Pocrane | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | pocranense |
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| Coordenadas: 19° 37′ 12″ S, 41° 38′ 13″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Alvarenga, Inhapim, Ipanema, Taparuba, Mutum e Aimorés |
| Distância até a capital | 401 km |
| Emancipação | 27 de dezembro de 1948 (77 anos) |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Ederson Domingos Dionis (Republicanos, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 691,066 km² |
| • Urbana (IBGE/2019) | 1,88 km² |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) | 8 350 hab. |
| • Estimativa (IBGE/2025) | 8 438 hab. |
| Densidade | 12,1 hab./km² |
| Clima | tropical quente semiúmido (Aw) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) | 0,626 — médio |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 151 973,80 mil |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 18 200,45 |
| Sítio | www.pocrane.mg.gov.br (Prefeitura) www.cmpocrane.mg.gov.br (Câmara) |
Pocrane é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de 400 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 690 km², sendo que 2 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 8 438 habitantes em 2025.
Após a volta da expedição de catequização e colonização do francês Guido Marlière, em 1824, o indígena Pokrane resolveu se converter ao catolicismo. Aceitou ser batizado e passou a trabalhar na catequização de outros nativos. Para esse fim, ele se estabeleceu na região do atual ribeirão Pocrane, onde soube da existência da tribo dos Coroados, da qual acabou se tornando um líder. Pokrane residiu nesse local até 1843, quando teve a posse de suas terras usurpada por Manuel António de Sousa.
Em sequência, Pokrane se mudou para Antônio Dias, onde morreu. Manoel de Souza, por sua vez, vendeu parte das terras que eram de Pokrane para Antônio Dutra de Carvalho, enquanto que outra parte permaneceu em sua posse. No entanto, quando Manoel morreu, essa propriedade foi vendida por sua esposa viúva ao tenente Francisco Ferreira, que estava adquirindo outras propriedades pela região. Assim, o tenente requereu a criação de uma sesmaria, denominada "Bom Retiro". Ao mesmo tempo, terras vizinhas, algumas das quais povoadas por indígenas remanescentes, também se tornaram sesmarias, dando sequência ao povoamento.
A localidade foi reconhecida como distrito pelo decreto estadual nº 171 de 22 de agosto de 1890, com o nome de "Nossa Senhora da Penha de Pocrane", ao ser desmembrada de Manhuaçu e incorporada a Caratinga. Posteriormente a denominação foi simplificada para "Pocrane", voltando a fazer parte de Manhuaçu pelo decreto estadual nº 418 de 11 de março de 1891. Em 30 de agosto de 1911, mediante a lei estadual nº 556, foi transferido para Rio José Pedro, atual Ipanema, do qual se emancipou pela lei nº 336 de 27 de dezembro de 1948.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Manhuaçu. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Aimorés, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce. A principal estrada que dá acesso à cidade é a MG-108, que liga a zona urbana à BR-474.
O bioma original predominante é a Mata Atlântica. O município está situado na bacia do rio Doce e o relevo é predominantemente acidentado. Os principais cursos hídricos que banham Pocrane são os rios Manhuaçu e José Pedro e os ribeirões da Figueira e Pocrane. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos mananciais de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos os córregos Boa Vista, Bom Retiro, do Palmito, Preto e da Safira.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), coletados em uma estação pluviométrica localizada no distrito de Assaraí de 1946 a 2023, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Pocrane foi de 156,6 mm no dia 21 de dezembro de 2013. Outros grandes acumulados foram de 145 mm em 14 de janeiro de 2004, 139,4 mm em 28 de dezembro de 1984 e 139 mm em 29 de janeiro de 2013.
Em 2022, a população foi estimada em 8 350 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, 5 522 habitantes viviam na zona urbana (66,13% do total) e 2 828 na zona rural (33,87%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por 4 500 católicos (60,66% do total), 2 433 evangélicos (32,8%), 390 pessoas sem religião (5,26%), 17 espíritas (0,23%) e 1,05% estão divididos entre outras religiões.
| Distrito | Código IBGE | Habitantes (2022) | Domicílios particulares (2022) |
|---|---|---|---|
| Assaraí | 315190910 | 1 408 | 530 |
| Barra da Figueira | 315190915 | 1 626 | 649 |
| Pocrane (sede) | 315190905 | 5 316 | 2 086 |
A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Pocrane é termo da Comarca de Ipanema, comarca de segunda entrância do Poder Judiciário estadual. O município possuía, em junho de 2026, 7 543 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Produto Interno Bruto (PIB) de Pocrane tem seu rendimento concentrado nos setores primário e terciário da macroeconomia. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia 567 empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (28,9%), seguido pelo setor de atividades de organizações associativas (6,53%) e pelo comércio e reparação de veículos automotores (6,17%). No mesmo ano, 862 pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a administração pública (57,5%), comércio varejista (14,6%) e serviços de escritório e apoio administrativo (9,6%).
Dentro da agricultura, o café representou a maior área ocupada pela lavoura permanente municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de 728 ha cultivados, seguido pelo coco-da-baía (7 ha) e pela banana (5 ha). Enquanto isso, os cultivos temporários mais representativos foram o milho (260 ha), feijão (88 ha) e mandioca (10 ha). Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de 34 514 bovinos, 22 125 galináceos, 1 714 suínos e 1 347 equinos. Pocrane produziu 10 361 mil litros de leite de 6 636 vacas, 88 mil dúzias de ovos de galinha de 7 300 galinhas, 7 000 quilos de mel de abelha e 1 000 quilos de tilápia.
Em 2022, foram registrados 102 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (29%), seguida pelas doenças do sistema respiratório (24%). Já em 2023, foram registrados 90 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi de 33,3 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos, com três ocorrências. Em 2022, segundo o IBGE, 66,25% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,66% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 49,80% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.
Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 53,09% não completaram o ensino fundamental, 14,05% tinham somente o fundamental completo, 26,82% tinham o ensino médio completo e 6,02% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 7,3 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 86,97%, resultando em 13,03% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade.