| Rennu di Sardinna (sc) Regno di Sardegna (it) Reino da Sardenha | |||||
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| Lema nacional FERT | |||||
| Hino nacional S'hymnu sardu nationale "O Hino Nacional da Sardenha" (pt)
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| Continente | Europa | ||||
| Capital | Cagliari (1297–1847) Turim (1847–1861) | ||||
| Língua oficial | Latim, sardo, piemontês, italiano | ||||
| Governo | Monarquia absoluta (1324–1849) Monarquia constitucional (1849–1861) | ||||
| Rei | |||||
| • 1802–1821 | Vítor Emanuel I | ||||
| • 1821–1831 | Carlos Félix | ||||
| • 1831–1849 | Carlos Alberto | ||||
| • 1840–1861 | Vítor Emanuel | ||||
| História | |||||
| • 4 de abril de 1297 | Tratado de Anagni | ||||
| • 29 de fevereiro de 1324 | Conquista aragonesa | ||||
| • 30 de outubro de 1717 | Conquista espanhola | ||||
| • 17 de fevereiro de 1720 | Anexação pela Casa de Saboia | ||||
| • 17 de março de 1861 | Proclamação do Reino da Itália | ||||
O Reino da Sardenha ou Reino do Piemonte-Sardenha foi um Estado soberano existente na Europa Meridional entre os séculos XIII e XIX que ocupou territórios entre a costa marítima noroeste da Península Itálica e a propriamente dita ilha de Sardenha. A história sardenha como entidade política soberana possui duas fases distintas, sendo a primeira e mais antiga como um território sob controle direto da Coroa espanhola até o século XVIII e, posteriormente, tendo sua evolução e soberania como uma monarquia própria governada pelos membros da Casa de Saboia.
Teve início formalmente em Roma — na antiga Basílica de São Pedro — em 4 de abril de 1297, quando o papa Bonifácio VIII, para resolver a disputa entre os condes de Anjou e a Coroa de Aragão, investiu o rei de Aragão como jus invadendi sobre a Sardenha e a Córsega. Em 1861, a Sardenha e Córsega foi legalmente substituída pelo Reino de Itália.
Em 4 de abril de 1297 nasce um Estado verdadeiro e próprio, com um território bem definido, com um povo, e um vínculo jurídico, mas ainda "imperfeito", porque ainda não dotado de suprema autonomia, ou seja da faculdade de estipular autonomamente tratados internacionais. O Reino da Sardenha fazia parte do variado complexo de Estados que formavam a Coroa de Aragão e, de 1479 em diante, a Coroa de Espanha. Torna-se unitário somente em 1420, quando os aragoneses, derrotado definitivamente o Judicato de Arborea, último a capitular, incorporaram seu território.
Todavia, foi somente com os Saboia, em 1720, que o Estado torna-se soberano e "perfeito" e foi também ampliado territorialmente com Estados hereditários dessa dinastia:
Com estas anexações, o reino torna-se um Estado "composto", formado da união de mais Estados, unidos sob a coroa do rei da Sardenha.

O Tratado de Londres estabeleceu, entre outras coisas, que Vítor Amadeu II de Saboia cedesse o Reino da Sicília à Áustria em troca da Sardenha.
Para atender o Tratado de Londres, foi assinado em Haia, em 8 de agosto de 1720 o acordo que sancionava a passagem do Reino de Sardenha aos Saboia.
O título real foi, para a família Saboia, a realização de um objetivo antiquíssimo, perseguido com constância e tenacidade através dos séculos.
Daquela data em diante, todos os Estados pertencentes à Casa de Saboia formariam o Reino da Sardenha ou "Reino Sardo": a administração estatal utilizaria o adjetivo "sardo", onde necessário, para todos os atos do reino e a cidadania dos súditos seria a "sarda", até quando foi substituída pelo termo "italiana", em 1861.

Em 29 de novembro de 1847, os sardos, espontaneamente, renunciaram à sua antiga autonomia política, aceitando em 3 de dezembro de 1847, a fusão com os outros Estados do continente. Daquele momento em diante, o reino, de "composto" torna-se novamente "unitário", com um só povo, um só território e um único poder público. Com a fusão, deixou de existir o parlamento sardo.
Em 4 de março de 1848, Carlos Alberto da Sardenha, do Palácio Real de Turim, promulgou o "Estatuto Fundamental do Reino" através do qual o poder legislativo era exercido pelo Rei e pelas duas câmaras: o senado, composta de pessoas nominadas vitaliciamente pelo soberano, e a eletiva, formada de deputados eleitos no colégio eleitoral.
Em 17 de março de 1861, com a unificação italiana (faltavam ainda Roma e Veneza), com a lei 4671 de 17 de março de 1861, o rei Vítor Emanuel II proclamou o Reino de Itália, assumindo por si e por seus sucessores, o título de Rei de Itália.
Segundo os estudiosos constitucionalistas, não existiu a constituição ex-novo de uma entidade política estatal: o apelativo de Reino de Itália foi somente o novo nome assumido pelo Estado Sardo para adequar-se à nova situação criada com as anexações de 1859 e de 1860 e o atual Estado italiano não é outro que o antigo Reino de Sardenha.[carece de fontes]