Roberto Pulo | |
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| Cardeal da Santa Igreja Romana | |
| Chanceler da Chancelaria dos Breves Apostólicos | |
| Atividade eclesiástica | |
| Predecessor | Gerardo Caccianemici |
| Sucessor | Guido da Vico |
| Mandato | 1145-1146 |
| Ordenação e nomeação | |
| Cardinalato | |
| Criação | 1142/1143 |
| Título | Santo Eusébio |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Sherborne c. 1080 |
| Morte | Roma 22 de setembro de 1146 (66 anos) |
| Nacionalidade | inglês |
| Cardeais Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Roberto Pulo (em latim: Robertus Pullus; em inglês: Robert Pullen, Pullan ou Pully; c. 1080 – c. 1146) foi um cardeal, filósofo e teólogo inglês do século XII.
Roberto nasceu no Reino da Inglaterra e estudou na Universidade de Paris nas primeiras décadas do século XII. Em 1133, começou a lecionar em Oxford, sendo um dos primeiros dos celebrados professores das escolas que depois seriam organizadas na Universidade de Oxford.
Depois da morte do rei Henrique I da Inglaterra (1135), retornou a Paris e, de lá, foi a Roma onde o papa fê-lo cardeal de Santo Eusébio e chanceler da Sé Apostólica. Segundo a "Vida de São Bernardo" e as cartas de Guilherme de Saint-Thierry, sabemos que Roberto sempre esteve do lado da ortodoxia católica e lutou contra as incursões racionalistas representadas pelas teorias de Pedro Abelardo.
Roberto escreveu um compêndio de teologia intitulado "Sententiarum Theologicarum Libri Octo", que, por um tempo, foi o texto oficial de teologia nas escolas da Europa Ocidental até ser suplantado pelos "Libri Sententiarum" de Pedro Lombardo. Enquanto Roberto se mostrava mais inclinado à interpretação estrita da tradição eclesiástica, Pedro já se inclinava às crescentes necessidades do método dialético no estudo da teologia e da filosofia, uma tendência que abriu caminho para a teologia escolástica, que dominaria os séculos seguintes.
A "Summa" de Roberto foi publicada pela primeira vez pelo maurista Dom Hugo Mathoud (Paris, 1655), que foi depois republicada por Migne na Patrologia Latina (CLXXXVI, 639 sqq.).