| Ponte Pênsil Alves Lima | |
|---|---|
Ponte Pênsil Alves Lima | |
| Nome oficial | Ponte Alves Lima |
| Dimensões | |
| Comprimento total | 164 m |
| Largura | 4,10 m |
| Altura | 2,88 m |
| Pedágio | Não |
| Geografia | |
| Via | PR-218 e SP-276 |
| Cruza | Rio Paranapanema |
| Localização | Ribeirão Claro |
| Coordenadas | 23° 05′ 57″ S, 49° 44′ 34″ O |
| Nome oficial | Ponte Pênsil de Chavantes |
| Categoria | Infra-estrutura |
| Processo | 24173/85 |
| Legislação | Resolução 65 de 2 de dezembro de 1985 |
| Livro do tombo | Histórico |
| Número do registro | 247 |
| Data de registro | 22 de janeiro de 1987 |
| Publicação | 5 de dezembro de 1985 |
| Nome oficial | Ponte Pênsil Alves Lima |
| Processo | 05/00 |
| Livro do tombo | Histórico |
| Número do registro | 140-II |
| Data de registro | 13 de novembro de 2001 |
A Ponte Alves Lima é do tipo pênsil e esta localizada entre as cidades de Ribeirão Claro, no estado do Paraná e Chavantes, em território paulista, cruzando o extenso Rio Paranapanema.
Esta ponte é uma raridade arquitetônica e o seu projeto é similar a famosa ponte pênsil brasileira da cidade de Florianópolis: a Hercílio Luz.
A Alves Lima foi tombada pelo patrimônio histórico, em âmbito estadual, duas vezes: em 1985, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico de São Paulo (Condephaat) e, em 2001, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná.
O nome é uma homenagem ao seu idealizador, o fazendeiro Manoel Antônio Alves Lima.
É a única ponte pênsil do Brasil com o piso e as laterais revestidos em madeira.
Para agilizar o escoamento da produção cafeeira do norte (pioneiro) paranaense, o proprietário de uma das maiores fazendas de café do Paraná, a Monte Claro, resolveu bancar, juntamente com as prefeituras de Ribeirão Claro e Chavantes a construção da ponte e no início da década de 1920, Manoel Antônio Alves Lima concluiu e entregou, aos dois municípios, a obra.
Na Revolução de 1924, os revoltosos paulistas, em fuga para Foz do Iguaçu, queimaram a ponte, que foi construída em madeira, para tentar retardar a perseguição das tropas legalistas. Em 1928 ela foi reerguida.
Na Revolução Constitucionalista de 1932 a ponte foi novamente destruída, quando as tropas paulistas dinamitaram a mesma com a intenção de retardar o avanço das tropas leais a Getúlio Vargas. Mais uma vez a ponte foi reconstruída, agora em 1936.
Em 1983 a ponte foi levada pelas águas do Paranapanema, numa das maiores enchentes da região. Em 1985 ela foi recuperada, sendo interditada em 2006 para reformas e entregue a população local em junho de 2011.
Na madrugada do dia 7 de novembro de 2020, a menos de um mês para o centenário de sua construção, um incêndio destruiu parcialmente a estrutura no lado paranaense.