Ritmo ("movimento regular" grego: "ῥυθμός"; romaniz.:"rhythmós") é algo que flui ou se move com uma movimentação regular durante alguma atividade; É também uma sequência harmônica de um fenômeno. O ritmo está inserido em tudo na nossa existência.
Segundo alguns autores, o conceito de ritmo pode variar, para Pierre Berge: "o ritmo é uma lei universal a que tudo submete".
Chama-se prosódia, o estudo do ritmo, da entoação e da intensidade do discurso. Existe também a prosódia musical, pois a música também é um tipo de linguagem. Em poesia, o estudo do ritmo pode ser visto na métrica, mas não se restringe a ela.
A rítmica é uma ciência do ritmo, que irá desenvolver as funções motoras e os movimentos corporais no tempo e no espaço.
Em todas as línguas a fala possui um ritmo, este se encaixa em um dos três tipos: ritmo silábico (sílabas têm a mesma duração); ritmo acentual (sílabas têm durações diferentes, mas o intervalo de tempo entre as tônicas é regular); ritmo moraico (a duração das moras é igual).
A vida do homem é cercada de acontecimentos rítmicos o tempo todo. Começando na gestação, com o bater do coração, depois com outras frequências biológicas, como as do respirar, piscar os olhos, caminhar, os acontecimentos repetidos de sono e vigília.
As frequências biológicas do próprio corpo foram fundamentais para as noções de tempo e a criação do relógio, bem como no desenvolvimento de artes relacionadas ao tempo, como a música, a poesia, a dança.
A rítmica é uma ciência do ritmo que objetiva desenvolver e harmonizar as funções motoras e regrar os movimentos corporais no tempo e no espaço, aprimorando o ritmo.
Baseando-se nestes conceitos, fica clara a importância que o ritmo tem na nossa vida, tanto através de influências externas quanto internas. O desenvolvimento e aperfeiçoamento do mesmo torna-se muito importante, pois o ser humano é dependente do ritmo para todas as atividades que for realizar, como na vida diária, profissional, desportiva e de lazer.
Na educação infantil (alfabetização), é uma habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.
O ritmo é de grande importância para os professores de Educação Física, pois ele se reflete diretamente na formação básica e técnica, na criatividade e na educação de movimento.
O ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes atividades.
O ritmo é fundamental para a música, uma arte que ocorre no tempo. O ritmo está na constância (ou inconstância) dos acontecimentos musicais (isto é, das notas musicais ou batidas percussivas).
Desde 1940, existem pesquisas que admitem que, em todas as línguas, a fala possui um ritmo, e esse ritmo se divide em alguns tipos:
Em 1996, surgiram evidências que recém-nascidos conseguiam distinguir essas três classes de ritmo. Mais tarde, surgiram estudos na estatística exibindo que, ao analisar as ondas sonoras da fala, é possível discriminá-la em diferentes tipos rítmicos.
Conjectura-se que o ritmo linguístico dependa do papel desempenhado pelas "fronteiras" das palavras, isto é, da primeira sílaba de uma palavra que pertença ao léxico e sua relação com as palavras funcionais átonas, e que também dependa se a sílaba é tônica ou não.
A classificação do português nesse sistema é controversa. O português europeu tem ritmo mais acentual que o brasileiro; este último tem características mistas e varia de acordo com a velocidade de fala, o sexo e o dialeto. Na fala rápida, o português brasileiro tem ritmo mais acentual, e na lenta, mais silábico. Os dialetos gaúcho e baiano têm ritmo mais silábico que os outros, enquanto os dialetos do Sudeste, como o mineiro, têm ritmo mais acentual. Homens falam mais rápido e com ritmo mais acentual que as mulheres. Assim, alguns pesquisadores argumentam que o português europeu e o brasileiro, apesar de compartilharem de um mesmo léxico, pertencem a tipos diferentes de ritmo.