| Partamona helleri | |||||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
Partamona helleri, conhecida popularmente como abelha-boca-de-sapo, é uma espécie de abelha sem ferrão nativa do Brasil. É considerada uma espécie defensiva e agressiva quando ameaçada, podendo enrolar-se nos cabelos ou pelos do invasor e beliscar a pele com as mandíbulas.
Ocorre na região neotropical do Brasil, desde a Região Sul até o Nordeste, nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Partamona helleri constrói a entrada do ninho em forma de uma grande boca de sapo, feita de barro misturado com própolis, característica que originou seu nome popular. A entrada externa larga, em forma de funil, facilita o tráfego das operárias, enquanto a entrada interna estreita permite que poucos indivíduos façam a defesa do ninho, aumentando a eficiência defensiva da colônia.
A construção do ninho envolve o uso de cera, resinas vegetais puras ou misturadas e, em alguns casos, solo combinado com resinas. As estruturas de entrada são elaboradas e variam entre as espécies do gênero Partamona. A espécie pode nidificar sob raízes epífitas, em buracos de paredes, beirais e frestas de casas, sob aparelhos de ar-condicionado, em ninhos abandonados de aves, livremente em galhos de árvores e também em cupinzeiros ativos.
Partamona helleri apresenta um comportamento singular conhecido como pouso por colisão (crash-landing). Diferentemente do pouso controlado típico de outros insetos voadores, as operárias aceleram ao se aproximar do ninho e colidem de frente com a parede externa do funil de entrada, ricocheteando em direção à entrada interna. Esse comportamento é interpretado como um mecanismo defensivo contra predadores de emboscada presentes na entrada do ninho. Apesar da velocidade e do impacto, as abelhas não sofrem danos devido ao seu pequeno tamanho corporal.