Este artigo ou secção contém uma lista de referências no fim do texto, mas as suas fontes não são claras porque não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (abril de 2025) |
Potencial de combate é o valor atribuído a uma força militar. Não é possível quantificá-lo em muitos dos seus factores e só tem significado quando examinado em relação ao das forças inimigas oponentes, isto é, quando se considera o potencial relativo de combate. O potencial de combate é a resultante da combinação dos recursos materiais, recursos humanos e força moral da unidade. Depende, em larga medida, da competência e capacidade de liderança do seu comandante.
Existem factores que têm influência directa no potencial de combate. Podemos sistematizar esses factores da seguinte forma:
Os elementos que caracterizam uma área de operações são o terreno, o clima e as condições meteorológicas e a população. A influência do terreno varia com o escalão de comando considerado e com a natureza da operação. No estudo do terreno, são analisados os seus aspectos militares: observação e campos de tiro, cobertos e abrigos, obstáculos, pontos importantes e eixos de aproximação. O clima e as condições meteorológicas influenciam todos os tipos de operações militares. O clima afecta sobretudo as necessidades logísticas e o rendimento do pessoal. As condições meteorológicas afectam a observação, a transitabilidade, o exercício do comando, o rendimento e capacidade do pessoal, o funcionamento de certos equipamentos e o alcance e efeitos das armas. Por fim, a atitude, possibilidades e volume da população de uma área de operações afectam grandemente o emprego do potencial de combate. Em operações de contra-subversão, a população é, em última análise, o factor fundamental.
O emprego eficiente do potencial de combate exige uma perfeita coordenação dos esforços ao longo de todos os escalões, o que, pelo seu turno, implica a existência de meios e adopção de medidas de controlo adequadas.
A vulnerabilidade é o grau de susceptibilidade de uma força a sofrer danos como consequência de acção inimiga. São adoptadas medidas destinadas a reduzir a vulnerabilidade à forma de ataque que se pensa ser a mais provável: engano, dispersão, utilização de cobertos e abrigos, movimento, etc. No entanto, as medidas adoptadas para reduzir a vulnerabilidade a uma forma de ataque podem aumentar relativamente a outra forma. Por exemplo, a dispersão reduz a vulnerabilidade aos fogos inimigos, mas aumenta-a relativamente a acções de infiltração. O risco faz parte do elemento incontrolável a que se chama "sorte" e está relacionado com os ganhos: em regra, maiores ganhos envolvem a necessidade de correrem-se riscos maiores. O lema dos Comandos do Exército Português exprime uma perspectiva optimista desse conceito de risco: Audaces Fortuna Juvat (A Sorte protege os audazes).
O conhecimento das possibilidades do inimigo permite empregar os meios disponíveis por forma a obter um potencial relativo de combate superior. Para isso, é necessário dispor de um bom sistema de informação, mas também de contra-informação. Este permite dificultar ou impedir que o inimigo obtenha informações sobre nossas actividades, possibilidades e intenções.
Existem certas operações que se destinam a apoiar a acção fundamental, e é dessa forma que contribuem para o desenvolvimento e emprego eficiente do potencial de combate disponível. Essas operações de apoio e subsidiárias são:
Estado-Maior do Exército, Regulamento de Campanha - Operações, volume 1, Portugal, 1971.