Este artigo não cita fontes confiáveis. (agosto de 2015) |
| Manuscrito do Novo Testamento | |
| Sinal | |
|---|---|
| Texto | Evangelho segundo João |
| Data | por volta de 200 d.C |
| Achado | Jabal Abu Mana, Egipto |
| Agora está | Biblioteca Bodmeriana |
| Categoria | I |
O Papiro 66 (66) é um antigo papiro do Novo Testamento que contém um codex quase completo do Evangelho segundo João e faz parte dos Papiros de Bodmer.
O manuscrito contém João 1:1–6:11, 6:35b–14:26, 29–30; 15:2–26; 16:2–4, 6–7; 16:10–20:20, 22–23; 20:25–21:9, 12, 17. É um dos manuscritos do Novo Testamento mais antigos e bem preservados que se conhece.
O manuscrito foi encontrado em 1952 em Jabal Abu Mana perto de Dishna (Egito). O nível de preservação de 𝔓 66 surpreendeu os estudiosos porque as primeiras 26 folhas estavam basicamente totalmente intactas e até mesmo a costura da encadernação permaneceu.
Foi publicado em 1956 e foi a publicação de manuscrito do Novo Testamento mais importante desde os Papiros Chester Beatty em 1933-1934.
Atualmente, encontra-se guardado na Biblioteca Bodmeriana, em Cologny-Genebra, Suíça. O papiro contém 39 fólios – ou seja, 78 folhas, 156 páginas – com dimensões de 14,2 cm x 16,2 cm cada folha e aproximadamente 15 a 25 linhas por página.
Seu editor original atribuiu o códice ao início do terceiro século, por volta do ano 200 d.C., com base em seu estilo de caligrafia. Herbert Hunger posteriormente afirmou que a caligrafia deveria ser datada de um período ainda mais antigo, em meados ou início do segundo século.
Mais recentemente, Brent Nongbri produziu um estudo mais amplo do códice e argumentou que, ao se levar em consideração o formato, as técnicas de construção e a proveniência do códice, juntamente com a caligrafia, é mais razoável concluir que o códice foi produzido "no início ou meados do século IV".
Em comum com os outros papiros antigos sobreviventes do Evangelho de João e com a maioria dos unciais do Novo Testamento, o Papiro 66 não inclui a Perícope da Adúltera (7:53-8:11)
O manuscrito também contém, consistentemente, o uso de Nomina sacra .
Estudos realizados por Karyn Berner e Philip Comfort afirmaram que 𝔓 66 teve o trabalho de três indivíduos: o escriba profissional original; um corretor minucioso; e um corretor secundário. Mas, mais recentemente, James Royse argumenta que, com a possível exceção de João 13:19, as correções são todas da autoria do copista original.
O estaurograma, que é combinação das letras tau e rho, aparecem em pelo menos dez lugares no papiro.
Em João 13:5, há uma variante textual única: ποδονιπτηρα (podoniptēra, "bacia para os pés") em vez de νιπτηρα (niptēra, "bacia").
Em João 13:7, aparece αρ (erro) em vez de αρτι (agora).