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Refino de petróleo (en) |
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A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) foi fundada em 1968, como a unidade de negócios da Petrobras no Rio Grande do Sul, em terras que foram da Fazenda da Brigadeira, no bairro São Luís, município de Canoas. Seu nome é homenagem ao político gaúcho Alberto Pasqualini, senador que foi relator do projeto de criação da Petrobras na Comissão de Economia do Senado e defensor do monopólio do petróleo pela estatal brasileira.
De 2001 até 2010, a composição societária da Refap era Petrobras, com 70%, e a firma REPSOL/YPF, com capital espanhol/argentino, com os 30% restantes. Em 2006, a Refap ampliou sua capacidade de refino para 30.000 m³ de petróleo por dia (190 mil barris/dia), com a implantação da Unidade de Coque (UCR), Craqueamento de Resíduos (URFCC), Hidrotratamento de Diesel (HDT), além de outras unidades menores, passando a ser a quinta maior refinaria do sistema Petrobras no país.
Em 14 de dezembro de 2010, a Repsol anunciou a venda de sua participação na refinaria por US$ 800 milhões para a Petrobras, que voltou a ser a única proprietária da refinaria. Em 1 de agosto de 2012, a refinaria foi reincorporada à Petrobras, deixando de ser uma empresa distinta da estatal.
A refinaria liga-se, por meio de oleodutos, ao Terminal Marítimo Almirante Soares Dutra (Tedut), em Osório, de onde recebe petróleo, e ao Terminal de Niterói (Tenit), em Canoas, às margens do Rio Gravataí, para onde transporta derivados às indústrias que compõem o Polo Petroquímico do Sul, em Triunfo.
Uma característica da Refap é sua enorme área de estocagem de matéria-prima e produtos acabados (no meio industrial chamada de capacidade de tancagem), o que a leva a ser a maior refinaria em área ocupada da Petrobras. Esse dimensionamento da área de estocagem deve-se à sua posição estratégica, próxima a fronteiras importantes (Uruguai e Argentina) e à possível dificuldade de abastecimento no período em que o Brasil era muito dependente do petróleo importado.
A Refap tem capacidade de processamento de 32 mil m³/d e produz diesel S-10 e S-500, gasolina, QAV-1 (querosene de aviação JET), nafta petroquímica, GLP (gás de cozinha), propeno, cimento asfáltico de petróleo (asfalto) e óleo combustível.
Além disso, para minimizar o impacto ambiental de suas operações, a Refap utiliza mecanismos de controle de emissões atmosféricas e, em 2023, implantou um sistema que reduz a concentração de particulados nos gases emitidos.
No último trimestre de 2025, a Refap bateu recordes de produção de gasolina e Diesel S-10 (combustível com baixo teor de enxofre). Foram 786 milhões de litros de gasolina e 765 milhões de litros de Diesel S-10. Em dezembro do mesmo ano, também foi atingido o recorde de produção mensal de gasolina, 291 milhões de litros.
O Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras prevê uma série de novos projetos para a Refap.