| Psych-Out | |
|---|---|
| No Brasil | Busca Alucinada |
| Estados Unidos 1968 • p&b • 82 min | |
| Gênero | drama, musical, suspense |
| Direção | Richard Rush |
| Produção | Dick Clark Norman T. Herman |
| Roteiro | Betty Tusher E. Hunter Willett Betty Ulius |
| Música | Ronald Stein |
| Cinematografia | László Kovács |
| Edição | Renn Reynolds |
| Companhia produtora | Dick Clark Productions |
| Lançamento |
|
| Idioma | inglês |
Psych-Out (bra: Busca Alucinada) é um filme norte-americano de drama, musical e suspense, dirigido por Richard Rush. Lançado em 1968, foi protagonizado por Susan Strasberg, Dean Stockwell, Jack Nicholson, Bruce Dern e Max Julien.
Jenny é uma jovem surda que fugiu de casa e chega ao bairro Haight-Ashbury, em São Francisco, em busca de seu irmão, Steve. Ela encontra Stoney e sua banda hippie, Mumblin' Jim, em uma cafeteria. Os rapazes a escondem da polícia e a ajudam a procurar o irmão. A banda é abordada por um produtor que consegue uma apresentação para eles em um local chamado Ballroom.
O artista Warren, que cria os pôsteres psicodélicos da banda, surta em sua galeria. Enquanto o ajuda, Jenny nota uma grande escultura que lembra chamas abstratas em um canto e a reconhece como obra de seu irmão. O dono da galeria diz que o artista é conhecido como "O Buscador", um pregador itinerante. Dave, ex-integrante da banda, pode saber o paradeiro atual de O Buscador. A informação de Dave leva o grupo a um ferro-velho, onde Jenny reconhece o carro do irmão. Um grupo de bandidos que frequenta o local os aborda e ameaça estuprar Jenny. A violência se inicia e o grupo escapa por pouco com vida.
Na casa apertada de Stoney, a vida hippie cotidiana está longe do ideal. Os moradores estão todos envolvidos em contemplação, sexo, sono, dança ou decoração, mas com pouca limpeza ou manutenção. Jenny tenta lavar a montanha de louça na cozinha e descobre que o encanamento está quebrado. Frustrada, ela sai para caminhar. Stoney vai procurá-la e acaba na galeria de arte, onde ouve vidros quebrando e entra sorrateiramente. Steve, também conhecido como O Buscador, voltou à galeria para buscar sua escultura. Ele fica feliz que Jenny esteja procurando por ele, mas diz que está sob efeito de drogas e quer estar sóbrio quando se encontrarem. Ele conta a Stoney que a surdez de Jenny é resultado de um trauma causado pela mãe abusiva deles.
A apresentação no salão de baile é um sucesso. O Buscador aparece, na esperança de ver Jenny, mas os bandidos do ferro-velho o perseguem até sua casa. Em uma festa pós-show, Dave oferece a Jenny um copo de suco de laranja com STP. Stoney invade o local e grita furiosamente com Jenny. De coração partido, Jenny aceita o copo de suco de Dave e bebe quase tudo. Jenny explica novamente sua busca por Steve, e Dave tira um bilhete do bolso contendo um endereço e as palavras "Deus está na chama". Jenny sai correndo e pega um bonde até o endereço, com Stoney e Dave, agora sob o efeito da droga, logo atrás.
Perseguido pelos bandidos do ferro-velho até sua casa, Steve acende uma fogueira em seu altar. Jenny chega bem a tempo de vê-lo no meio das chamas, absorto em oração; ele a vê, mas apenas sorri e acena. Em sua dor e confusão, ela corre para o telhado, tendo alucinações intensas, e acaba no meio da Ponte Golden Gate com carros vindo em sua direção de ambos os lados. Ela tapa os ouvidos com as mãos, e Dave e Stoney a encontram. Dave a empurra para fora do caminho de um carro que se aproxima e é atropelado e morto. Ao morrer, ele murmura que espera que esta também seja uma boa viagem. Enjoada e furiosa, Jenny tenta ir embora, mas Stoney a abraça. O filme termina com os dois se abraçando e chorando.

Dick Clark, produtor do filme, escreveu em suas memórias que insistiu para que o filme tivesse uma mensagem antidrogas:
"... porque eu tinha visto as crianças na comuna hippie vivendo em condições deploráveis. No filme, você vê cenas em que tudo é maravilhoso, eles estão todos chapados se divertindo muito. Depois, há a cena da manhã seguinte — o lixo espalhado, uma barata rastejando pela comida, uma laranja meio comida infestada de larvas... Se você visse [o filme] hoje, diria que é uma visão razoavelmente precisa do que estava acontecendo naquela época."
O filme foi originalmente intitulado The Love Children, mas foi alterado a pedido dos distribuidores que temiam que o público pudesse pensar que era "um filme sobre bastardos". O produtor Samuel Z. Arkoff criou o novo título de Psych-Out com base em um recente relançamento bem-sucedido de Psycho.
As filmagens ocorreram entre outubro e novembro de 1967, num cronograma de 22 dias.
Os efeitos especiais do filme foram criados pelo coordenador de dublês Gary Kent.
A maioria das músicas do filme e do álbum da trilha sonora original foram interpretadas pelo Storybook, uma banda de garagem do Vale de São Fernando. A versão de "The Pretty Song from Psych-Out" que aparece no álbum da trilha sonora do filme foi gravada pelo Storybook, mas a versão ouvida no filme foi do Strawberry Alarm Clock.
A versão do diretor Richard Rush tinha 101 minutos e foi editada para 82 minutos pelos produtores, uma versão que seria lançada em DVD pela Fox Video em 2003, juntamente com The Trip (1967) como uma sessão dupla. O lançamento em VHS da HBO Video usou uma versão de 98 minutos. Em 17 de fevereiro de 2015, uma versão do diretor de 101 minutos foi lançada em DVD e Blu-ray.