| Nome | Paris Football Club | ||
|---|---|---|---|
| Alcunhas | Les Parisiens (Os Parisienses) Les Bleus (Os Azuis) | ||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | parisiense | ||
| Principal rival | Red Star PSG | ||
| Fundação | 1 de agosto de 1969 (57 anos) | ||
| Estádio | Jean-Bouin | ||
| Capacidade | 20.000 lugares | ||
| Localização | Paris, Île-de-France, França | ||
| Proprietário(a) | Bernard Arnault (52.4%) Alter Paris (29.8%) Red Bull GmbH (10.6%) BRI Sports Holdings (7.2%) | ||
| Presidente | Pierre Ferracci | ||
| Treinador(a) | Liam Rosenior | ||
| Patrocinador(a) | Victorius Bahrain | ||
| Material (d)esportivo | Adidas | ||
| Competição | Ligue 1 Copa da França | ||
| Website | parisfc.fr | ||
Paris Football Club, comumente referido como Paris FC, é um clube de futebol francês, localizado na região leste de Paris. Manda seus jogos em casa no Stade Jean-Bouin, para 20.000 espectadores. Atualmente compete na Ligue 1, a primeira divisão do sistema de ligas da França. Eles são apelidados de Les Bleus (Os Azuis) por sua cor de camisa, e seu brasão apresenta a Torre Eiffel.
Fundado em 1969, o clube se juntou ao Stade Saint-Germain para formar o Paris Saint-Germain em 1970, mas acabou se separando em 1972. Desde 2025, o clube joga no Stade Jean-Bouin, separado do Parc des Princes do Paris Saint-Germain apenas por 44 metros. Essa mudança de endereço tornou os dois rivais, a nível mundial, nos clubes com estádios de futebol mais geograficamente próximos.
Desde 2024, o Paris FC é de propriedade majoritária do Agache Sport da família Arnault, que atualmente detém 52,4% das ações. O conglomerado austríaco Red Bull GmbH possui 10,6%, Alter Paris, liderado por Pierre Ferracci, possui 29,8% e a BRI Sports Holdings possui 7,2% das ações do clube.
O Paris FC foi criado no intuito de estabelecer um clube forte de futebol na capital francesa, diante das campanhas ruins do trio Red Star, Racing Club de France e Stade Français ao longo da década de 1960 - todos rebaixados em algum momento naquele período, com Red Star e Racing recorrendo a fusões para retornarem à primeira divisão ao fim da década. Os fundadores do Paris também enxergaram a necessidade de uma fusão, unindo-se ao longevo Stade Saint-Germain em 1970 para formar o Paris Saint-Germain. A união rendeu um imediato título na Ligue 2 da temporada 1970-71, mas a campanha decepcionante de estreia do PSG na elite (dividindo-se com o Red Star a última colocação acima dos rebaixados) colocou o novo clube em complicada situação financeira. O governo municipal concordou em ajudar desde que a equipe voltasse a adotar o nome mais atrativo de Paris FC.
A imposição governamental foi atendida, mas em contrapartida dissidentes descontentes desfizeram a união clubística. Mantendo-se o nome de Paris Saint-Germain, eles recriaram este clube na terceira divisão da temporada 1972-73 enquanto o Paris FC disputou a primeira. Contando com o astro Jean Djorkaeff, remanescente do projeto do PSG, o Paris foi 12º em sua primeira temporada como clube independente na primeira divisão. Na segunda, o time foi antepenúltimo e rebaixado, enquanto ao mesmo tempo o PSG conseguia dois acessos seguidos para voltar à Ligue 1.
Até o início da década de 2020, o Paris FC só estaria uma vez mais na primeira divisão, na temporada 1978-79. Embora reforçado com um atacante pré-convocado à Seleção Argentina de Futebol da Copa do Mundo FIFA de 1978, Humberto Bravo, o clube foi logo rebaixado, ainda que saísse invicto nos dois duelos com o PSG: 1–1 como mandante e 2–2 como visitante.
Na temporada 1982-83, chegou a realizar outra fusão, com o tradicional Racing Club de France, cedendo-lhe o plantel profissional, embora mantivesse um elenco amador próprio. A perda da condição formal de profissional, contudo, rebaixou administrativamente o Paris à terceira divisão, e em campo seus amadores terminaram rebaixados à quarta ao fim daquela mesma temporada - e à quinta divisão ao fim da temporada 1984-85. O clube conseguiu acesso de volta à quarta na temporada 1988-89 e à terceira na seguinte.
O Paris permaneceu na terceira divisão ao longo da década de 1990, tendo sua melhor campanha com dois terceiros lugares (em 1991-92 e em 1996-97), mas sem obter o acesso. Ao fim da temporada 1999-2000, voltou a ser rebaixado à quarta, retornando à terceira na temporada 2005-06 ao liderar o Grupo D.
Na temporada 2009-10, já na 3ª divisão, o time ficou com a sexta posição do campeonato. Mas na de 2010-11 o time regrediu bastante e ocupou apenas a décima segunda posição, com 49 pontos. Após bela campanha no Championnat National (terceira divisão), conseguiu o acesso para a Ligue 2 na temporada 2014-15, com 19 vitórias e 66 pontos. Existia asso, grande expectativa para boa participação da equipe, mas o resultado inicial foi um desastre: o Paris ocupou a última colocação com apenas 4 vitórias, decretando assim, o retorno à terceira divisão. Porém, pôde voltar à Ligue 2 graças ao banimento do SC Bastia de competições profissionais francesas.
No seu novo retorno à Ligue 2, a equipe conseguiu uma campanha excepcional, ocupando a oitava posição com 61 pontos, ficando bem próximo da zona de playoffs do campeonato. Contudo, na edição de 2019-20 da segunda divisão francesa, ocupou apenas a 17ª posição, com 28 pontos, dois acima do primeiro time na zona de rebaixamento (o Niort).
Em 2020, o governo do Bahrein adquiriu cerca de 20% do time por 5 milhões de euros (R$ 30 milhões naquele momento). A compra colocou o slogan “Explore o Bahrein” nos uniformes e permitiu o início de um projeto de desenvolvimento para a equipe, à época na Terceira Divisão. Mas as cifras do Paris FC cresceram ainda mais com uma união recente e estratégica entre a Agache Sport e a RedBull, em novembro de 2024. De um lado, a empresa comandada pelo grupo Arnault e presidida pelo homem mais rico da Europa, Bernard Arnault. Do outro, um conglomerado multinacional voltado para o esporte. Inicialmente, a família Arnault adquiriu 52,4% do Paris, enquanto a RedBull ficou com 10,6%. Os outros 37% foram divididos entre com o presidente, Pierre Ferracci, e a holding BRI Sports. O plano é que até 2027 os novos investidores detenham 95% das ações - 80% para os donos da LV e 15% para a empresa de energéticos.
Na temporada 2024-25, o clube foi vice campeão da Ligue 2, assim conseguindo a promoção para disputar a Ligue 1 após 46 anos. Em seu primeiro reencontro com o Paris Saint-Germain desconsiderando-se amistosos desde 1979, perdeu de somente 2–1 como visitante no Parc des Princes para o recém-campeão intercontinental de 2025.
Apenas oito dias depois, ambos encontraram-se outra vez, pelas oitavas-de-final da Copa da França de Futebol, com revanche: o Paris FC eliminou o vizinho por 1–0, com gol de Jonathan Ikoné, ele próprio ex-jogador do PSG. Foi a primeira vitória do PFC no duelo, a servir também para igualar as estatísticas do confronto direto.