Prefeito da frota

Reconstituição da apreensão de frota pirata pela marinha romana.

Prefeito da frota (em latim: præfectus classis) era o almirante de uma das frotas militares baseadas no Mediterrâneo, no Ponto Euxino (Mar Negro) ou ao longo dos grandes rios europeus (como o Reno e o Danúbio). Eram cidadãos romanos de ordem equestre e faziam parte da prefeitura romana. Seu principal subordinado e, em casos particulares, seu substituto, era o subprefeito da frota (em latim: subpræfectus classis).

A função foi criada na época da Primeira Guerra Púnica, na década de 260 a.C., quando os romanos criaram suas primeiras frotas para enfrentar Cartago, até o final do Império Romano no século V.

História

Durante o período republicano, o comando da frota era deixado ao encargo de um magistrado ou um promagistrado, normalmente de status consular ou pretorial. Durante as Guerras Púnicas, por exemplo, um cônsul comandava a fronta e o outro, o exército em terra. Nas sucessivas guerras travadas no oriente, os pretores assumiram o comando das frotas. Todavia, como estas pessoas tinham também outros encargos de natureza política, a gestão efetiva da frota ou das esquadras navais era entregue a um subordinado, o legado, geralmente alguém experiente em assuntos navais. Foi durante a Primeira Guerra Púnica que apareceu pela primeira vez o "prefeito da frota" segundo Lívio.

Durante o período imperial, com Augusto, os prefeitos da frota se transformaram em procuradores do Augusto, cada uma a frente de uma frota permanente. As duas maiores eram a Classis Ravennatis e a Classis Misenensis, baseadas em Ravena e Miseno respectivamente. Estes postos foram ocupados inicialmente ocupados por pessoas da ordem equestre ou, a partir de Cláudio, pelos seus libertos, o que garantiu um controle imperial direto sobre as várias frotas. A partir da dinastia flaviana, a condição de "prefeito" passou a ser ocupada somente por equestres com experiência militar e que haviam feito carreira nas militiae equestri. Também neste caso, o prefeito, dotado de experiência militar, era também um político com pouca experiência naval e contava com seus subordinados para as ações do dia-a-dia.

Hierarquia

Principais cursos fluviais da Mésia, bases da Classis Moesica.

A carreira de prefeito era parte do cursus honorum da ordem equestre:

Havia uma substancial diferença de patente, a importância no cursus honorum, entre os prefeitos da frota, o que se refletia inevitavelmente no stipendium entre eles:

Frotas

Referências

  1. ↑ AE 1969/70, 704; CIL V, 328; CIL VI, 1643 (p 3163, 4724); CIL VI, 3545 (p 3400); CIL VI, 33131.
  2. ↑ Rodgers (1976), p. 60.
  3. ↑ Lívio, Ab Urbe Condita, XXVI, 48; XXXVI, 42.
  4. ↑ Suetônio, Augusto, 49; Vegécio, IV.32; Tácito, Historiae, III.12.
  5. 1 2 Webster & Elton (1998), p. 165.
  6. ↑ A Companion to the Roman Army, p. 210.
  7. ↑ Gardiner 2000, p. 80.
  8. ↑ Pflaum, H.G. (1950). Les procurateurs équestres sous le Haut-Empire romain, pp. 50-53.
  9. ↑ CIL XII, 258.
  10. ↑ AE 1999, 1486.
  11. ↑ AE 1968, 472.
  12. ↑ CIL III, 43.

Bibliografia