| Roberto pelo Retrô em 2024 | ||
| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | José Roberto Fernandes Barros | |
| Data de nasc. | 5 de maio de 1971 (55 anos) | |
| Local de nasc. | Recife, Pernambuco, Brasil | |
| Nacionalidade | brasileiro | |
| Informações profissionais | ||
| Clube atual | Sem Clube | |
| Função | treinador | |
| Times/clubes que treinou | ||
| 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2002 2003 2004 2004 2005 2005 2006 2006 2006 2006–2007 2007–2008 2008 2008 2009 2009 2010 2010 2010–2011 2011 2011–2012 2012–2013 2013–2014 2014 2014–2015 2016 2016 2016 2017 2017 2017–2018 2018 2018–2019 2019 2020 2020–2021 2021 2022 2022 2023 2024 2025 2026 2026 2026 |
Ferroviário-PE Surubim Unibol Osan-SP Primavera Londrina Linense Londrina Guaratinguetá Anapolina Ceará Vila Nova Santo André Ceilândia Ituano Brasiliense Náutico Atlético Paranaense Náutico Figueirense Fortaleza Brasiliense Atlético Goianiense Náutico Paysandu Americana América de Natal ABC Remo América de Natal Capivariano Confiança Paraná Bangu Confiança Náutico Santa Cruz CRB ABC América de Natal CRB Santa Cruz Náutico CSA Itabaiana Retrô Piauí Treze Retrô Anápolis |
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| Última atualização: 18 de novembro de 2025 | ||
José Roberto Fernandes Barros (Recife, 5 de maio de 1971) é um treinador de futebol brasileiro. Atualmente não comanda clube algum.
Como jogador, Roberto Fernandes atuou como meio-campista nas categorias de base do Náutico e do Santa Cruz, tendo jogado pelo América-SP e pela Ferroviária nos profissionais. Já como treinador possui grande experiência, chegando, inclusive, à elite do futebol brasileiro em 2007, quando dirigiu o Náutico. Na oportunidade, foi eleito o técnico revelação do Campeonato Brasileiro. Antes, em 2004, já tinha sido escolhido o treinador revelação da Série B pelo Anapolina, de Goiás.
Em 2008, foi anunciada sua saída do Náutico para assumir o comando do Atlético Paranaense, do período de 20 de maio até 3 de agosto. No dia 7 de agosto do mesmo ano, foi anunciado seu retorno ao alvirrubro pernambucano. Em 2009, devido à pressões internas e externas, Roberto teve mais um final no Timbu, desta vez por demissão da própria diretoria.
Roberto Fernandes acertou seu retorno ao Náutico em 2010, já nas últimas rodadas da Série B. O técnico comandou o clube durante o Campeonato Pernambucano de 2011, mas foi dispensado pela diretoria alvirrubra em maio, depois de perder a classificação na semifinal para o rival Sport.
Meses depois acertou com o Paysandu e em agosto iria acertar com o Americana, mas após a direção do clube paulista mudar da ideia de contratá-lo, seguiu no comando do Papão.
Após uma derrota para o Rio Branco, Roberto Fernandes foi demitido do Paysandu no dia 13 de setembro de 2011.
Pouco menos de um mês depois, no dia 20 de outubro, foi anunciado como novo treinador do Americana, assinando contrato até o final da Série B 2011. No início de 2012, após não ter tido nenhuma vitória no Paulistão, Roberto foi demitido.
Porém, a partir de então, sua temporada passaria por uma transformação positiva. O treinador recebeu um convite para comandar o América-RN. A equipe rubra vinha de uma eliminação do primeiro turno do campeonato potiguar e trazia uma série de três derrotas seguidas para o arquirrival ABC. Roberto Fernandes substituiu o então treinador Flávio Araújo, e deu uma dose de motivação ao elenco já formado. Consegui ser campeão do segundo turno do campeonato estadual e venceu a final, tornando se o campeão potiguar de 2012. Além disso foi eleito o melhor técnico do Rio Grande do Norte em 2012 e de quebra fez uma boa campanha no Série B, com o time permanecendo por 14 rodadas seguidas no G4 e liderando a competição, mas acabando em 9º lugar.
Após um mal início na Série B de 2013, o técnico foi demitido.
Logo depois, Roberto Fernandes assumiu o comando do maior rival do seu ex-clube, o ABC. No alvinegro potiguar, fez história ao livrar o ABC do rebaixamento, quando o clube natalense já era dado como uma dos quatro rebaixados para Série C do ano seguinte. No momento de sua chegada, na décima quarta rodada, o ABC era lanterna da Série B, e tinha apenas uma vitória. Roberto então, indicou, e a direção contratou nada menos do que 17 jogadores, mirando a permanência do clube na segunda divisão. E após 26 rodadas na zona do rebaixamento, sendo 22 na última colocação, e 13 jogos no comando do alvinegro, Roberto enfim conseguiu tirar o ABC do "Z4" com uma marcante vitória na 27ª rodada, contra o então campeão da competição, o Palmeiras, vencendo a equipe paulistana por 3–2, no Frasqueirão. Com isso, o ABC não voltou a figurar entre os quatro últimos colocados da Série B, porém, só garantiu sua permanência na penúltima rodada, após uma vitória por 1–0 contra o Avaí no Frasqueirão.
