Punição, para o behaviorismo, é o processo pelo qual a ocorrência de um estímulo contingente a um comportamento (consequência) suprime esse comportamento em alguma dimensão – frequência, intensidade, duração, persistência ou aumento da latência.
Embora a punição possa suprimir um comportamento indesejável rapidamente quando comparada ao reforço, analistas do comportamento frequentemente destacam seus possíveis efeitos colaterais, como respostas de fuga, agressividade e modelação do comportamento punitivo.
Skinner associou a força da resposta a indicadores como frequência, latência e resistência à extinção. Entretanto, essas medidas nem sempre variam conjuntamente, dificultando sua interpretação como manifestações de uma única propriedade subjacente do comportamento.
O conceito de força da resposta é ambíguo, pois diferentes dimensões do comportamento, como taxa de respostas, duração, força física e resistência à mudança, podem apresentar padrões divergentes. Alguns autores sustentam que tais dimensões deveriam ser tratadas como variáveis comportamentais distintas, em vez de serem interpretadas como indicadores de uma única entidade teórica denominada "força da resposta".
A punição positiva é a supressão de um comportamento em alguma dimensão por meio da presença/adição de uma consequência; a punição negativa é a supressão de um comportamento em alguma dimensão por meio da ausência/subtração de uma consequência.
