Religious Publishing Group; 2009. ISBN 978-0-385-53008-8. p. 666.
  2. ↑ Simon Hornblower; Antony Spawforth; Esther Eidinow. The Oxford Classical Dictionary. Oxford University Press; 2012. ISBN 978-0-19-954556-8. p. 1053.
  3. ↑ Chris A. Rollston. Writing and Literacy in the World of Ancient Israel: Epigraphic Evidence from the Iron Age. Society of Biblical Lit; 2010. ISBN 978-1-58983-107-0. p. 66–67.
  4. ↑ J. Theodore Peña. Roman Pottery in the Archaeological Record. Cambridge University Press; 2007. ISBN 978-1-139-46427-7. p. 160.
  5. ↑ John D. Currid. Doing Archaeology in the Land of the Bible: A Basic Guide. Baker Academic; 1999. ISBN 978-0-8010-2213-5. p. 83.
  6. ↑ Eduardo Carlos Bianca Bittar. Curso de filosofia aristotélica. Manole; 2003. ISBN 978-85-204-1607-5. p. 1206.
  7. ↑ Sara Forsdyke. Exile, Ostracism, and Democracy: The Politics of Expulsion in Ancient Greece. Princeton University Press; 2009. ISBN 1-4008-2686-1. p. 176.
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