Pythium
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Pythium é um género de oomicetes parasitas pertencente à família Pythiaceae, com distribuição cosmopolita, amplamente conhecido por causar doenças severas em centenas de espécies de plantas. Embora historicamente estudados pela micologia devido às semelhanças morfológicas com os fungos verdadeiros, estes organismos pertencem ao reino Stramenopila, estando filogeneticamente mais próximos das algas castanhas. O seu micélio é cenocítico e de crescimento extremamente rápido, multiplicando-se de forma assexual através de esporângios que libertam zoósporos biflagelados. Estes esporos móveis nadam na água livre, do solo em direção às raízes das plantas. Em condições adversas, realiza reprodução sexual pela fusão de anterídios e oogónios, originando oósporos, que são estruturas de resistência de parede espessa capazes de sobreviver no solo durante anos. O género é o principal agente causal do «damping-off» (tombamento de plântulas) em alfobres, além de provocar a podridão radicular e do colo em culturas hortícolas, ornamentais e grandes culturas como o milho e a soja. Em relvados desportivos, causa a devastadora «queima do Pythium». Como a sua parede celular é composta por celulose e glucanos (e não por quitina), os fungicidas convencionais são ineficazes, exigindo o recurso a oomiceticidas específicos e a práticas culturais que privilegiem a boa drenagem do solo e evitem a rega excessiva. Apesar do seu impacto predominantemente negativo na agricultura, destaca-se a espécie Pythium oligandrum, utilizada no controlo biológico por parasitar outros fungos fitopatogénicos, e a espécie Pythium insidiosum, uma das poucas do género capaz de infestar animais e humanos, provocando a pitiose.