Punição

 Nota: se procura pelo sentido jurídico do termo, veja Pena (direito).

Punição, para o behaviorismo, é o processo pelo qual a ocorrência de um estímulo contingente a um comportamento (consequência) suprime esse comportamento em alguma dimensão – frequência, intensidade, duração, persistência ou aumento da latência.

Embora a punição possa suprimir um comportamento indesejável rapidamente quando comparada ao reforço, analistas do comportamento frequentemente destacam seus possíveis efeitos colaterais, como respostas de fuga, agressividade e modelação do comportamento punitivo.

Limitação conceitual

Skinner associou a força da resposta a indicadores como frequência, latência e resistência à extinção. Entretanto, essas medidas nem sempre variam conjuntamente, dificultando sua interpretação como manifestações de uma única propriedade subjacente do comportamento.

O conceito de força da resposta é ambíguo, pois diferentes dimensões do comportamento, como taxa de respostas, duração, força física e resistência à mudança, podem apresentar padrões divergentes. Alguns autores sustentam que tais dimensões deveriam ser tratadas como variáveis comportamentais distintas, em vez de serem interpretadas como indicadores de uma única entidade teórica denominada "força da resposta".

Tipos de punição

Positiva e negativa

A punição positiva é a supressão de um comportamento em alguma dimensão por meio da presença/adição de uma consequência; a punição negativa é a supressão de um comportamento em alguma dimensão por meio da ausência/subtração de uma consequência.

Caixa de Skinner aparato para experimentos com reforçamento e punição.

Ver também

Referências

  1. ↑ Sarafino, Edward P. (2011). Applied Behavior Analysis: Principles and Procedures in Behavior Modification (em inglês) 2 ed. [S.l.]: Wiley. p. 105. ISBN 0470571527
  2. ↑ Sarafino, Edward P. (2011). Applied Behavior Analysis: Principles and Procedures in Behavior Modification (em inglês) 2 ed. [S.l.]: Wiley. p. 114. ISBN 0470571527
  3. ↑ Sarafino, Edward P. (2011). Applied Behavior Analysis: Principles and Procedures in Behavior Modification (em inglês) 2 ed. [S.l.]: Wiley. p. 115. ISBN 0470571527
  4. ↑ Skinner, B. F. (1938). The Behavior of Organisms. [S.l.: s.n.]
  5. 1 2 Simon, Carsta; Bernardy, João Lucas; Cowie, Sarah (2020). «On the "Strength" of Behavior». Perspectives on Behavior Science. 43 (4): 677–696. doi:10.1007/s40614-020-00269-5
  6. ↑ Sarafino, Edward P. (2011). Applied Behavior Analysis: Principles and Procedures in Behavior Modification (em inglês) 2 ed. [S.l.]: Wiley. p. 106. ISBN 0470571527
  7. ↑ Sarafino, Edward P. (2011). Applied Behavior Analysis: Principles and Procedures in Behavior Modification (em inglês) 2 ed. [S.l.]: Wiley. p. 107. ISBN 0470571527


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