Robert Moses

Robert Moses (New Haven, 18 de dezembro de 1888 – 29 de julho de 1981) foi um urbanista e oficial público estadunidense que atuou predominantemente na área metropolitana de Nova York. Embora nunca tenha ocupado um cargo eletivo, Moses foi uma das figuras mais influentes na história do planejamento urbano no século XX, moldando a infraestrutura de Nova York e influenciando o desenvolvimento de metrópoles globais, incluindo São Paulo.

Robert Moses
Nascimento18 de dezembro de 1888
New Haven
Morte29 de julho de 1981 (92 anos)
West Islip
SepultamentoCemitério de Woodlawn
CidadaniaEstados Unidos
Alma mater
Ocupaçãoarquiteto, político sem partido, urbanista, engenheiro
Distinções
  • Pugsley Medal (1936)
  • honorary doctor of the Hofstra University
Cargo(s)
New York City Commissioner of Parks and Recreation (1934–1960)
SucessorNewbold Morris
Secretary of State of New York (1927–1929)
Causa da mortecardiopatia

É conhecido por sua defesa intransigente do rodoviarismo e por sua oposição sistemática ao transporte público de massa (como o metrô), visão que deixou marcas profundas na configuração urbana paulistana após sua consultoria em 1950.

Atuação em São Paulo (1950)

Em 1950, durante a gestão do prefeito Lineu Prestes, Robert Moses foi contratado para elaborar um plano de melhorias públicas para a cidade de São Paulo, que enfrentava um crescimento populacional desordenado. O resultado foi o documento intitulado Programa de Melhoramentos Públicos para a Cidade de São Paulo.

O "Plano Moses"

As propostas de Moses foram fundamentais para consolidar o modelo de transporte baseado no automóvel na capital paulista. Suas principais recomendações incluíam:

Oposição ao Metrô

Diferente da crença popular de que teria projetado o sistema metroviário, Moses foi o principal opositor da construção de um metrô em São Paulo na década de 1950. Em seu relatório, ele classificou o transporte sobre trilhos como financeiramente inviável e tecnicamente desnecessário para a realidade da época, afirmando que o sistema de ônibus e as novas avenidas seriam suficientes para a demanda futura.

Essa recomendação resultou no engavetamento de projetos de trens metropolitanos por quase duas décadas, até que a saturação do trânsito forçou a criação da Companhia do Metropolitano em 1968.

Ver também

Ligações externas

Notas e referências

  1. ↑ LEME, Maria Cristina da Silva (Org.) (1999). Urbanismo no Brasil, 1895-1965. São Paulo. [S.l.]: FUPAM/Studio Nobel. p. 452
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