| Raquel Trindade | |
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| Nascimento | 10 de agosto de 1936 Recife |
| Morte | 15 de abril de 2018 (81 anos) Embu das Artes |
| Cidadania | Brasil |
| Etnia | afro-brasileiros, negros |
| Progenitores | |
| Ocupação | escritora, artista plástica, folclorista, griô |
| Distinções | |
| Religião | Candomblé |
Raquel Trindade de Souza, a Kambinda (Recife, 10 de agosto de 1936 - Embu das Artes, 15 de abril de 2018) foi uma escritora, artista plástica, coreógrafa, carnavalesca, e folclorista brasileira.
Raquel nasceu em Recife, no ano de 1936, entretanto, em seu registro consta que nasceu no Rio de Janeiro por ser registrada apenas oito anos após seu nascimento. Filha do poeta Solano Trindade e da coreógrafa e terapeuta ocupacional Maria Margarida Trindade, mudou-se com a família para Duque de Caxias na década de 1940.
Nos anos 60, foi morar em Embu das Artes, onde em 1975 fundou o Teatro Popular Solano Trindade (TPST). Também em Embu, fundou a Nação Kambinda de Maracatu.
Como pintora, realizou sua primeira exposição individual em 1966. No mesmo ano, teve uma obra adquirida por Pietro Maria Bardi e fundou, ao lado dos escultores Ranulfo Lira e Chico Rosa, o movimento de Artes da Praça da República, em São Paulo.
Continuou expondo nos anos seguintes. Ao mesmo tempo, participou de diversos eventos e debates sobre a cultura negra, que levaram ao convite para criar um curso de extensão sobre folclore, teatro negro e sincretismo religioso na Unicamp, em 1985. A iniciativa da universidade enfrentou resistência por parte de muitos professores, já que Raquel Trindade não tinha formação superior. Ainda na Unicamp, criou o grupo Urucungos, Puítas e Quinjengues, nome tirado de instrumentos musicais bantos.
Casou-se oito vezes e teve três filhos. É avó do rapper Zinho Trindade.
Em 2012, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, no grau de Comendadora.