Portunhos | |
|---|---|
Freguesia portuguesa extinta | |
| Gentílico | Portunhense |
| Localização de Portunhos em Portugal Continental | |
![]() | |
| Coordenadas: 40° 17′ 45″ N, 8° 32′ 47″ O | |
| Município primitivo | Cantanhede |
| Município (s) atual (is) | Cantanhede |
| Freguesia (s) atual (is) | Portunhos e Outil |
| Extinção | 2013 |
| Área | |
| • Total | 15,24 km² |
| População | |
| • Total (2011) | 1 187 hab. |
| Densidade | auto hab./km² |
Portunhos é uma povoação portuguesa do Município de Cantanhede, no Distrito de Coimbra, que foi sede da extinta Freguesia de Portunhos, freguesia que tinha 15,38 km² de área e 1 187 habitantes (2011), e, por isso, uma densidade populacional de 77,2 hab/km².
A Freguesia de Portunhos foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Outil, para formar uma nova freguesia, denominada União das Freguesias de Portunhos e Outil, da qual é a sede.
Situada na zona sudeste do concelho de Cantanhede, a freguesia distava cerca de 7 km da cidade de Cantanhede. Com povoamento concentrado, era composta pelos lugares de Portunhos, Pena e Vale de Água, separados entre si cerca de 2 km. A localidade é atravessada pela ribeira de Ançã no sentido norte-sul.
O nome da localidade remonta à designação Portunica, documentada num texto de 1080. Deriva do latim portus e está associada à existência de um porto na ribeira de Ançã, então navegável, que servia para embarcar e desembarcar mercadorias, entre as quais o calcário, o sal vindo da Figueira da Foz e as pipas de vinho. A fertilidade das margens da ribeira favoreceu também a instalação de lagares de azeite e de moinhos de água.
Em 1371, D. Fernando I criou o foral de Ançã, pelo qual o território de Portunhos foi incluído na doação a D. Afonso Telo, conde de Barcelos, da jurisdição da vila de Ançã. A antiga freguesia de São Julião de Portunhos pertencia ao priorado de Ançã, tornando-se mais tarde reitoria da apresentação dos marqueses de Louriçal.
Em 1839, a freguesia pertencia ao concelho de Ançã e à comarca de Coimbra. Com a extinção desse concelho, passou em 1852 para a comarca e concelho de Cantanhede.
Em 1867, no lugar da Pena, ocorreu um levantamento popular contra a proibição de os funerais serem realizados no interior dos templos, com semelhanças à Revolução da Maria da Fonte. O cortejo fúnebre que se dirigia para o cemitério de Portunhos foi interrompido por uma mulher que transportou os restos mortais de uma criança para a Igreja da Pena, juntando-se a população em sua defesa. O padre e o administrador do concelho não conseguiram apaziguar a revolta. Vieram tropas de infantaria e cavalaria para sufocar o tumulto, que só foi controlado após vários dias e com numerosos detidos e condenados no Tribunal de Cantanhede.
A exploração do calcário — sob a forma de brita, rachão, calçadas e cantarias — constituía a principal fonte de rendimentos da população. Da pedreira d'El Rei saía matéria-prima com características únicas de maciez, alvura e plasticidade, integrada na tradição da Pedra de Ançã, utilizada desde a Renascença em obras de arquitetura e escultura, entre as quais o Palace Hotel do Buçaco.
| População da freguesia de Portunhos | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 |
| 807 | 928 | 920 | 898 | 916 | 820 | 955 | 1 061 | 1 068 | 1 219 | 1 063 | 1 178 | 1 194 | 1 228 | 1 187 |