A espécie-tipo e única de Plagiosuchus, P. pustuliferus, foi originalmente descrita como uma espécie de Plagiosternum[en], com o epíteto específicopustuliferum, por Eberhard Fraas[en] em 1896. A interclavícula descrita e figurada por Fraas havia sido originalmente anotada por ele como Labyrinthodon sp. em uma publicação de 1889 e, antes disso, por von Meyer e Plienenger em uma publicação de 1844. Esta interclavícula não foi formalizada como o holótipo, mas é reconhecida como o lectótipo. O táxon foi reatribuído ao gênero recém-nomeado Plagiosuchus em 1922 por von Huene, que descreveu novo material que lhe permitiu diferenciá-lo de Plagiosternum granulosum; foi também quando o epíteto específico foi gramaticalmente modificado. Material adicional foi referenciado e brevemente figurado por Hellrung (2003) e Werneburg e Witter (2005), mas a maior parte da osteologia provém da descrição de um crânio completo, figurado por Hellrung, por Damiani et al. (2009). A histologia dos osteodermas e dos membros também foi analisada.
Anatomia
Plagiosuchus tem um crânio relativamente longo para um plagiosaurídeo, aproximadamente tão longo quanto largo. No entanto, sua característica mais definidora é sua órbita muito aumentada, que forma uma enorme fenestra orbitotemporal com a perda de vários ossos pós-orbitais, incluindo o pós-frontal e o pós-orbital, e a redução de vários outros. Esta fenestra representa cerca de 80% do comprimento total do crânio. A vacuidade subtemporal no palato é correspondentemente longa, enquanto as fileiras de dentes são curtas, confinadas à porção anterior do crânio. A ornamentação varia ao longo do esqueleto, com as pústulas distintas encontradas em muitos outros plagiosaurídeos localizadas nos elementos peitorais, cristas mais típicas de temnospôndilos na mandíbula, e tubérculos grandes mais irregulares no crânio.
↑Fraas, Eberhard (1896). Die schwäbischen Trias-Saurier nach dem Material der Kgl. Naturalien-Sammlung in Stuttgart zusammengestellt. [S.l.]: E. Schweizerbart'sche Verlagshandlung. pp.1–18
↑Fraas, Eberhard. (1889). Die Labyrinthodonten der schwäbischen Trias. [With plates.]. [S.l.: s.n.] OCLC559337958
↑Meyer, Hermann von Geologe, 1801-1869. (1844). Beiträge zur Paläontologie Württembergs, enthaltend die fossilen Wirbelthierreste aus den Triasgebilden mit besonderer Rücksicht auf die Labyrinthodonten des Keupers. [S.l.: s.n.] OCLC602914927 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
↑Hellrung, Hanna. (2003). Gerrothorax pustuloglomeratus, ein Temnospondyle (Amphibia) mit knöcherner Branchialkammer aus dem Unteren Keuper von Kupferzell (Süddeutschland) = Gerrothorax pustuloglomeratus, a temnospondyle (Amphibia) with a bony branchial chamber from the Lower Keuper of Kupferzell (South Germany). [S.l.]: Staatliches Museum für Naturkunde. OCLC492485374
↑Werneburg, Ralf; Witter, Wolfram (2005). «Fossillagerstätten im Unteren Keuper Thüringens (Erfurt-Formation, MittelTrias). Teil 2: ICE-Trasse nördlich der BAB 71-Ausfahrt 'Arnstadt-Nord'.». Veröffentlichungen des Naturhistorischen Museums Schleusingen. 20: 57–75
12Damiani, Ross; Schoch, Rainer R.; Hellrung, Hanna; Werneburg, Ralf; Gastou, Stephanie (2009). «The plagiosaurid temnospondylPlagiosuchus pustuliferus(Amphibia: Temnospondyli) from the Middle Triassic of Germany: anatomy and functional morphology of the skull». Zoological Journal of the Linnean Society. 155 (2): 348–373. ISSN0024-4082. doi:10.1111/j.1096-3642.2008.00444.x
↑Konietzko-Meier, D.; Schmitt, A. (2013). «A histological study of a femur of Plagiosuchus, a Middle Triassic temnospondyl amphibian from southern Germany, using thin sections and micro-CT scanning». Netherlands Journal of Geosciences. 92 (2–3): 97–108. Bibcode:2013NJGeo..92...97K. ISSN0016-7746. doi:10.1017/s0016774600000020
↑Schoch, Rainer R.; Milner, Andrew R. (2014). Sues, Hans-Dieter, ed. Handbuch der Paläoherpetologie, Part 3A2. Temnospondyli I. Stuttgart: [s.n.] ISBN978-3-931516-26-0. OCLC580976