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| Raul Leal | |
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Raul Leal | |
| Nome completo | Raul d'Oliveira Sousa Leal |
| Pseudónimo(s) | Henoch |
| Nascimento | |
| Morte | São José, Lisboa, Portugal |
| Nacionalidade | português |
| Ocupação | poeta |
| Movimento literário | modernismo |
| Magnum opus | Sodoma Divinizada |
Raul de Oliveira Sousa Leal (Henoch) (São José, Lisboa, 1 de setembro de 1886 – São José, Lisboa, 17 de agosto de 1964) foi um escritor, poeta e ocultista português.
Era filho do proprietário Alfredo de Oliveira Sousa Leal, também natural de Lisboa (freguesia de São José) e antigo director do Banco de Portugal, e de sua segunda mulher, Adelaide Cristina Lambruschini, sobrinha do cardeal Lambruschini, que dirigira a Biblioteca Vaticana, natural do Rio de Janeiro (Brasil).
Concluiu o curso de direito na Universidade de Coimbra em 1909. Em 1915 exila-se em Espanha por motivos políticos devido ao seu assumido monarquismo.
Foi um dos introdutores do futurismo em Portugal, publicando no segundo número da revista Orpheu, a "novela vertígica" "Atelier", a qual planeava integrar num livro inédito intitulado Devaneios e Alucinações. Caso único na literatura portuguesa, escreveu toda a sua obra poética em francês. Projectou também escrever, em 1923, o "drama metafísico" O Incompreendido.
Em 1916 publicou na revista Centauro "A Aventura dum Sátiro ou a Morte de Adónis" e em 1917, na revista Portugal Futurista, o artigo "L'Abstraccionisme Futuriste", sobre um quadro de Santa-Rita Pintor. Colaborou também na revista Pirâmide (1959–1960), na Athena, publicada por Fernando Pessoa, e pela revista dirigida por Almada Negreiros, Sudoeste (1935).
Com a publicação de Sodoma Divinizada em 1923, pela editora Olisipo, de Fernando Pessoa, Raul Leal entra voluntariamente no escândalo conhecido por «Literatura de Sodoma», a propósito da 2.ª edição do livro de poesia Canções, de António Botto, publicado no ano anterior também da editora Olisipo. Iniciada com a recensão de Fernando Pessoa «António Botto e o Ideal Estético em Portugal», inserida no n.º 3 da revista Contemporânea, de Julho de 1922, a polémica envolveu, para além de Pessoa e Leal, o jornalista Álvaro Maia e Pedro Teotónio Pereira.
Em Março de 1923, as edições de Canções e Sodoma Divinizada, bem como Decadência de Judith Teixeira, seriam apreendidos e posteriormente queimados por ordem do governador civil de Lisboa. Raul Leal volta à polémica publicando o panfleto Uma Lição de Moral aos Estudantes de Lisboa e o Descaramento da Igreja Católica.
Nunca casou. Morreu vítima de aterosclerose generalizada a 17 de agosto de 1964, no Hospital de Santo António dos Capuchos, freguesia de São José, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Lumiar.