| Onça-pintada-amazônica | |||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||||
Quase ameaçada | |||||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||||||||
Panthera onca onca Lineu, 1758 | |||||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||
A onça-pintada-amazônica (Panthera onca onca) também chamada de jaguar-amazônico, é uma subespécie de onça-pintada que ocorre na região Norte da América do Sul, sendo um animal nativo da bacia amazônica.
A onça-amazônica é de porte menor comparado a outras populações, como a onça-pantaneira, sendo consideradas as menores onças ao lado de subespécies da América Central e do Norte.
Essa população pesa de 20 a 70 kg, com alguns dos maiores pesos registrados sendo batidos por um espécime chamado Galego que atingiu por volta de 72 kg de peso, mas machos podem pesar até 113 kg no limiar superior de sua capacidade, com as fêmeas pesando entre 29 a 54 kg. Medem de 1,70 à 2,30 metros de comprimento, uma população notadamente dimórfica, as fêmeas são cerca de 10 a 20% menores que os machos.
O melanismo é uma mutação genética mais comum nessa subespécie dado ao ambiente propício oferecido pela Floresta amazônica, de ambientes escuros e fechados que permitem melhor camuflagem. Onças pretas possuem comprovada vantagem ao caçar em florestas durante o dia, com onças de coloração clara caçando a noite e em locais mais abertos, mas não sendo uma condição ausente de custos dado que devido a espécimes melanísticos não possuírem manchas brancas nas orelhas, que são importantes para a comunicação visual intraespecífica. Onças pretas tendem a compor cerca de 6 a 10% da população desses felinos.
Como a maioria dos felídeos, a onça-amazônica é um animal solitário. Os machos possuem áreas de vidas maiores e frequentemente sobrepõem o território de várias fêmeas aos seus próprios. Os jaguares machos tendem a ter áreas de vida de 77,8 km² ao contrário das fêmeas que possuem áreas de vida de 19,5 km². Sabe-se que onças-da-Amazônia é relativamente pouco perturbada pela presença humana, com machos sendo mais tolerantes a presença humana, mas sendo as fêmeas que se registram com mais facilidade ao redor de assentamentos humanos.
A onça-da-amazônia possui uma dieta ampla e diversificada, uma vez que podem predar desde capivaras, jacarés, veados, antas, raposas, cães e até sucuris. Essas onças se especializam em presas também com base nas oportunidades de captura, durante as cheias, essas onças predam animais arborícolas como bugios e preguiças. Com as onças em outras instâncias oportunistas predando princiaplmente tamanduás-bandeira, caititus e queixadas. Esses felinos também se alimentam bastante de répteis, predando em particular o jacaré-açu e o jacaré-tinga, as onças caçam ativamente ambos e atacam os ninhos destes, apesar de caçar ambos os répteis, as onças atacam o jacaré-tinga com mais frequência dado ao porte menor e ficar mais tempo em terra. Alguns espécimes também se alimentam tartarugas-marinhas, especialmente quando estas vem para nidificar em praias.