Foi contratado pelo Remo em março de 2014, chegando para o segundo turno do Campeonato Paraense e substituindo Agnaldo de Jesus, que estava como técnico interino desde a saída de Charles Guerreiro. Roberto assumiu o Remo no momento em que o time vinha de um sequência de nove jogos sem vencer, com duas derrotas e sete empates nas três competições disputadas pelo (Campeonato Paraense, Copa do Brasil e Copa Verde).
Em outubro de 2014, foi anunciada a volta de Roberto Fernandes ao América-RN. O técnico ficou no clube até 2015, conquistando dois Campeonatos Potiguares e duas Copas do Rio Grande do Norte.
No dia 2 de fevereiro de 2016, após a demissão de Evaristo Piza, Roberto foi anunciado como novo treinador do Capivariano para a sequência do Campeonato Paulista.
Em setembro de 2016 foi anunciado como técnico do Paraná, mas comandou o clube numa curta passagem; ao todo, foram apenas nove jogos, com duas vitórias, um empate e seis derrotas (25% de aproveitamento). Devido ao fraco desempenho, o técnico acabou sendo demitido no dia 16 de novembro.
Após a demissão de Arturzinho, Roberto Fernandes foi anunciado como novo treinador do Bangu para a sequência do Campeonato Carioca de 2017. O treinador deixou o comando do Bangu no dia 29 de junho, após eliminação na Série D. No total, comandou o clube carioca em 12 partidas, conquistando três empates, três vitórias e seis derrotas.
Em 19 de julho de 2017, Roberto Fernandes foi anunciado como novo técnico do Confiança.
No entanto, deixou o clube do Sergipe no dia 1 de agosto e acertou seu retorno ao Náutico, sendo essa a sua quarta passagem pelo Timbu. Com contrato até o final da Série B, o técnico chegou com a missão de reerguer o futebol do clube pernambucano e o livrar do rebaixamento para a Série C de 2018. Mesmo tendo melhorado seu futebol sob o comando de Roberto Fernandes, o Náutico não conseguiu escapar do rebaixamento para a Série C. No dia 21 de novembro, a diretoria alvirrubra oficializou a renovação contratual do treinador com o clube por mais uma temporada.
Na temporada de 2018, o técnico foi um dos responsáveis pelo bom desempenho da equipe na Copa do Brasil, na Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano. Neste último, inclusive, Roberto conquistou o título após o Náutico vencer o Central na final.
Após maus resultados na Série C, foi demitido do Náutico no dia 6 de maio, um dia após a derrota por 4–2 para o Confiança, na Arena de Pernambuco. O técnico deixou o clube após uma sequência de quatro jogos sem vitória na competição, com três derrotas e um empate.
Em 23 de maio de 2018, Roberto Fernandes acertou seu retorno ao Santa Cruz.
Foi anunciado pelo CSA no dia 8 de agosto de 2022, chegando para comandar a equipe após a saída de Alberto Valentim. Em doze jogos pela equipe alagoana, Fernandes obteve quatro empates, cinco derrotas e apenas três vitórias. Devido aos maus resultados, deixou o clube no dia 14 de outubro, após uma derrota de 1–0 para o Londrina.
Roberto Fernandes é conhecido por seu estilo de jogo intenso, ofensivo e combativo. Ao longo de sua carreira, especialmente em clubes como Náutico, América de Natal, Santa Cruz e CRB, o treinador construiu uma identidade marcada por verticalidade no ataque, transições rápidas e alta exigência física. Fernandes costuma montar suas equipes em esquemas como o 3-4-3, ou 4-4-2, com laterais que apoiam bastante e meias que atacam o espaço entre as linhas. Em suas próprias palavras, ele prefere “um futebol agressivo, de passe vertical, com objetivo” — sem excesso de toques laterais ou jogo moroso.
Durante as partidas, Fernandes é facilmente reconhecido por sua postura energética à beira do campo. Além de gritar e orientar, gesticula e muitas vezes entra em conflito com a arbitragem ou com os adversários, o que o torna uma figura polêmica no futebol nacional. Essa postura reflete sua filosofia de que “treino é jogo e jogo é guerra” — frase que o treinador já utilizou ao comandar o Atlético Paranaense em 2009.
Apesar do foco ofensivo, Roberto também passou a se preocupar mais com o equilíbrio defensivo. Em 2016, fez um intercâmbio tático na Europa, estudando clubes como Atlético de Madrid e Lazio, buscando uma base mais sólida para suas equipes. O resultado foi uma evolução em sua leitura tática, especialmente em jogos fora de casa ou decisivos, onde passou a adaptar o sistema, utilizando até formações como o 3-5-2 quando necessário.