| Scanner | |
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Robin Rimbaud em 2006 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Robin Rimbaud |
| Nascimento | 1964 Londres, Reino Unido |
| Gêneros | Música eletrónica, arte sonora, música ambiente |
| Ocupação | Compositor, artista sonoro |
| Período em atividade | 1991–presente |
| Gravadoras | Ash International, Sub Rosa [en], Sulphur, Bette, DiN |
| Afiliação | Githead [en] |
| Página oficial | scannerdot |
Robin Rimbaud (Londres, 1964), conhecido como Scanner, é um compositor e artista sonoro britânico cujo trabalho abrange o som, o espaço e a imagem. Ativo na arte sonora desde 1991, produz concertos, instalações e gravações. Os seus primeiros discos, no início da década de 1990, foram construídos a partir de conversas telefónicas intercetadas com um scanner, aparelho que lhe deu o nome artístico.
Rimbaud começou a gravar ainda adolescente, com um Walkman da Sony, e descobriu por acaso o scanner de rádio através de um amigo que o usava para ouvir as comunicações da polícia local. Com o aparelho captava chamadas de telemóveis, então feitas em redes analógicas pouco seguras, e reelaborava as gravações nos seus discos e atuações ao vivo, retirando nomes, moradas e outros elementos que pudessem identificar os interlocutores. Abandonou a prática depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando se tornou cada vez mais difícil viajar com equipamento suscetível de ser considerado subversivo, numa altura em que outros interesses já o ocupavam.
Os primeiros discos, Scanner (1992), Scanner 2 (1993) e Mass Observation (1994), saíram pela Ash International, editora que cofundou e que dirigia com Mike Harding, da Touch. Um excerto de Mass Observation foi usado por Björk em «Possibly Maybe» (1995), sem que a amostra tivesse sido autorizada; o disco foi reeditado numa versão alargada pela editora Room40 em 2018. Seguiram-se, entre outros, Sulphur (1995), pela Sub Rosa [en], Delivery (1997) e The Garden Is Full of Metal, uma homenagem ao realizador Derek Jarman construída com gravações de lugares importantes na sua vida e excertos de entrevistas. Gravou também com DJ Spooky [en] e Kim Cascone [en], e tocou guitarra no grupo Githead [en], com Colin Newman [en] e Malka Spigel.
Entre os artistas com quem trabalhou contam-se Bryan Ferry, Laurie Anderson, Michael Nyman, Wayne McGregor [en], Mike Kelley [en], Carsten Nicolai e Steve McQueen, bem como Merce Cunningham. Colaborou também com as companhias de dança de Merce Cunningham e Random Dance. Para a companhia de Wayne McGregor compôs a música original de Nemesis, estreado em 2002. Em 2007 colaborou com Steve McQueen em Gravesend, apresentado na 52.ª Bienal de Veneza.
Em 2004 realizou com Stephen Vitiello [en] Sound Surface, a primeira encomenda de arte sonora da Tate Modern. Para a Artangel [en] criou Surface Noise (1998) e NightJam (2006), e fez o desenho de som de Night Haunts (2006), de Sukhdev Sandhu. Compôs a música de The Big Dance, apresentada em Trafalgar Square no âmbito dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, e a partitura de Narnia, para o Ballet Nacional dos Países Baixos [en].
Tem obras sonoras permanentes no Museu da Ciência de Londres, no hospital Raymond Poincaré, em Garches, e no Northern Neuro Disability Services Centre, em Newcastle, entre outros locais. Vex (2017), uma residência em Londres concebida em colaboração com o atelier Chance de Silva e que integra uma instalação sonora permanente, esteve entre as finalistas do prémio House of the Year do Royal Institute of British Architects. Esprits de Paris (2002), feita com Mike Kelley, entrou em 2024 na coleção permanente do Centre Pompidou. Em 2025 recebeu em Amesterdão o Savvy Award, pelo seu percurso de mais de trinta anos na arte sonora.