Erwin Panofsky

Erwin Panofsky
Nascimento30 de março de 1892
Hanôver
Morte14 de março de 1968 (75 anos)
Princeton
CidadaniaAlemanha, Estados Unidos
CônjugeDora Panofsky, Gerda Panofsky-Soergel
Filho(a)(s)Hans Panofsky, Wolfgang Panofsky
Alma mater
Ocupaçãohistoriador da arte, professor universitário, crítico de arte, escritor
Distinções
  • Ordem do Mérito para as Artes e Ciência (1967)
  • Haskins Medal (1962)
  • Corresponding Fellow of the Medieval Academy of America (1937)
Empregador(a)Universidade de Princeton, Universidade Harvard, Universidade de Hamburgo, Universidade de Nova Iorque, Instituto de Estudos Avançados de Princeton
Orientador(a)(es/s)Wilhelm Vöge
Obras destacadasSaturn and Melancholy, Early Netherlandish Painting

Erwin Panofsky (Hanôver, 1892 – Princeton, Nova Jérsia, 1968) foi um crítico e historiador da arte alemão, um dos principais representantes do chamado método iconológico, estudos acadêmicos em iconografia.

Biografia

Discípulo de Aby Warburg, Panofsky graduou-se em 1914 na Universidade de Friburgo, com uma tese sobre o pintor alemão Albrecht Dürer, depois de estudar em várias universidades alemãs.

Em 1916 casou-se com Dora Mosse, também historiadora da arte. Em 1924 aparece a primeira de suas grandes obras: Idea: uma contribuição para a história das ideias na história da arte, em que examina a história da teoria neoplatônica na arte.

Entre 1926 e 1933 foi professor na Universidade de Hamburgo, onde havia começado a lecionar em 1921. Era de ascendência judia e abandonou a Alemanha quando os nazis tomaram o poder em 1933, instalando-se nos Estados Unidos, para onde havia viajado como professor convidado em 1931. Foi professor no Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Princeton (1935-1962), mas também trabalhou nas universidades de Harvard (1947-1948) e Nova Iorque (1963-1968).

Para Panofsky a História da Arte é uma ciência em que se definem três momentos inseparáveis do ato interpretativo das obras em sua globalidade: a leitura no sentido fenomênico da imagem; a interpretação de seu significado iconográfico; e a penetração de seu conteúdo essencial como expressão de valores. A arte medieval e do Renascimento (que estudou profundamente), estão definidos em seu livro Renascimentos e Renascimentos na Arte Ocidental.

Foi amigo de Wolfgang Pauli, um dos criadores da física quântica.

Iconografia e iconologia

Panofsky fazia distinção entre iconografia e iconologia, em Estudos em Iconologia (1939) dando exemplos sobre as diferenças. Ele definiu iconografia como o estudo tema ou assunto, e iconologia o estudo do significado. Ele exemplifica o ato de um homem levantar o chapéu. Num primeiro momento (ICONOGRAFIA) é um homem que retira da cabeça um chapéu, num segundo momento, (ICONOLOGIA) menciona que ao levantar o chapéu educadamente, esse gesto é "resquício do cavalheirismo medieval: os homens armados costumavam retirar os elmos para deixarem claras suas intenções pacíficas". Enfatizando a importância dos costumes cotidianos para se compreender as representações simbólicas.

Em 1939, o livro Estudos em Iconologia, Panofsky detalha suas ideias sobre os três níveis da compreensão da história da arte:

Para Panofsky, era importante considerar os três estratos como ele examinou a arte renascentista. Irving Lavin diz que "era esta insistência sobre o significado e sua busca — especialmente nos locais onde ninguém suspeitava que havia — que levou Panofsky a entender a arte, não como os historiadores haviam feito até então, mas como um empreendimento intelectual no mesmo nível que as tradicionais artes liberais".

Livros

Obras traduzidas

Seleção Bibliográfica

Ver também

Ligações externas

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