Paul Claudel

Paul Claudel
NascimentoPaul Louis Charles Claudel
6 de agosto de 1863
Villeneuve-sur-Fère, Aisne, França
Morte23 de fevereiro de 1955 (91 anos)
Paris, França
SepultamentoChâteau de Brangues
NacionalidadeFrancês
CidadaniaFrança
Progenitores
  • Louis Prosper Claudel
  • Louise-Athanaïse Cécile Amelie Cerveaux
CônjugeReine Sainte-Marie Perrin (1906-1955)
Filho(a)(s)Louise Vetch, Pierre Claudel, Henri Claudel, Renée Nantet, Marie Frégnac-Claudel, Reine Paris
Irmão(ã)(s)Camille Claudel
Alma mater
Ocupaçãodiplomata, dramaturgo e poeta
Distinções
  • Grã-cruz da Legião de Honra
  • doutor honoris causa na Universidade de Laval (1928)
  • Prix Narcisse Michaut (1913)
  • Grã-Cruz da Ordem de Isabel, a Católica
Cargo(s)
presidente (1948–1955)
SucessorAndré Maurois
membro da Academia Francesa (1946–1955)
AntecessorLouis Gillet
SucessorWladimir d'Ormesson
embaixador da França na Bélgica (1933–1935)
AntecessorCharles Corbin
SucessorJules Laroche
embaixador da França nos Estados Unidos (1926–1933)
AntecessorHenry Bérenger
SucessorAndré Lefebvre de Laboulaye
embaixador da França no Japão (1921–1927)
AntecessorEdmond Bapst
SucessorRobert de Billy
Obras destacadasBestiário espiritual
ReligiãoIgreja Católica
Assinatura
Página oficial
https://societe.paul-claudel.net

Paul Louis Charles Claudel (Aisne, 6 de agosto de 1868 – Paris, 23 de fevereiro de 1955) foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. É considerado importante como escritor católico.

Biografia

Paul Claudel nasceu em Aisne, na localidade de Villeneuve-sur-Fère. Sua família paterna era composta por fazendeiros e funcionários públicos, mas seu pai, Louis Prosper Claudel, lidava com hipotecas e transações bancárias. Sua mãe, Louise Athanaïse Cécile Cerveaux, provinha de uma família muito católica, também de fazendeiros, de Champagne, onde Paul viveu na infância.

Em 1881, seus pais se mudaram para Paris, onde Paul e sua irmã passaram a viver, em uma casa de classe média.

Em 1886, Paul Claudel, que tinha 18 anos e até então era ateu, converteu-se ao catolicismo, no Natal, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris. Ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e oravam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e viu que poderia contar com a ajuda do poder invisível, do amor ao Criador. A leitura das Illuminations de Arthur Rimbaud, a quem chamou de «místico em estado selvagem», também o influenciou na sua "conversão".

Apesar de ter pensado em tornar-se monge beneditino, acabou por optar por uma vida mais mundana, seguindo a carreira diplomática, tendo servido de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt am Main e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).

Em março de 1906, casou com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, num casamento feliz.

Foi 'ministro plenipotenciário' no Rio de Janeiro (1916) e em Copenhaga. Foi embaixador em Tóquio, Washington e Bruxelas.

O período de sua missão no Brasil coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, e ele supervisionou o envio de alimentos da América do Sul para a França.

Aposentou-se em 1936 e viveu em seu castelo em Brangues (Isère) até sua morte, em 1955.

Camille Claudel

Paul era irmão da escultora Camille Claudel. Em 10 de março de 1913, dias após a morte de seu pai, internou a irmã em um hospital psiquiátrico de Ville-Évrard, em Neuilly-sur-Marne. No formulário diz que a internação foi "voluntária", mas ele foi assinado apenas por Paul e pelo médico responsável. Há registros que mostram que, embora ela tenha tido surtos, ela estava bem lúcida enquanto trabalhava em sua arte. Os médicos tentaram convencer a família que ela não precisava estar em um hospital psiquiátrico, mas ainda assim eles a mantiveram lá.

Paul visitou a irmã apenas setes vezes em 30 anos: 1913, 1920, 1925, 1927, 1933, 1936, 1943. Sempre se referia às visitas como tensas. O amigo de Rodin, Mathias Morhardt, insistia em dizer que Paul queria calar o talento da irmã. Ele declarou: "Paul Claudel é um imbecil. Quando alguém tem uma irmã genial, não a abandona. Mas ele sempre pensou que era ele o génio da família".

Cinema

O Sapato de Cetim (em francês Le Soulier de Satin) (1985) é um filme português de Manoel de Oliveira, falado em francês. Trata-se de uma coprodução com a França, de iniciativa francesa, adaptação da obra homónima de Paul Claudel, cujo catolicismo se afirma sem rodeios nesta sua obra.

The Annunciation of Marie (em francês L'Annonce faite à Marie) é o título em inglês do filme franco-canadense de 1991, uma adaptação da peça de mesmo nome de Paul Claudel. Paul terá pedido, antes de sua morte, ao amigo Alain Cuny (que curiosamente atuou no filme Camille Claudel de 1988), para que dirigisse um filme baseado nesta sua obra, pedido esse que foi honrado.

Giovanna d'Arco al rogo é um filme franco-italiano de 1954 sobre a vida de Joana d'Arc, dirigido por Roberto Rossellini baseado na obra de Claudel, Jeanne d'Arc au bûcher.

Obras

Teatro
Poesia
Ensaios
Memórias, diário

Referências

  1. ↑ Odile., Ayral-Clause, (2002). Camille Claudel : a life. [S.l.]: Harry N. Abrams, Publishers. ISBN 9780810940772. OCLC 47756244
  2. ↑ Boucher., Tehan, Arline (2010). The gates of hell : Rodin's passion in stone. [S.l.]: Xlibris Corp. ISBN 9781453548288. OCLC 694151442
  3. ↑ Site Paul Claudel Arquivado em 18 de abril de 2010, no Wayback Machine..
  4. ↑ Voir: http://www.paul-claudel.net/node/65/

Ligações externas

O Wikiquote tem citações relacionadas a Paul Claudel.