| Pardela-de-asa-larga | |||||||||||||||
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Filhote abrigado em seu ninho em Pequena Tobago, Trindade e Tobago | |||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||
Pouco preocupante | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||
| Subespécies | |||||||||||||||
Ver texto | |||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||
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Pardela-de-asa-larga (nome científico: Puffinus lherminieri), pintainho-das-antilhas ou, informalmente, por influência de outras línguas, pardela-de-audubon, é uma espécie de ave procelariforme da família dos procelariídeos (Procellariidae). Sua área de distribuição inclui o Oceano Índico, o nordeste e centro do Oceano Pacífico (incluindo as ilhas Galápagos) e o oeste do Oceano Atlântico, incluindo a região do Mar do Caribe e o Golfo do México.

As pardelas-de-asa-larga têm em média 30 centímetros de comprimento - cerca de metade do tamanho da pardela-de-bico-preto (Puffinus gravis) - e pesam por volta de 170 gramas. Há alguma variação entre as diferentes populações, e o tamanho normal e a faixa de peso é de 30 a 33 centímetros e de 150 a 230 gramas. A envergadura é de 64 a 75 centímetros, com uma cauda de cerca de 8,5 centímetros de comprimento. Sua cimeira, exposta, mede três centímetros ou menos, e o tarso tem cerca quatro centímetros de comprimento. Na aparência geral, é uma pequena pardela, preta por cima e branca por baixo e difícil de distinguir de seus parentes à primeira vista.
As partes superiores, retrizes e coberturas inferiores são de cor marrom-escura, assim como as partes inferiores distais das rémiges, e, por vezes, as penas inteiras. O resto das partes inferiores é branco, assim como a cabeça abaixo do nível dos olhos. A sua íris é escura e os pés são rosa-fosco com uma tonalidade preta e unhas pretas, e o bico é cinza, mais escuro na ponta e com um tom rosado. Machos e fêmeas são parecidos entre si. Aves imaturas não têm plumagem distinta, enquanto os filhotes são cobertos de plumas, cinzas acima e esbranquiçadas no ventre. Pode ser confundido com o bobo-pequeno (P. puffinus), que tem coberturas subcaudais brancas e, em comparação direta, um bico mais longo. Outras espécies de aparência semelhante são geralmente completamente alopátricas, embora a pardela-pequena (P. assimilis) possa ocasionalmente atingir águas onde a pardela-de-asa-larga é encontrada. A pardela-pequena tem mais branco na face e na parte inferior das asas, bico menor e pés azul-acinzentados.
Se não for dividido em várias espécies, a pardela-de-asa-larga se estendendo Oceano Índico ao norte até o Mar da Arábia, em todo o noroeste e centro do Oceano Pacífico, no Caribe e em partes do Atlântico oriental. É uma espécie de águas tropicais; apenas algumas populações atlânticas e o pintainho-das-bonim (Puffinus bannermani) das ilhas Bonim ocorrem mais ao norte. Ao contrário das pardelas maiores, acredita-se que as pardelas-de-asa-larga adultas não vagam muito ou realizam grandes migrações, embora seus juvenis o façam antes de se reproduzir, e as aves do Oceano Índico ocidental possam se reunir em grande número na zona de ressurgência no Mar Arábico. É adaptável no que diz respeito ao habitat marinho preferido; pode ser encontrado em águas pelágicas, em mar aberto e na costa. Se alimenta por uma variedade de métodos, principalmente mergulhando enquanto voa, mergulhando enquanto nada e pegando comida com o bico na superfície da água enquanto bate as patas como se estivesse andando sobre as ondas. Alimenta-se de pequenos peixes, lulas e crustáceos planctônicos. Ao contrário de outras pardelas, não costuma seguir navios, embora possa frequentar pequenos barcos de pesca; às vezes também é encontrada como parte de um bando de alimentação de espécies mistas.
A espécie é colonial, nidificando em pequenas tocas, fendas nas rochas e encostas de terra em atóis e ilhotas rochosas. A época de reprodução varia de acordo com a localização e a subespécie, mas a precisão não é muito bem estudada. Ambos os pais compartilham a responsabilidade de incubar o ovo branco (que mede 52,5 por 36,2 milímetros e tem um peso de 37 gramas para um indivíduo de tamanho médio). Os pais incubam o ovo por períodos de dois a dez dias cada um até o ovo eclodir após 49-51 dias. Os filhotes são cuidados de meia a uma semana, e após esse tempo os pais os deixam sozinhos na toca e passam a maior parte do tempo forrageando e buscando alimento para os filhotes. O tempo desde a eclosão até a criação é de 62 a 75 dias. As pardelas-de-asa-larga levam cerca de oito anos para atingir a idade reprodutiva. Como típico para aves procellariiformes, têm vida longa para seu tamanho, e um pássaro anilhado como adulto ainda estava vivo onze anos depois; calcula-se que tivesse mais de 15 anos na época. Enquanto algumas pequenas populações estão ameaçadas, a espécie como um todo não é considerada globalmente ameaçada.
A pardela-de-asa-larga pertence ao grupo Puffinus sensu stricto de pardelas de médio e pequeno porte, que está relacionado com o género Calonectris. A taxonomia desta espécie é extremamente confusa. Ocasionalmente é listada como uma subespécie de P. assimilis (a pardela-pequena), mas não parecem estar tão intimamente relacionados. Pelo contrário, P. lherminieri parece pertencer a um clado mal resolvido que inclui também espécies como P. puffinus e P. opisthomelas. A pardela-de-asa-larga tem cerca de 10 subespécies. Diversas delas foram propostas como espécies separadas. Por exemplo, a população das ilhas Galápagos acabou sendo considerada uma espécie muito distinta, a pardela-das-galápagos (P. subalaris), que é relacionada com o fura-bucho-da-kiritimati (P. nativitatis) e junto com ela constitui uma linhagem antiga sem outros parentes próximos no gênero. Outros táxons foram inicialmente atribuídos à pardela-pequena e depois transferidos à pardela-de-asa-larga. A análise de dados da sequência do citocromo b do DNA mitocondrial – de valor limitado em aves procellariiformes – indica que pelo menos três clados principais podem ser distinguidos:
As aves do sul do Caribe foram separadas como P. l. loyemilleri, mas não são distintas de Puffinus lherminieri lherminieri.

Se P. bailloni for aceito como uma espécie distinta, mas P. persicus não for, então este último grupo teria que ser incluído em P. bailloni.
Apesar dos problemas não resolvidos, este clado – possivelmente incluindo o anterior – foi proposto para constituir uma espécie separada, a pardela-tropical, Puffinus bailloni.
No Brasil, em 2005, foi listada como criticamente em perigo na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas do Espírito Santo; e em 2014 e 2018, respectivamente, como criticamente em perigo no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e na Lista Vermelha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. A União Internacional para a Conservação da Natureza, em sua Lista Vermelha, classificou a espécie como pouco preocupante, pois tem ampla distribuição geográfica e sua população foi estimada na faixa de 30 e 59 mil indivíduos. Apesa disso, a população de pardelas-de-asa-larga está em tendência de declínio populacional devido à ação de espécies introduzidas.