| Peter Broderick | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1987, Estados Unidos |
| Gêneros | Indie folk, música ambiente, música clássica contemporânea |
| Ocupação | Músico, compositor, produtor |
| Instrumentos | Violino, piano, guitarra, voz, serrote musical |
| Período em atividade | 2007–presente |
| Gravadoras | Erased Tapes [en], Bella Union, Type, Hush |
| Afiliações | Efterklang, Horse Feathers [en], Oliveray, Allred & Broderick |
| Página oficial | peterbroderick |
Peter Broderick (1987) é um músico, compositor e multi-instrumentista norte-americano, ligado à cena indie folk de Portland, no Oregon. Depois de trabalhar como músico de estúdio em Portland e de integrar a formação ao vivo do grupo dinamarquês Efterklang, construiu uma obra a solo que vai do piano e das cordas de Float (2008) às canções de Home (2008) e a partituras para dança e cinema, sobretudo pela editora londrina Erased Tapes [en].
Broderick nasceu em 1987 e cresceu numa família de músicos no Oregon. Toca violino, violoncelo, guitarra, trompete, piano, acordeão, bateria e serrote musical; segundo o próprio, o violino é o seu instrumento principal e o único em que teve formação formal. Nunca frequentou uma escola de música. No final da adolescência integrou a cena indie folk de Portland e gravou para M. Ward, Laura Gibson [en] e Dolorean [en]. Fez também trabalho de estúdio no Type Foundry, em Portland, e chegou a tocar em cinco ou mais bandas em simultâneo, entre elas os Horse Feathers, com Justin Ringle, os Norfolk & Western e os Loch Lomond.
Em setembro de 2007 mudou-se para Copenhaga, depois de os Efterklang o terem convidado para a sua banda ao vivo; não participou na gravação do álbum Parades, feito antes de se conhecerem pessoalmente. Segundo a Erased Tapes, a colaboração com o grupo prolongou-se por cerca de cinco anos de digressões. Nesse período começou a publicar a solo: o miniálbum de piano Docile, gravado em 2007 e editado pela editora sueca Kning Disk, o álbum Float (Type, 2008), com arranjos para cordas, e Home (2008), centrado na voz e na guitarra.
Em 2009 publicou Music for Falling from Trees, uma obra de cerca de 30 minutos escrita para a peça de dança contemporânea Falling from Trees, de Adrienne Hart, cuja narrativa se passa num hospital psiquiátrico. No mesmo ano lançou com Machinefabriek [en] o álbum Blank Grey Canvas Sky, a primeira colaboração entre os dois. Seguiram-se Music for Congregation (2010) e Music for Confluence (2011), banda sonora de um documentário sobre cinco homicídios por resolver no Idaho. Tocou violino como músico convidado no álbum de estreia dos A Winged Victory for the Sullen (Kranky, 2011).
Viveu vários anos em Berlim, onde trabalhou com o pianista alemão Nils Frahm [en] no projeto Oliveray, com o álbum Wonders (2011), e com o inglês Greg Haines no projeto Greg Gives Peter Space. O álbum vocal http://www.itstartshear.com (Bella Union, 2012), produzido por Nils Frahm, foi acompanhado de um sítio na Internet com as letras, notas e imagens das canções. No mesmo ano saiu These Walls of Mine (Erased Tapes), descrito pela PopMatters como «uma série de experiências com a voz», com texto falado e uma tentativa de rap. Em 2013 regressou aos Estados Unidos.
Colours of the Night (Bella Union, 2015), o primeiro longa-duração para a editora em três anos, foi gravado com um pequeno grupo de músicos suíços de Lucerna. Partners (Erased Tapes, 2016), produzido por Tucker Martine [en], inspirou-se nas composições baseadas no acaso de John Cage e inclui a peça «In a Landscape», de Cage; Broderick lançou dados para definir a estrutura de duas das peças e comprometeu-se a não ouvir as misturas nem as provas de prensagem antes da edição. Ainda em 2016 publicou Grunewald, homenagem à igreja de Grunewald, nos arredores de Berlim, e em 2017 All Together Again e o primeiro trabalho do duo Allred & Broderick, com David Allred.
Em 2020 lançou de surpresa Blackberry, o seu primeiro disco vocal em mais de cinco anos, gravado em Londres no verão de 2019 e com toda a instrumentação a seu cargo. Seguiram-se The Wind That Shakes the Bramble (2021) e Piano Works Vol. 1 (2022). Broderick colaborou com o espólio de Arthur Russell na edição de Iowa Dream (2019), coletânea de gravações inéditas. Em 2023 publicou com o Ensemble 0, um grupo francês de doze músicos, Give It to the Sky: Arthur Russell's Tower of Meaning Expanded, uma regravação integral de Tower of Meaning (1983), de Russell, acrescida de canções inéditas do compositor.