| Parque Estadual e Turístico do Alto Ribeira | |
|---|---|
| Categoria II da IUCN (Parque Nacional) | |
| Localização | |
| País | Brasil |
| Localidade mais próxima | Iporanga |
| Área | 35.712 hectares |
| Criação | 19 de maio de 1958 (68 anos) |
| Gestão | Instituto Florestal |
| Sítio oficial | www.fflorestal.sp.gov.br |
| Coordenadas | 24° 27′ 36″ S, 48° 36′ 00″ O |
| Nome oficial | Reservas de Mata Atlântica do Sudeste |
| Tipo | Natural |
| Critérios | vii, ix, x |
| Data de registro | 1999 (10ª sessão) |
| Referência | 893 |
| País | Brasil |
| Região | Américas |
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O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, mais conhecido pela sigla PETAR, é um parque brasileiro localizado no sul do estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga. Foi criado com o objetivo de melhorar o conceito de meio-ambiente do público, com inciativa dos estudos ecológicos da Universidade de São Paulo (USP), que fizeram com que o governo decretasse a lei n° 32 283, que permitiria fechar aquela área para turismo nas cavernas, cachoeiras e florestas e para estudos de universidades e laboratórios de pesquisa ecológicos sobre a Mata Atlântica.
Rico em diversidade e belezas naturais, possui um dos maiores números de cavernas do mundo e é considerado um Patrimônio Mundial pela Unesco.
O PETAR possui uma área de 35 772,5 hectares ao todo e aproximadamente 36 000 hectares de um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica no estado de São Paulo. Suas montanhas, vales, cachoeiras, rios de águas cristalinas, cavernas, fauna e flora exuberantes tornaram o PETAR um ponto muito importante para o estudo da Mata Atlântica e para o ecoturismo brasileiro. A presença das cavernas em conjunto com a Mata Atlântica preservada propicia ao visitante conhecer diversos ambientes, passar por alguns obstáculos, tomar banho de cachoeiras fora e dentro de cavernas. Sua grande diversidade de roteiros permite agradar desde aos iniciantes até aos veteranos.
O PETAR recebe cerca de 2 600 turistas no verão, e aproximadamente 1 500 no período do inverno. Este turismo é praticado na maioria das vezes por escolas e faculdades, que buscam aumentar o conhecimento de seus alunos.
No PETAR é possível praticar desde ecoturismo, esportes de aventura como rapel, escalada, ciclismo, e boia cross, observação de fauna e flora e pesquisa, exploração de cavernas (Espeleo), Cascading (rapel em cachoeiras), Rapel em Abismos à Boia Cross nas águas cristalinas do Rio Betari.
O PETAR possui quatro “Núcleos” para a visitação turística: Núcleo Santana, Núcleo Ouro Grosso, Núcleo Casa de Pedra, Núcleo Caboclos. Os mais frequentados são o Núcleo Santana e o Núcleo Ouro Grosso.
É o principal núcleo de visitação do PETAR. Localiza-se no vale do rio Betari, uma das paisagens mais notáveis da região. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor) e a trilha do Morro-Preto Couto (Caverna Morro Preto, cachoeira do Couto e Caverna do Couto). Suas trilhas são de fácil acesso e estão localizadas ao lado do Bairro da Serra - Iporanga, onde encontram-se a maioria das pousadas. A área de camping no núcleo de Santana não existe mais. O local também é muito visitado por escolas em atividades de Estudo do Meio.
Situado no bairro da Serra (Vale do Betari), conta com um centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e à rede escolar, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região. Nesse núcleo situa-se a caverna Ouro Grosso, que é considerada por muitos espeleólogos, uma das mais difíceis do parque a ser concluída, devido a sua formação. Também faz parte desse núcleo a Caverna do Alambari de Baixo, a qual você passa por uma trilha dentro do rio na Caverna.
Localizado na parte alta do PETAR, o Núcleo Caboclos é o que possui menor infraestrutura, havendo apenas alojamento para pesquisadores e um espaço para montagem de barracas, com acesso a banheiros e chuveiros. Não há pousadas nem energia elétrica, portanto não há banho quente. As cavernas próximas ao núcleo fazem parte da Trilha do Chapéu (roteiro das cavernas Chapéu, Chapéu Mirim I e II e Aranhas). As cavernas mais distantes, Cavernas Temimina I e II são consideradas uma das mais belas do parque, por terem uma floresta em seus pórticos.
As cavernas abertas para visitação separadas por núcleos são:
Núcleo Santana
Núcleo Ouro Grosso
Núcleo Caboclos
Núcleo Casa de Pedra

Núcleo Santana
Núcleo Ouro Grosso
Núcleo Caboclos
Núcleo Casa de Pedra
O parque é composto principalmente por floresta ombrófila densa sobre solo cárstico. Por ser o principal representante dessa variedade de floresta no país, sua fisionomia é extremamente importante por apresentar uma floresta madura com espécies emergentes. A sua fauna é extremamente abundante, com o registro de 319 espécies de avifauna, 23 de médios e grandes mamíferos, 91 de pequenos mamíferos, 65 de anfíbios e 32 de répteis. Além de espécies viventes, em suas cavernas foram encontrados fósseis e subfósseis de animais extintos, como preguiças-gigantes e o morcego-vampiro Desmodus draculae
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