| Parque Nacional de Awash | |
|---|---|
| Categoria II da IUCN (Parque Nacional) | |
Rio Awash | |
| Localização | Etiópia |
| País | Etiópia |
| Localidade mais próxima | Adama (145 km) |
| Área | 598 km² |
| Criação | 1966 |
| Gestão | Autoridade Etíope de Conservação da Vida Selvagem [en] |
| Coordenadas | 9° 00′ 00″ N, 40° 00′ 00″ L |
| Localização na Etiópia | |
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O Parque Nacional de Awash é um parque nacional da Etiópia. Situado na fronteira entre as regiões de Oromia e de Afar, o parque abrange uma área de cerca de 598 km², com altitudes que vão de 750 a 2.007 metros. Estendendo-se pelo extremo sul da região de Afar e pelo canto nordeste da Zona de Shewa Oriental [en], em Oromia, o parque fica a 225 km a leste de Adis Abeba (e a poucos quilômetros a oeste de Awash [en] e a leste de Metehara [en]).
O parque fica numa importante rota de aves migratórias e abriga quase metade das espécies de aves do bioma somali-masai.
O Parque Nacional de Awash foi criado em 1966, mas só recebeu estatuto legal em 1969. Os pastores karrayyu [en], de etnia oromo, perderam parte de suas pastagens ao longo do rio Awash para o parque nacional, para fazendas estatais e para o crescimento das cidades da região, entre elas Haroo Adii, surgida com a construção da usina de açúcar de Metehara em 1967. O parque também é palco de disputas sobre o direito tradicional dos pastores karrayyu, afar e itu de usar suas pastagens na estação seca.

Tendo como limite sul o rio Awash, o Parque Nacional de Awash é coberto principalmente por bosques de acácias e por campos. A rodovia Adis Abeba–Dire Daua atravessa o parque, separando as planícies de Illala Saha, ao sul, do vale de Kudu, ao norte. Mais ao sul do parque, o desfiladeiro do rio Awash abriga quedas-d'água, como as cataratas de Awash. Na parte alta do vale de Kudu [en], em Filwoha, há águas termais em meio a bosques de palmeiras que prosperam no leito do rio. O parque abriga o monte Fentale [en], um estratovulcão semiadormecido que domina a metade norte do parque e atinge 2.007 metros de altitude.
O parque tem duas estações chuvosas: a principal, de julho a setembro, e uma mais curta, de fevereiro a abril. A precipitação média anual é de 512 mm.

A vegetação do Parque Nacional de Awash é dominada por gramíneas, arbustos e bosques de acácias, adaptados a longos períodos de seca. Campos, savanas [en] e matagais predominam na paisagem. Exemplares de Hyphaene thebaica [en] e de Balanites aegyptiaca encontram-se dispersos pelos locais de Filwoha e Doha, no Parque Nacional de Awash. As palmeiras são usadas como locais de dormida pelos babuínos-sagrados.


Foram registradas no parque 81 espécies de mamíferos e 43 de répteis. Os órix-beisa são comuns no parque. Outras espécies do parque incluem porcos-formigueiros, lobos-da-terra, caracais, servais, hipopótamos, porcos-espinhos-de-crista-africanos, hienas-malhadas, hienas-riscadas, leões, leopardos, guepardos, gazelas-de-sömmerring, cobos-de-crescente, lontras-de-pescoço-pintado, damões-do-cabo, cabras-das-pedras, dik-diks-de-salt, cudos-menores, cudos-maiores e facoceros-comuns. Exemplares de Alcelaphus buselaphus swaynei [en], subespécie da vaca-do-mato, foram reintroduzidos no parque em 1974, quando 90 animais foram translocados para lá; dois anos depois, apenas 12 indivíduos foram encontrados no parque. Primatas do parque, como os babuínos-anúbis, os colobos-guereza, os Chlorocebus aethiops e os babuínos-sagrados, ocorrem no parque. O rinoceronte-negro desapareceu do vale do Awash por volta de 1940, antes da criação do parque, e a zebra-de-grevy, que ocorria no parque, tem situação atual desconhecida.
Os crocodilos-do-nilo são encontrados nos vales e desfiladeiros do rio Awash, enquanto as pítons-africanas vivem nas florestas ribeirinhas e nos oásis de águas termais. A tartaruga-leopardo, raramente vista nos campos de savana e nos matagais secos em busca de alimento, é a única espécie de jabuti registrada no parque. Serpentes peçonhentas, como Echis carinatus pyramidum [en], a biúta (Bitis arietans somalica), Causus rhombeatus [en], a mamba-negra (Dendroaspis polylepis antinori), Naja mossambica pallida e a cobra-cuspideira (Naja nigricollis) ocorrem no parque. Outras espécies de répteis, como lagartixas, escincos, agamas, serpentes e varanos ocorrem nos matagais áridos e nas zonas úmidas ribeirinhas.
Foram registradas no parque 453 espécies de aves, entre elas o avestruz-somali, o abutre-real, o turaco-de-barriga-branca, o francolim-de-poupa, o tecelão-de-cabeça-branca, o pastor-de-cabeça-castanha, o abelharuco-núbio, a abetarda-gigante, o rolieiro-abissínio, o calau-abissínio, o calau-de-bico-vermelho-setentrional e a águia-cobreira-castanha. Bostrychia carunculata, Agapornis taranta [en], Lybius undatus [en], Crithagra flavigula [en], o pica-pau-abissínio (Dendropicos abyssinicus), Onychognathus albirostris e Corvus crassirostris [en] são as sete espécies endêmicas registradas no parque.