| Regiões com população significativa | |
|---|---|
| 30.148 (2011) | |
| 849 (2020) | |
| 4.700 | |
| Línguas | |
| Língua macuxi, língua taurepang, língua arekuna e língua kapón | |
| Grupos étnicos relacionados | |
| Caribe | |
Os pemons são um grupo étnico-linguístico vinculado à família linguística caribe. Hoje, os povos pemons (ou pemón, na grafia em espanhol) distribuem-se pelo sudeste do estado venezuelano de Bolívar, nas regiões da Gran Sabana, no Parque Nacional Canaima, e ao longo tríplice fronteira Venezuela-Guiana-Brasil, onde abrange também a extensão noroeste do estado brasileiro de Roraima.
O nome pemom significa "pessoa" em algumas línguas destes povos e a palavra pode se referir tanto ao grupo étnico quanto ao conjunto línguas de mesma filiação genética faladas por esses povos. Apesar de a língua Kapón pertencer ao grupo pemom, o povo que a fala se autodenomina Kapón.
Etnicamente, os antropólogos subdividem os pemons em 4 povos diferentes: os Arekuna, os Kamarakoto, os Taurepang (em espanhol Taurepán) e os Macuxi. Na Venezuela, a população pemom em 2011 somava aproximadamente 30.148 indivíduos. No Brasil, autodenominados Taurepang, contabilizavam cerca de 792 indivíduos em 2014. Na Guiana, onde são conhecidos como Patamóna ou Akawaio (mas se autodenominam Kapón) a população consta de 4.700 indivíduos.
Os linguistas classificam as línguas faladas por estes povos em um grupo chamado Pemóng (dentro do ramo venezuelano da família caribe), que compreende os grupos menores capongues, pemons e macuxis.
A língua Kapón distingue-se internamente entre as variações Akawaio, Patamuna (ou Pantamóna) e Ingarikó. Já a língua pemom varia dialetalmente entre os mutuamente inteligíveis dialetos Taurepang, Arekuna e Kamarakoto. Enquanto Taurepang e Arekuna parecem guardar grande semelhança, ambos se distanciam do Kamarakoto, o que leva estudiosos a acreditar que os três talvez sejam na verdade apenas duas variações geográficas, dialetalmente bem definidas. O Macuxi, por sua vez, permanece sem subdivisões dialetais.
No Brasil, há cerca de 580 falantes do dialeto taurepang ou taurepang. Outros estudos apontam 900 falantes do dialeto ingarikó e 90 do Patamóna.