Quiabo

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAbelmoschus esculentus
quiabeiro, quiabo
Quiabeiro com frutos maduros e em desenvolvimento, em Hong Kong
Quiabeiro com frutos maduros e em desenvolvimento, em Hong Kong
Fruto em seção longitudinal
Fruto em seção longitudinal
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Género: Abelmoschus
Espécie: A. esculentus
Nome binomial
Abelmoschus esculentus
(L.) Moench
Distribuição geográfica

Sinónimos
  • Abelmoschus bammia Webb
  • Abelmoschus longifolius (Willd.) Kostel.
  • Abelmoschus officinalis (DC.) Endl.
  • Abelmoschus praecox Sickenb.
  • Abelmoschus tuberculatus Pal & Singh
  • Hibiscus esculentus L.
  • Hibiscus hispidissimus A.Chev. nom. illeg.
  • Hibiscus longifolius Willd.
  • Hibiscus praecox Forssk.

O quiabeiro (nome científico: Abelmoschus esculentus) é uma planta da família Malvaceae. Possui origem africana, precisamente na Etiópia. Seu fruto, conhecido como quiabo, gombô, quimbombô, quibombô, quibombó, quigombó, quingobó, quingombó e quingombô, é uma cápsula fibrosa cônica verde e peluda, cheia de sementes brancas redondas, muito usado em culinária antes da maturação, pois, próximos à maturação, endurecem. Suas folhas são lobadas. As flores são axilares, isto é, brotam a partir das gemas axilares.

Etimologia

Os termos da língua portuguesa, quiabo, quingombô, gombô, quibombô, quigombó, quibombó, quimbombô, quingobó, quingombó e quingombô são derivados do quimbundo.

Fruto

No Brasil, o quiabo compõe pratos típicos regionais, como o caruru — quiabo cozido com camarão seco. Na culinária mineira, há o frango com quiabo e o refogado de carne com quiabo. Pode ser apreciado cozido com tempero no óleo, deixando-se bastante seco. É um fruto simples, seco, indeiscente, de cápsula loculicida (isto é, deiscência longitudinal, com cada lóculo se abrindo separadamente). Os quiabos são verdes e peludos e apresentam uma goma viscosa. Rico em vitamina A, seu consumo pelo ser humano é importante para a visão, pele e mucosas em geral.

Depois de secas, suas sementes são torradas e moídas servindo como um substituto do café. Este "café de quiabo" é livre de cafeína mas rico em fibras solúveis, vitaminas e antioxidantes.

Segundo Balbach, Alfons, As Hortaliças na Medicina Doméstica, A Edificação no Lar , em 100 gramas de quiabo estão agrupados:

850 U.I. de vitamina A; 130 mcg de vitamina B1 (Tiamina); 75 mcg de vitamina B2 (riboflavina); 0,70 mg ou de vitamina B3 (niacina) ou de vitamina B5 (ácido pantoténico) — não especificado devido à incongruência da fonte — e 25,80 mg de vitamina C (ácido ascórbico). Além disso, contém 40,00 quilocalorias (em 100 gramas); 89,60% de água; 7,40 % de hidratos de carbono; 1,80% de proteínas; 0,20% de gorduras e 1,00% de sais.

Se, por um lado, a vitamina A exerce as funções já mencionadas, além de proteger o fígado, a vitamina B1 é decisiva para o bom funcionamento do sistema nervoso, a vitamina B2 é importante para o crescimento, principalmente na adolescência.

Fruto de fácil digestão, é recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos, sendo eficaz contra infecções intestinais, bexiga e rins.

Propriedades curativas

De acordo com a literatura e diversas pesquisas científicas, o quiabo é um alimento:

Influência no diabetes

Caruru, prato típico da culinária brasileira preparado a base de quiabo

Estudos realizados em camundongos, publicados em 2011 e 2012, mostraram que a ingestão de quiabo regula a expressão gênica de maneira a favorecer o controle do diabetes, além de reduzir de maneira significativa as taxas de glicose no sangue.

Em novembro de 2013, a imprensa brasileira divulgou os efeitos benéficos do consumo do quiabo também em seres humanos, podendo este chegar eventualmente até a substituir a insulina. Após investigações científicas, o quiabo poderá se confirmar como a principal forma de tratamento para os diabéticos. Outro fator importante que deve ser levado em consideração, é que o quiabo é rico em fibras, e isso influencia diretamente na manutenção do peso e da boa forma. Além disso ele possui poucas calorias e sua ingestão ajuda na manutenção dos olhos, mucosas e do sistema nervoso.

Ver também

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O Wikispecies tem informações relacionadas a Quiabo.

Referências

  1. 1 2 PENDRE, N.K. et al. Effect of drying temperature and slice size on quality of dried okra (Abelmoschus esculentus (L.) Moench). Journal of Food Science and Technology, v.49, n.3, p.378-371,2011.
  2. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 044.
  3. 1 2 Coats, Lori (19 de julho de 2021). «BLOG: Okra coffee – who knew?» (em inglês). The Baptist Messenger. Consultado em 17 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 17 de maio de 2026
  4. ↑ West, Courtney (30 de setembro de 2020). «Roasted Okra Seed Coffee» (em inglês). Sweet Miscellany. Consultado em 17 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 26 de março de 2022
  5. ↑ «Quiabo», Herbário, BR [ligação inativa].
  6. ↑ Schneider, Ernest (1987). A Cura e a Saúde pelos Alimentos. [S.l.]: Casa Publicadora Brasileira
  7. ↑ H.K. Bakhru, Healing Through Natural Foods, 2000, Jaico Publishing House.
  8. ↑ P. A. Balch, Prescription for Dietary Wellness, 2003, Avery.
  9. ↑ B. Mars, Rawsome!: Maximizing Health, Energy, and Culinary Delight With the Raw Foods Diet, 2004, Basic Health Publications, Inc.
  10. ↑ V. Sabitha, S. Ramachandran, K. R. Naveen, and K. Panneerselvam. Antidiabetic and antihyperlipidemic potential of Abelmoschus esculentus (L.) Moench. in streptozotocin-induced diabetic rats. J Pharm Bioallied Sci. 2011 Jul-Sep; 3(3): 397–402.
  11. ↑ «Invenção de água de quiabo contra o diabetes rende R$30 mil a jovens». G1. 25 de novembro de 2013. Consultado em 20 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 11 de março de 2026
  12. ↑ «Quiabo emagrece - Porque a água de quiabo emagrece?». Happy Fitness. Consultado em 1 de agosto de 2015. Arquivado do original em 31 de agosto de 2015