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A polieterimida (PEI) é um polímero termoplástico de alto desempenho, amorfo, de cor âmbar, com alta resistência mecânica e rigidez.
O polieterimida é um dos mais novos termoplásticos de engenharia amorfos de alta performance. Este foi introduzido no mercado em 1982 e é comercialmente disponível pela General Eletric Co com o nome comercial de Ultem.
A policondensação é o processo pelo qual acontece a síntese das polieterimidas. Em um primeiro momento, tem-se a reação de uma diamina com um anído nitroflático, gerando um monômero bis-imida. A partir de tratamento com componente básico, forma-se um bisfenol di-ânion, este é o segundo momento do processo. A polimerização se da pelo deslocamento de dois grupos nitro da bis-imida pelo bisfenol diânion, formando assim as ligações éter que são encontradas no polímero. O processo de polimerização pode ocorrer em diferentes solventes (acetona, acetonitrila e dimetilformamida) ou em suas respectivas misturas com o tolueno. Para a precipitação do polímero, na maioria dos casos, o etanol é utilizado.
A polieterimida (PEI) é um tipo de polímero de alto desempenho que possuí alta temperatura de transição vítrea, ótimo retardamento de chama, baixa geração de fumaça e boas propriedades mecânicas.
O PEI é um polímero termoplástico de alto desempenho, com boas propriedades térmicas, mecânicas e elétricas (isolante) com a vantagem adicional de possuir fácil processamento.
A característica mais marcante do PEI é a sua estabilidade dimensional tanto no curto como no longo prazo. Isso graças a sua estrutura rígida e altamente emaranhada.
As principais aplicações de PEI são nos setores aeronáuticos, automotivos e de equipamentos médicos. A utilização do PEI no setor aeronáutico se justifica por este ser um retardante a chama com baixa emissão de gases tóxicos e por apresentar alta resistência química. Desta maneira, utiliza-se para a confecção de válvulas de ar e combustível, por exemplo.
Já no setor automotivo o destaque do PEI se dá pelo bom desempenho térmico e mecânico, baixa densidade, bom custo benefício, alta estabilidade dimensional e boa processabilidade. Neste setor o polímero é utilizado em componentes de transmissão, acelerador e ignição, além de sensores e caixas de termostato.
Por fim, no setor médico, utiliza-se a polieterimida em bandejas, válvulas, aparelhos odontológicos e pipetas. Tendo em vista que este é capaz de suportar a maioria dos processos de esterilização, ter alta resistência química e por ser translúcido.
Os polímeros termoplásticos são aqueles com aptidão para amolecer e fluir quando submetidos ao aumento de temperatura e pressão. Quando a influência da pressão e temperatura deixam de existir, o polímero se solidifica de acordo com a forma dada. Caso o polímero seja submetido novamente as condições de temperatura e pressão, mais uma vez o polímero irá amolecer e fluir, isto porque nenhuma ligação química entre as cadeias ocorre durante o processo de cura, o tornando completamente reversível. No caso de polímeros semicristalinos, o amolecimento acontece devido a fusão da fase cristalina. É graça a esta característica que os termoplásticos podem ser remoldados e reciclados sem impactar negativamente as propriedades físicas do polímero.
Os polímeros demoram séculos para se degradar, ocupando grande parte do volume de aterros sanitários, atuando de forma negativa nos processos de compostagem e estabilização biológica. Neste cenário, o PEI, devido as suas marcantes características de resistência e desempenho, apresenta-se como uma ameaça ao meio ambiente caso não tratado corretamente.